Se você está buscando respostas claras, objetivas e atualizadas sobre esse tema, este artigo foi elaborado especialmente para isso. Aqui você encontrará:
- A resposta definitiva para a pergunta central: gestante pode ser demitida durante o contrato de trabalho?
- Um panorama completo da legislação brasileira aplicável.
- Os tipos de estabilidade garantidos à gestante.
- Situações em que a demissão pode ser considerada legal ou ilegal.
- Os direitos que amparam a gestante demitida.
- Como um advogado especializado pode ajudar você a reverter uma demissão injusta.
Convidamos você a acompanhar cada seção atentamente. A profundidade do conteúdo foi pensada para que você entenda definitivamente seus direitos e saiba o que fazer caso esteja enfrentando uma situação em que foi gestante demitida sem razão legal.
Gestante demitida durante o contrato de trabalho? veja se esse caso pode ocorrer
A resposta curta é: não pode ser demitida sem justa causa durante o período de estabilidade gestante, que começa com a confirmação da gravidez e vai até cinco meses após o término da licença‑maternidade.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em conjunto com a Constituição Federal, assegura que a trabalhadora gestante não seja dispensada arbitrariamente durante esse período. Isso significa que a empresa não pode simplesmente desligar a funcionária por interesses próprios sem que exista um motivo legal claramente comprovado.
Se a gestante for demitida sem justa causa dentro desse período, essa demissão é considerada ilegal e pode ser revertida por meio de medidas jurídicas adequadas. Em muitos casos, a empresa pode ser obrigada a reintegrar a gestante demitida ao trabalho ou pagar indenização correspondente ao período em que a estabilidade foi violada.
É fundamental destacar que a proteção à gestante não depende de comunicação formal imediata ao empregador sobre a gravidez. O que importa é a comprovação, por meio de exame médico ou laudos, que a gestação ocorreu no período em que a estabilidade deveria vigorar.
No próximo tópico, vamos ver com mais precisão o que a legislação brasileira diz sobre os direitos da gestante demitida.
Direitos da gestante no trabalho: o que diz a legislação brasileira
A legislação trabalhista brasileira oferece um conjunto de direitos que visam resguardar de forma explícita as gestantes no ambiente de trabalho. Esses direitos existem para garantir que a gravidez não gere prejuízos profissionais, financeiros ou emocionais à mulher que está preparando a chegada de um novo ser.
- Estabilidade provisória da gestante
A Consolidação das Leis do Trabalho, combinada com princípios constitucionais que protegem a maternidade, garante estabilidade à trabalhadora gestante desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o término da licença‑maternidade.
Essa estabilidade se aplica independentemente do tipo de contrato de trabalho — podendo ser contrato por prazo determinado ou indeterminado. A única exceção a essa regra, em termos gerais, é a demissão por justa causa, devidamente comprovada e suficientemente fundamentada pela empresa, o que é bastante difícil de ocorrer em casos envolvendo gestantes devido ao rigor requerido pela legislação.
- Licença‑maternidade remunerada
A gestante tem direito à licença‑maternidade remunerada de 120 dias, podendo chegar a 180 dias nos casos em que a empresa adere ao Programa Empresa Cidadã. Isso significa que durante esse período a trabalhadora recebe sua remuneração integral, sem prejuízo de qualquer direito.
- Proteções adicionais no ambiente de trabalho
Além da estabilidade e da licença‑maternidade, a legislação assegura outros direitos importantes, tais como:
- Direito a condições de trabalho que não ofereçam risco à gestação;
- Garantia de atendimento pré‑natal, quando necessário, sem prejuízo salarial;
- Proteção contra qualquer forma de discriminação por motivo de gravidez ou maternidade.
Esses direitos têm como objetivo não apenas proteger o vínculo empregatício, mas também assegurar que a gestação ocorra em um ambiente saudável e seguro, sem que a trabalhadora seja penalizada por sua condição.
Com essa base legal em mente, vamos analisar os tipos de estabilidade garantidos à gestante demitida.
Quais são os tipos de estabilidade garantidos à gestante?
Quando se fala em estabilidade da gestante demitida, é importante entender que essa proteção pode se manifestar de diferentes formas, dependendo da situação específica.
- Estabilidade gestante tradicional
Essa é a mais conhecida e amplamente aplicada: a estabilidade que vai da confirmação da gravidez até cinco meses após o término da licença‑maternidade. Durante esse período, a gestante não pode ser demitida sem justa causa. Caso isso aconteça, a demissão pode ser revertida judicialmente.
