O que caracteriza a prisão preventiva?
A prisão preventiva é uma das medidas mais severas dentro do processo penal brasileiro. Diferente da pena, ela não é uma condenação, mas sim uma medida cautelar que pode ser aplicada antes do julgamento.
Quando falamos em a prisão preventiva, estamos tratando de uma restrição de liberdade que ocorre durante a investigação ou o processo criminal, com o objetivo de garantir a ordem pública, a instrução processual ou a aplicação da lei penal.
Mas aqui está o ponto crucial: muitas pessoas permanecem presas preventivamente sem sequer saber se isso é realmente legal ou necessário.
Se você ou alguém próximo está enfrentando essa situação, é natural surgir medo, angústia e sensação de injustiça. Afinal, estar privado de liberdade sem condenação pode ser extremamente impactante.
Neste artigo, você vai entender:
- O que realmente caracteriza a prisão preventiva
- Quando ela pode ser considerada ilegal
- Como é possível conquistar a liberdade
- Quais são os caminhos jurídicos mais eficazes
- E os 6 passos fundamentais para sair dessa situação
A boa notícia é que existem diversas estratégias legais que podem ser utilizadas para reverter a prisão preventiva. E conhecer essas possibilidades pode ser o primeiro passo para recuperar a liberdade.
O acusado pode ser solto da prisão preventiva?
Sim, é plenamente possível ser solto durante a prisão preventiva, e isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam.
A ideia de que a prisão preventiva é definitiva está completamente equivocada. Na verdade, ela deve ser sempre excepcional e temporária.
Quando a liberdade pode ser concedida?
A soltura pode ocorrer em diversas situações, como:
- Quando não estão presentes os requisitos legais
- Quando há excesso de prazo
- Quando surgem novas provas favoráveis
- Quando medidas cautelares alternativas são suficientes
Ou seja, o sistema jurídico brasileiro não admite que alguém permaneça preso preventivamente sem justificativa concreta.
Princípio da presunção de inocência
Um dos pilares do direito penal é a presunção de inocência. Isso significa que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado. Prisão preventiva: 5 momentos em que o acusado pode ser solto
Portanto, a prisão preventiva deve ser aplicada com extrema cautela.
Substituição por medidas cautelares
A lei prevê alternativas como:
- Uso de tornozeleira eletrônica
- Proibição de contato com determinadas pessoas
- Comparecimento periódico em juízo
- Recolhimento domiciliar
Essas medidas são menos gravosas e muitas vezes suficientes.
O erro mais comum
Muitas famílias acreditam que nada pode ser feito e acabam não buscando ajuda jurídica imediata. Esse é um erro grave.
Quanto mais rápido for feito o pedido de revogação de a prisão preventiva, maiores são as chances de sucesso.
O que a lei diz sobre isso?
Para compreender profundamente a prisão preventiva, é essencial analisar o que diz a legislação brasileira.
Base legal
A prisão preventiva está prevista no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), que estabelece os requisitos para sua decretação:
- Garantia da ordem pública
- Garantia da ordem econômica
- Conveniência da instrução criminal
- Assegurar a aplicação da lei penal
Requisitos cumulativos
Não basta apenas alegar um desses fundamentos. O juiz precisa demonstrar:
- Prova da existência do crime
- Indícios suficientes de autoria
- Perigo concreto na liberdade do acusado
Sem esses elementos, a prisão preventiva é ilegal.
Artigo 316 do CPP
Esse artigo determina que a prisão preventiva deve ser revisada a cada 90 dias. Caso contrário, pode se tornar ilegal.
Teses jurídicas aplicáveis
Diversas teses podem ser utilizadas para contestar a prisão preventiva, como:
- Falta de fundamentação concreta
- Decisão genérica
- Ausência de contemporaneidade
- Medidas alternativas suficientes
Entendimento dos tribunais
O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça têm reforçado que a prisão preventiva não pode ser automática.
Cada caso deve ser analisado individualmente.
6 passos para ser solto da prisão preventiva
Se você busca sair de a prisão preventiva, existem estratégias jurídicas claras que aumentam significativamente as chances de sucesso.
