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Medida protetiva violada: o que fazer e quais seus direitos?

A medida protetiva violada é uma situação grave que pode gerar prisão e outras consequências legais imediatas. Saiba o que fazer e quais são seus direitos.

medida protetiva violada
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Medida protetiva violada: o que fazer e quais seus direitos

A medida protetiva violada é uma das situações mais preocupantes para quem já passou por um episódio de violência doméstica ou familiar. Afinal, quando a Justiça determina uma medida protetiva, isso significa que existe um risco real à integridade física, psicológica ou patrimonial da vítima.

Mas o que acontece quando essa ordem judicial é desrespeitada?

Infelizmente, muitas vítimas ainda não sabem exatamente quais são seus direitos ou quais providências devem ser tomadas imediatamente quando ocorre uma medida protetiva violada.

E isso pode gerar medo, insegurança e até paralisia diante da situação.

Se você está passando por isso ou conhece alguém que esteja enfrentando esse problema, este artigo foi feito para ajudar.

Aqui você vai descobrir:

  • O que fazer imediatamente quando ocorre medida protetiva violada
  • Se o agressor pode ser preso imediatamente
  • Quais são os direitos da vítima
  • Como um advogado pode agir para proteger você
  • Quais estratégias jurídicas podem ser utilizadas

Ao final, você também encontrará uma seção completa de perguntas frequentes para esclarecer todas as dúvidas sobre medida protetiva violada.

Portanto, se você quer entender como agir com segurança e respaldo jurídico, continue lendo.

jorge EC

O que fazer em um caso de medida protetiva violada?

A medida protetiva violada acontece quando o agressor descumpre uma ordem judicial estabelecida pela Justiça, geralmente no âmbito da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Essas medidas têm como objetivo proteger a vítima de violência doméstica e podem incluir determinações como:

  • Proibição de aproximação
  • Proibição de contato por telefone ou redes sociais
  • Afastamento do lar
  • Suspensão de porte de arma
  • Proibição de frequentar determinados lugares

Quando ocorre medida protetiva violada, estamos diante de um crime específico previsto no art. 24-A da Lei Maria da Penha.

Esse artigo estabelece que:

Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de urgência pode gerar pena de detenção de 3 meses a 2 anos.

Ou seja, não se trata apenas de uma desobediência comum.

A medida protetiva violada representa uma afronta direta à autoridade judicial e à segurança da vítima.

Por que a Justiça trata esse crime com tanta seriedade?

Existem três princípios jurídicos fundamentais envolvidos:

  1. Princípio da dignidade da pessoa humana
  2. Proteção integral da vítima de violência doméstica
  3. Efetividade das decisões judiciais

Quando uma medida protetiva violada ocorre, o Judiciário entende que o risco à vítima pode ter aumentado.

Por isso, o sistema jurídico prevê medidas rápidas e firmes para proteger quem sofreu a violência.

Entre elas estão:

  • prisão em flagrante
  • prisão preventiva
  • reforço das medidas protetivas
  • monitoramento eletrônico do agressor

E é exatamente por isso que agir rapidamente faz toda a diferença.

Nos próximos tópicos vamos explicar os primeiros passos que devem ser tomados.

Quais os primeiros passos após saber que a medida protetiva foi violada?

Quando ocorre uma medida protetiva violada, a vítima precisa agir rapidamente para garantir sua segurança e registrar o descumprimento judicial.

O primeiro ponto importante é compreender que não é necessário esperar um novo episódio de violência física.

O simples descumprimento da ordem judicial já configura crime.

Veja os principais passos.

  1. Registrar ocorrência imediatamente

A primeira providência diante de uma medida protetiva violada é registrar um boletim de ocorrência.

Isso pode ser feito:

  • em delegacia comum
  • na delegacia da mulher
  • em delegacias eletrônicas (em alguns estados)

É essencial relatar todos os detalhes do ocorrido.

Quanto mais informações forem apresentadas, maior será a possibilidade de medidas imediatas.

  1. Reunir provas da violação

Em casos de medida protetiva violada, as provas podem ser fundamentais para demonstrar o descumprimento.

Alguns exemplos incluem:

  • mensagens de WhatsApp
  • gravações
  • prints de redes sociais
  • testemunhas
  • câmeras de segurança

Essas evidências ajudam a comprovar que a decisão judicial foi desrespeitada.

  1. Informar o juiz responsável

Após a comunicação da medida protetiva violada, o caso será encaminhado ao juiz responsável.

