Estado de necessidade e legítima defesa são duas expressões muito conhecidas no Direito Penal, mas que ainda geram muitas dúvidas em quem responde a um processo criminal, foi intimado para depor ou tem um familiar acusado de crime. Afinal, quando uma pessoa pratica um fato que, em tese, seria crime, mas age para salvar um direito ou se proteger de uma agressão injusta, ela deve ser punida? A resposta depende do caso concreto. Muitas pessoas acreditam que basta dizer “eu me defendi” ou “fiz porque precisava” para afastar uma acusação criminal. Porém, na prática, a Justiça exige prova, coerência, proporcionalidade e demonstração clara dos requisitos legais. Neste artigo, você vai entender o que é estado de necessidade, o que é legítima defesa, quais são as diferenças entre eles, quais requisitos a lei exige, exemplos práticos, quando a Justiça costuma negar essas teses, como provar a excludente no processo criminal e como um advogado criminalista pode atuar na defesa. Esses temas estão previstos no Código Penal, especialmente nos artigos 23, 24 e 25, que tratam das chamadas excludentes de ilicitude. Por isso, compreender o estado de necessidade e a legítima defesa pode fazer diferença entre uma condenação injusta e o reconhecimento […]