Análise detalhada do processo
O primeiro passo é entender:
- Por que a prisão foi decretada
- Quais fundamentos foram utilizados
- Se há ilegalidades
Sem essa análise, qualquer pedido será frágil.
Identificação de ilegalidades
Aqui entram pontos como:
- Falta de fundamentação
- Excesso de prazo
- Ausência de requisitos legais
Muitas decisões são anuladas por esses motivos.
Pedido de revogação da prisão preventiva
Esse é o caminho inicial. O advogado apresenta ao juiz argumentos demonstrando que a prisão preventiva não é mais necessária.
Pedido de liberdade provisória
Mesmo sem revogar totalmente, é possível pedir:
- Liberdade com medidas cautelares
- Substituição da prisão
Habeas corpus
Se o pedido for negado, o habeas corpus pode ser utilizado em tribunais superiores.
É uma ferramenta extremamente eficaz contra ilegalidades.
Produção de provas favoráveis
Documentos, testemunhos e comprovações de:
- Residência fixa
- Trabalho lícito
- Bons antecedentes
fortalecem o pedido de soltura.
Esses passos, quando bem executados, aumentam significativamente as chances de revogar a prisão preventiva.
De que forma um advogado especialista pode ajudar?
A atuação de um advogado criminalista é decisiva em casos envolvendo a prisão preventiva.
Análise técnica do caso
O advogado irá:
- Examinar o processo
- Identificar falhas
- Construir estratégias
Elaboração de teses jurídicas
Entre as principais:
- Falta de requisitos legais
- Violação de direitos fundamentais
- Medidas cautelares suficientes
Atuação rápida
No direito penal, o tempo é crucial. Um advogado experiente age rapidamente para tentar revogar a prisão preventiva.
Defesa em tribunais
Caso necessário, o profissional atuará em:
- Tribunal de Justiça
- STJ
- STF
Segurança jurídica
Sem orientação adequada, há risco de:
- Permanecer preso injustamente
- Perder oportunidades de defesa
Por isso, contar com um especialista não é apenas recomendado — é essencial.
Saiba seus direitos
A prisão preventiva é uma medida extrema que não pode ser utilizada de forma automática ou abusiva. Como vimos, existem diversos caminhos legais para conquistar a liberdade, desde pedidos simples até medidas mais complexas como o habeas corpus.
Ao longo deste artigo, mostramos:
- O que caracteriza a prisão preventiva
- Quando ela pode ser contestada
- Os principais fundamentos legais
- E os 6 passos essenciais para sair dessa situação
Na Reis Advocacia, temos experiência em atuar em casos envolvendo prisão preventiva, ajudando clientes a recuperarem sua liberdade com estratégias jurídicas sólidas e eficazes.
Se você ou alguém próximo está passando por isso, não espere.
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Perguntas Frequentes sobre o tema
- A prisão preventiva pode ser revogada a qualquer momento?
Sim, desde que não existam mais os requisitos legais.
- É possível responder em liberdade mesmo após prisão preventiva?
Sim, principalmente com medidas cautelares.
- O que é excesso de prazo?
Quando o processo demora além do razoável.
- Toda prisão preventiva é legal?
Não, muitas são consideradas abusivas.
- O que fazer primeiro?
Procurar um advogado imediatamente.
- O juiz pode decretar sem provas?
Não, é necessário indícios mínimos.
- A defesa pode pedir liberdade mais de uma vez?
Sim, sempre que houver novos fundamentos.
- Quanto custa um habeas corpus?
Depende do caso e do profissional.
- A família pode ajudar?
Sim, reunindo documentos e provas.
- Vale a pena recorrer?
Sim, principalmente em decisões injustas.
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Referências:
TJDFT: Ausência de contemporaneidade dos fatos no momento da decretação da prisão preventiva
Julgado reforça que os fatos que justificam a prisão devem ser atuais e concretos, conforme §2º do art. 312 do CPP, incluído pela Lei 13.964/2019.TJPE: Informativo de Jurisprudência – Prisão preventiva não pode ser decretada de ofício
Após o Pacote Anticrime, o juiz não pode mais decretar prisão preventiva sem pedido do MP, da autoridade policial ou do querelante.
Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203
Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.
Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).
Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.
Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.