- Estabilidade por acidente de trabalho
Se a gestante sofrer um acidente de trabalho ou desenvolver uma doença ocupacional decorrente de suas atividades profissionais, ela pode ter direito a uma estabilidade adicional de 12 meses após o fim do auxílio‑acidente. Essa proteção é distinta da estabilidade gestante, mas pode se somar a ela dependendo das circunstâncias.
- Estabilidade por acordo coletivo ou normativas internas
Alguns acordos coletivos de trabalho ou normas internas de empresas podem conferir proteção adicional às gestantes, ampliando o período de estabilidade ou oferecendo benefícios extras durante a gestação. É importante verificar se há convenções coletivas aplicáveis ao seu caso.
Esses diferentes tipos de estabilidade têm em comum o objetivo de garantir que a gestante demitida não seja desamparada durante um período crítico de sua vida, assegurando direitos básicos de proteção à maternidade.
No próximo tópico vamos ver quando a demissão da gestante pode ser considerada legal ou ilegal.
Gestante demitida: Casos em que pode ser considerada legal ou ilegal
Entender quando a demissão da gestante é legal ou ilegal é essencial para quem está enfrentando essa situação ou teme que isso aconteça.
Quando a demissão é considerada ilegal
A demissão da gestante é ilegal quando ocorre sem justa causa durante o período de estabilidade — ou seja, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após a licença‑maternidade.
Situações típicas em que a demissão pode ser considerada ilegal incluem:
- A empresa demite a gestante sem justa causa durante a gravidez;
- A empresa demite a gestante sem justa causa durante a licença‑maternidade;
- A empresa não respeita o período de estabilidade após o retorno ao trabalho.
Nesses casos, a gestante demitida pode requerer judicialmente a reintegração ao emprego ou o pagamento de uma indenização correspondente ao período de estabilidade não cumprido.
Quando a demissão pode ser legal
Em certos casos, a demissão pode ser considerada legal mesmo durante a gestação, tais como:
- Demissão por justa causa, devidamente comprovada;
- Término de contrato por prazo determinado que não possa ser prorrogado;
- Situações específicas previstas em normas coletivas que regulamentem determinadas atividades.
Vale destacar que a justa causa, quando aplicada a uma gestante, exige comprovação robusta por parte do empregador. A simples alegação de falta grave não é suficiente; é necessário que haja provas concretas e que a penalidade seja proporcional à conduta atribuída à trabalhadora.
Esses critérios podem ser complexos, e por isso é fundamental contar com orientação jurídica especializada quando a gestante é demitida ou enfrenta ameaça de demissão.
Como agir se a gestante demitida for colocada para fora injustamente?
Caso você tenha sido gestante demitida injustamente, ou suspeite que sua demissão não observou as garantias legais, é importante seguir alguns passos estratégicos para proteger seus direitos.
- Reúna provas
A comprovação da gestação no período em que você foi demitida é essencial. Documentos como atestados médicos, exames de gravidez, comunicados formais ou informais sobre a gestação e demais registros podem ser utilizados como provas.
Também é importante reunir documentos relacionados ao seu contrato de trabalho, como contracheques, comunicações internas, e qualquer mensagem que comprove o período da gestação em relação à demissão.
- Procure o sindicato da sua categoria
Os sindicatos têm conhecimento das normas coletivas e podem orientar sobre seus direitos, além de fornecer suporte para encaminhamento de ações ou negociações com o empregador.
- Consulte um advogado especializado em Direito do Trabalho
Um advogado trabalhista com experiência em casos de gestante demitida poderá:
- Analisar a viabilidade de uma ação trabalhista;
- Realizar os cálculos corretos de valores devidos;
- Elaborar a petição inicial;
- Representar você em audiências;
- Negociar acordos com a empresa quando for o caso.
- Ajuíze a reclamação trabalhista dentro do prazo legal
Existem prazos legais a serem observados para ingresso de ações trabalhistas. O advogado saberá calcular corretamente os prazos e garantir que seus direitos sejam pleiteados no tempo devido.
Essa atuação profissional aumenta significativamente as chances de obter uma solução favorável, seja na reintegração ao emprego ou no recebimento de uma indenização justa.
Demissão por justa causa na gestação: é possível?
A legislação permite que uma gestante seja demitida por justa causa, desde que a falta grave esteja claramente configurada e seja devidamente comprovada. No entanto, essa é uma situação rara e de difícil comprovação, pois a Justiça do Trabalho adota critérios rigorosos para validar a justa causa quando aplicada a uma gestante.
