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Feminicídio em Santo André, SP: homem mata ex a facadas, entenda o caso!

Homem mata ex a facadas em Santo André e caso levanta alerta jurídico. Entenda a lei, as punições e como se proteger da violência.

homem mata ex a facadas
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O brutal crime em Santo André e suas repercussões: caso em que homem mata ex a facadas choca ABC Paulista!

Na madrugada do dia 5 de fevereiro de 2026, um crime que já está sendo investigado como homem mata ex a facadas provocou choque e comoção na cidade de Santo André, na Grande São Paulo. Segundo relatos oficiais da Polícia Militar e das primeiras reportagens, um homem de 36 anos invadiu a residência da sua ex-namorada, pulando o muro do imóvel, e a atacou com golpes de faca ato que terminou com a morte da mulher no local.

Imagens de câmeras de segurança que circulam nas redes e colecionadas por veículos de imprensa registraram o momento em que o suspeito estaciona seu carro em frente à casa, desce e, em seguida, pula o muro, dando início ao que seria esta tragédia.

A vítima, identificada posteriormente como Cristiane Moraes da Silva, de 43 anos, foi encontrada sem vida na madrugada, com diversas lesões provocadas pelos golpes de faca desferidos pelo autor. O suspeito foi localizado e preso pela polícia após fuga, e confessou a autoria do crime, que já está sendo tratado como feminicídio no 6º Distrito Policial de Santo André.

Neste artigo, você vai entender em profundidade não apenas o fato um episódio em que um homem mata ex a facadas, mas também o contexto jurídico, as repercussões legais, caminhos para responsabilização e como a lei protege (e deve proteger) mulheres diante de situações de risco.

jorge EC

Entendendo o caso: homem mata ex a facadas em sua própria casa

A expressão homem mata ex a facadas define, de forma crua e direta, o que aconteceu na madrugada de quinta-feira em Santo André. Segundo as investigações iniciais, o crime ocorreu por volta das 2h da manhã, quando o suspeito estacionou seu veículo nas proximidades do imóvel da vítima, na Travessa Rosária, no bairro central da cidade.

Ao chegar ao local, ele pulsou o muro e invadiu a casa da sua ex-namorada, surpreendendo a mulher dentro de sua própria residência. A motivação ainda não foi oficialmente esclarecida, mas familiares e vizinhos relataram que o agressor demonstrava comportamento obsessivo e possessivo após o fim do relacionamento, o que, infelizmente, é um padrão observado em muitos casos de violência letal contra mulheres.

Imagens que circulam nos canais de comunicação mostram que o autor desferiu múltiplos golpes de faca contra a vítima, configurando exatamente o tipo de ocorrência que a sociedade brasileira classifica como homem mata ex a facadas e que a lei penal reconhece como feminicídio quando comprovado o motivo de gênero.

Testemunhas também relataram que a agressão ocorreu na presença de familiares da vítima, incluindo seu filho de apenas 1 ano de idade, que estava no berço no momento do ataque e, felizmente, não sofreu ferimentos físicos.

Para a família da vítima, a devastação emocional é imensa, e a comunidade tem refletido sobre a gravidade de um crime em que um homem mata ex a facadas dentro do ambiente que deveria ser seguro: a casa da própria mulher.

O contexto jurídico: como a lei trata casos em que um homem mata ex a facadas

No Brasil, quando um homem mata ex a facadas, a conduta é enquadrada no Código Penal, mais especificamente no artigo que trata de homicídio qualificado. Dentro desse conceito, o feminicídio aparece como uma forma agravada de homicídio quando praticado contra mulheres por razões de gênero.

  1. Homicídio qualificado e feminicídio

De acordo com o artigo 121 do Código Penal, matar alguém é crime. Porém, quando a vítima é morta por razões ligadas à condição de gênero — como ciúmes, desprezo ou posse sobre a mulher — esse homicídio pode ser qualificado como feminicídio, o que acarreta penas mais severas.

O feminicídio está previsto no artigo 121, §2º, inciso VI-A do Código Penal Brasileiro, introduzido pela Lei 13.104/2015 (conhecida como “Lei do Feminicídio”). Essa lei estabelece que é qualificado o homicídio cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, como no caso de relações afetivas passadas, separação ou recusa de retomar o relacionamento.

  1. Violência doméstica e Lei Maria da Penha

Outro ponto jurídico essencial é a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que visa proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Quando um homem mata ex a facadas após invadir a casa da vítima, pode haver a cumulação de várias qualificadoras, tais como:

  • Violação de domicílio
  • Crime praticado contra mulher no contexto de violência doméstica
  • Uso de arma branca como meio cruel de execução

A tipificação de feminicídio é, em geral, acompanhada de prisão preventiva, justamente para evitar que o autor continue em liberdade e represente risco para a vítima ou para terceiros.

  1. Elementos para caracterização jurídica

Para a configuração do feminicídio em um crime onde um homem mata ex a facadas, os elementos básicos são:

  • Que a vítima seja do sexo feminino
  • Que o crime tenha sido motivado por razões de gênero
  • Que exista relação íntima de afeto com o autor (como ex-namorado)
  • Que haja violência ou ameaça baseada no gênero

A combinação desses fatores é crucial para que juízes e promotores qualifiquem corretamente o crime, o que tem reflexos diretos na dosimetria da pena e na atuação das autoridades judiciais.

jorge FA

Repercussões legais e caminhos jurídicos após um crime em que um homem mata ex a facadas

Os impactos legais quando um homem mata ex a facadas vão muito além da pena de prisão do agressor. Eles envolvem toda uma dinâmica de investigação, responsabilização e prevenção, com consequências para a família, para a sociedade e para o ordenamento jurídico como um todo.

  1. Investigação e prisão

Após um caso de “homem mata ex a facadas”, as autoridades policiais agem imediatamente para:

  • Realizar o local de crime
  • Coletar provas periciais (vestígios, armas, imagens de câmera)
  • Ouvir testemunhas e parentes
  • Registrar a ocorrência como feminicídio quando adequado

Na maioria das situações, a prisão do suspeito é ordenada com base na gravidade dos fatos e no risco de fuga ou de continuidade da prática criminosa.

  1. Denúncia e acusação

Depois da prisão, o Ministério Público pode oferecer denúncia formal com base nas provas coletadas, qualificando o crime como:

  • Homicídio simples
  • Homicídio qualificado
  • Feminicídio

A qualificação altera a pena e o tipo de procedimento judicial.

  1. Julgamento e pena

Quando comprovado que um homem mata ex a facadas por motivos de gênero, o réu pode receber uma pena que varia conforme as circunstâncias do crime, como:

  • Penas maiores em caso de feminicídio
  • Agravantes se houver crueldade ou premeditação
  • Possibilidade de inquérito policial rigoroso e recurso da sentença

A pena de feminicídio pode ultrapassar 30 anos de reclusão, dependendo do entendimento do juiz e da gravidade do contexto.

  1. Direitos das vítimas e familiares

Familiares de vítimas de um caso em que um homem mata ex a facadas têm o direito de:

  • Acompanhar o processo penal
  • Solicitar indenizações
  • Receber apoio psicológico e social
  • Exigir que a investigação seja feita com diligência

O sistema jurídico também oferece mecanismos como assistência jurídica gratuita e apoio de delegacias especializadas em violência contra a mulher.

  1. Medidas preventivas e proteção

Antes que um crime em que um homem mata ex a facadas ocorra, a lei oferece instrumentos para prevenção, tais como:

  • Medidas protetivas de urgência (artigo 22 da Lei Maria da Penha)
  • Ações preventivas da polícia
  • Registro de histórico de agressões e ameaças

A tomada tempestiva de medidas protetivas é justamente uma forma de evitar que tragédias como essa se repitam.

 

Conclusão — Reflexões sobre um caso em que homem mata ex a facadas e seus desdobramentos

O caso de Santo André, no qual um homem invade a casa da sua ex-namorada e a mata a facadas, é irreversivelmente trágico, porém, representa também uma oportunidade para reflexão jurídica, social e humana sobre os mecanismos de proteção às mulheres.

Em juízo, configura-se que a combinação de violência física extrema, motivação decorrente da condição de gênero e violação de domicílio faz com que um cenário em que um homem mata ex a facadas seja tratado com todo rigor do feminicídio e da legislação penal qualificada. Este tipo de crime demanda respostas rápidas das autoridades, mas sobretudo políticas públicas que priorizem a prevenção e o atendimento às vítimas antes que seja tarde demais.

Uma análise jurídica cuidadosa revela que, em muitos casos, padrões de comportamento abusivo podem ser notados antes que o ato extremo ocorra e é aí que a atuação de profissionais especializados, como advogados criminalistas e defensores de direitos das mulheres, torna-se essencial para orientar, prevenir e intervir juridicamente.

Como advogado com experiência na defesa de vítimas e na prevenção de violência de gênero, posso afirmar que a responsabilização eficaz de quem comete um crime em que um homem mata ex a facadas é apenas um dos aspectos. O mais importante é criar uma rede de proteção que impede a escalada da violência, garantindo que mulheres tenham acesso a medidas protetivas, apoio da polícia e amparo psicológico.

jorge EC

Perguntas Frequentes sobre feminicídio e casos em que um homem mata ex a facadas

  1. O que caracteriza um crime em que um homem mata ex a facadas?

Crime em que um homem mata ex a facadas é quando um agente, após término de relacionamento ou em situação de violência doméstica, desfere golpes de faca contra sua ex-companheira, resultando em morte.

  1. Esse crime é considerado feminicídio no Brasil?

Sim. Quando comprovado que a vítima foi morta em razão de gênero ou por condição de violência doméstica, o homicídio pode ser qualificado como feminicídio.

  1. Qual a pena para quem comete um crime em que um homem mata ex a facadas?

A pena pode ultrapassar 30 anos, dependendo da qualificação do crime, crueldade, premeditação e outros agravantes.

  1. O que fazer para evitar que alguém cometa esse tipo de crime?

Denunciar situações de ameaça, solicitar medidas protetivas e procurar apoio jurídico e policial imediatamente.

  1. Medidas protetivas funcionam para prevenir esse crime?

Sim, medidas cautelares como afastamento do agressor e proibição de contato podem reduzir o risco.

  1. A polícia pode prender em flagrante quem comete um crime em que um homem mata ex a facadas?

Sim. Nos casos em que o indivíduo é localizado após o crime, ele pode ser preso em flagrante ou preventivamente.

  1. A família da vítima pode exigir indenização?

Sim, familiares têm direito de buscar indenizações na esfera civil, além da responsabilização penal do agressor.

  1. Existe acompanhamento psicológico para familiares da vítima?

Sim, o sistema de justiça oferece suporte psicológico e social para familiares.

  1. Esse tipo de crime é comum no Brasil?

Infelizmente, feminicídios e casos em que um homem mata ex a facadas ou por arma branca continuam ocorrendo, demandando políticas públicas mais eficazes.

  1. Como um advogado pode ajudar nesses casos?

Advogados podem orientar sobre medidas protetivas, acompanhamento de inquérito, representação civil e criminal, e estratégias legais para proteção preventiva.

 

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Referências:

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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