Quando a justa causa pode ser aplicada
Algumas hipóteses de falta grave previstas na legislação são:
- Ato de improbidade;
- Insubordinação grave;
- Abandono de emprego;
- Conduta que cause prejuízo grave à empresa;
- Ofensas à honra, entre outros.
É importante frisar que, nesses casos, a empresa precisa apresentar provas robustas que justifiquem a demissão, sob pena de a Justiça do Trabalho reverter a justa causa para demissão sem justa causa, gerando o reconhecimento da estabilidade e o pagamento das verbas correspondentes.
A atuação do juiz nos casos de justa causa envolvendo gestantes
O juiz analisará minuciosamente as provas apresentadas, considerando:
- A proporcionalidade da penalidade;
- A conduta efetivamente comprovada;
- O impacto da penalidade sobre a gestante.
Caso a justa causa seja considerada improcedente, a demissão da gestante será convertida em sem justa causa, com todos os direitos decorrentes dessa modalidade de desligamento.
Indenização por gestante demitida: como funciona?
Quando a demissão de uma gestante é considerada ilegal, a trabalhadora tem direito a uma série de verbas indenizatórias que visam reparar os prejuízos decorrentes da violação da estabilidade gestante.
Verbas que podem ser devidas à gestante demitida
A gestante demitida que tem sua estabilidade violada pode ter direito às seguintes verbas:
- Salários referentes ao período de estabilidade não cumprido;
- 13º salário proporcional;
- Férias + 1/3;
- Aviso prévio;
- FGTS sobre o período devido;
- Multa de 40% sobre o FGTS;
- Indenização substitutiva pela estabilidade não observada.
Esses valores podem representar uma soma significativa, especialmente quando considerados os salários e os encargos durante todo o período de estabilidade que foi desrespeitado pela empresa.
Reintegração ou indenização?
Quando a estabilidade gestante é violada, a trabalhadora pode optar por:
- Reintegração ao emprego, com pagamento dos salários e benefícios não recebidos durante o período ausente;
- Recebimento de indenização substitutiva caso a reintegração não seja possível ou não seja desejada.
A decisão sobre qual caminho seguir deve ser tomada com a orientação de um advogado, que avaliará as circunstâncias do caso e indicará a melhor estratégia para proteger seus direitos.
Como um advogado especialista em Direito do Trabalho pode ajudar em um caso de gestante demitida?
Quando uma gestante é demitida injustamente, contar com um advogado especializado em Direito do Trabalho é essencial para assegurar a proteção de seus direitos e maximizar as chances de sucesso em uma reclamação trabalhista.
Análise jurídica detalhada
Um advogado experiente:
- Analisa documentos e provas;
- Verifica o período de estabilidade;
- Avalia se a demissão foi legal;
- Determina quais direitos foram violados.
Essa análise inicial é crucial para planejar a estratégia a ser adotada.
Elaboração e condução da ação trabalhista
O advogado:
- Prepara a petição inicial;
- Identifica as verbas devidas;
- Fórmula os pedidos de reintegração ou indenização;
- Acompanha todas as fases do processo.
Sem uma orientação técnica adequada, muitos direitos podem ser esquecidos ou subestimados, resultando em prejuízo à gestante demitida.
Negociação com a empresa
Em muitos casos, é possível negociar um acordo com a empresa antes ou durante o processo. O advogado conduz essa negociação com base no valor real dos direitos e no impacto que a estabilidade violada causou à gestante.
Representação em audiência e recursos
A presença de um advogado qualificado em audiências e, se necessário, em instâncias superiores (Tribunal Regional do Trabalho ou Tribunal Superior do Trabalho) é determinante para ampliar as chances de êxito.
Em suma, o papel do advogado especializado é transformar uma situação de vulnerabilidade em uma estratégia jurídica eficaz para garantir que a gestante demitida receba toda a proteção que a lei assegura.
Saiba seus direitos como uma gestante demitida
A questão “gestante pode ser demitida?” é respondida com clareza pela legislação brasileira: não pode ser demitida sem justa causa durante o período de estabilidade gestante. A proteção legal abrange desde a confirmação da gravidez até cinco meses após a licença‑maternidade, garantindo à gestante demitida o direito de permanecer no emprego ou receber a devida indenização caso haja violação dessa estabilidade.
Se você foi gestante demitida ou teme que isso possa acontecer, saiba que seus direitos são amparados por leis específicas, e existem mecanismos jurídicos eficazes para fazer valer essas garantias. A orientação de um advogado especializado em Direito do Trabalho é essencial para assegurar que todos os seus direitos sejam devidamente reconhecidos e reparados.
Na Reis Advocacia, nossa equipe já ajudou inúmeras gestantes demitidas a:
- Reconhecer e comprovar a violação de seus direitos;
- Ajuizar ações trabalhistas com estratégia e respaldo técnico;
- Obter reintegração ou indenização de forma eficaz.
Você não precisa enfrentar uma gestação demitida sem apoio. Entre em contato conosco para uma análise gratuita do seu caso e descubra como podemos ajudá‑la com segurança jurídica, experiência e comprometimento.
Perguntas frequentes sobre gestante demitida
- Uma gestante demitida sem justa causa, isso pode acontecer?
Não. Se a gestante for demitida sem justa causa durante o período de estabilidade (desde a confirmação da gravidez até cinco meses após a licença‑maternidade), essa demissão é considerada ilegal.
- É necessário avisar a empresa sobre a gravidez para ter estabilidade?
Não. Não é obrigatório comunicar formalmente o empregador no início da gestação. O que importa é a comprovação médica da gravidez no período em que a estabilidade é devida.
- A gestante demitida por justa causa, pode ocorrer?
Sim, mas apenas se a empresa comprovar, de forma robusta e inequívoca, a ocorrência de falta grave prevista em lei. A Justiça do Trabalho é rigorosa nesses casos.
- O que fazer se eu for gestante demitida injustamente?
Reúna provas da sua gestação, procure o sindicato de sua categoria e consulte um advogado trabalhista para ajuizar uma reclamação trabalhista.
- Quanto tempo dura a estabilidade da gestante?
A estabilidade vai desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o término da licença‑maternidade.
- Posso ser reintegrada ao trabalho?
Sim. Se a demissão for considerada ilegal, você pode optar pela reintegração ao emprego, com pagamento das verbas devidas.
- Quais verbas posso receber se forem constatados meus direitos?
Você pode ter direito a salários, 13º proporcional, férias + 1/3, aviso prévio, FGTS e multa de 40%, além de indenização pela estabilidade violada.
- A estabilidade gestante vale para contrato temporário?
Sim. Mesmo contratos por prazo determinado podem ter estabilidade se a gestante for demitida no período protegido.
- A empresa pode transferir a gestante de função?
Sim, desde que a mudança seja respaldada por recomendação médica e não haja prejuízo salarial ou de função à trabalhadora.
- O que fazer se a empresa negar todos os meus direitos?
Procure imediatamente um advogado especialista em Direito do Trabalho para ingressar com ação trabalhista e buscar reparação judicial.
Leia também:
A morte da gestante no aborto agrava a pena? — Analisa quando a morte da gestante em casos de aborto ilegal aumenta a pena prevista no Código Penal.
Gravidez: Conheça Seus Direitos durante a Gestação — Guia completo sobre direitos trabalhistas e sociais da mulher durante a gestação.
Gestantes: Entenda todos os direitos trabalhistas — Explica os principais direitos das gestantes no trabalho, como estabilidade e licença‑maternidade.
Gestante recusa volta ao trabalho e é indenizada na justiça — Caso concreto de gestante que recebeu indenização trabalhista.
Referências:
- TST: Gestante consegue anular pedido de demissão e receber indenização — Quarta Turma do TST decidiu que a demissão de gestante foi nula por falta de homologação sindical, garantindo indenização substitutiva do período de estabilidade.
- Acordão – Recurso de Revista 0000427‑27.2024.5.12.0024 — Acórdão que reafirma que o art. 10, II, “b”, do ADCT garante à gestante estabilidade desde a dispensa até 5 meses após o parto.
Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557
Advogado há mais de 12 anos e sócio-fundador da Reis Advocacia. Pós-graduado em Direito Constitucional (2013) e Direito Processual (2017), com MBA em Gestão Empresarial e Financeira (2022). Ex-servidor público, fez a escolha consciente de deixar a carreira estatal para se dedicar integralmente à advocacia.
Com ampla experiência prática jurídica, atuou diretamente em mais de 5.242 processos, consolidando expertise em diversas áreas do Direito e oferecendo soluções jurídicas eficazes e personalizadas.
Atualmente, também atua como Autor de Artigos e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados, orientações práticas e informações confiáveis para auxiliar quem busca justiça e segurança na defesa de seus direitos.