O magistrado poderá:

  • decretar prisão preventiva
  • determinar novas medidas de proteção
  • reforçar restrições ao agressor
  1. Procurar um advogado especializado

Um advogado especialista pode agir rapidamente para:

  • solicitar prisão do agressor
  • pedir novas medidas protetivas
  • acompanhar o processo criminal

Além disso, o advogado também garante que todos os direitos da vítima sejam respeitados.

Nos casos de medida protetiva violada, agir com rapidez pode evitar situações ainda mais graves.

Medida protetiva violada gera prisão imediata?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

A resposta é: depende da situação concreta.

Em muitos casos, a medida protetiva violada pode gerar prisão em flagrante.

Isso acontece quando o agressor é encontrado no momento do descumprimento.

Por exemplo:

  • se ele se aproxima da vítima
  • se invade a casa
  • se tenta contato proibido

Nessas situações, a polícia pode efetuar a prisão imediatamente.

Prisão preventiva

Mesmo quando não há flagrante, a medida protetiva violada pode levar à prisão preventiva.

A prisão preventiva está prevista no artigo 312 do Código de Processo Penal e pode ser decretada quando:

  • existe risco à vítima
  • há descumprimento reiterado da ordem judicial
  • existe ameaça à ordem pública

Jurisprudência sobre o tema

Os tribunais brasileiros têm entendimento consolidado de que o descumprimento de medidas protetivas demonstra periculosidade do agressor.

Exemplo de entendimento judicial:

  • STJ reconhece que descumprimento da medida protetiva justifica prisão preventiva.

Isso ocorre porque a medida protetiva violada indica que o agressor não respeita decisões judiciais.

E isso aumenta o risco de novos episódios de violência.

jorge FA

Quais os direitos de quem sofreu porque alguém violou a medida protetiva?

Quando ocorre medida protetiva violada, a vítima possui diversos direitos garantidos por lei.

Esses direitos buscam proteger não apenas a integridade física, mas também a dignidade e segurança psicológica.

Entre os principais direitos estão:

Direito à proteção policial

A vítima pode solicitar reforço de proteção policial em situações de risco.

Direito a novas medidas protetivas

Quando ocorre medida protetiva violada, o juiz pode ampliar as medidas existentes.

Entre elas:

  • monitoramento eletrônico do agressor
  • afastamento de locais específicos
  • suspensão de visitas a filhos

Direito a atendimento especializado

A Lei Maria da Penha garante acesso a:

  • atendimento psicológico
  • assistência social
  • apoio jurídico

Direito à indenização

Em alguns casos, quando ocorre medida protetiva violada, a vítima pode buscar indenização por danos morais.

Isso acontece quando o descumprimento causa sofrimento ou ameaça à segurança da vítima.

De que forma um advogado pode te ajudar nesses casos?

Quando ocorre medida protetiva violada, o apoio de um advogado especializado pode fazer toda a diferença.

Isso porque o profissional conhece os caminhos jurídicos necessários para agir rapidamente.

Entre as principais atuações estão:

  1. Pedido de prisão do agressor

O advogado pode solicitar prisão preventiva com base no descumprimento judicial.

  1. Ampliação das medidas protetivas

Em casos de medida protetiva violada, o advogado pode pedir novas restrições ao agressor.

  1. Acompanhamento do processo criminal

O advogado acompanha todas as etapas do processo para garantir que a vítima seja protegida.

  1. Pedido de indenização

Também é possível ingressar com ação de danos morais.

  1. Orientação estratégica

Cada caso possui particularidades.

Por isso, um advogado especializado analisa:

  • o histórico de violência
  • as provas existentes
  • o risco real à vítima

E define a melhor estratégia jurídica.

Saiba seus direitos

A medida protetiva violada é uma situação extremamente séria e precisa ser tratada com rapidez e estratégia jurídica.

Neste artigo vimos que:

  • descumprir medida protetiva é crime
  • pode gerar prisão imediata ou preventiva
  • a vítima possui diversos direitos legais
  • reunir provas e registrar ocorrência é fundamental
  • um advogado especializado pode agir rapidamente para proteger a vítima

Aqui na Reis Advocacia, nós já ajudamos muitas pessoas que passaram por situações semelhantes.

Nossa equipe possui experiência em casos envolvendo medida protetiva violada, violência doméstica e proteção jurídica das vítimas.

Sabemos que enfrentar esse tipo de situação não é fácil.

Por isso, atuamos com responsabilidade, estratégia e total sigilo para garantir segurança jurídica aos nossos clientes.

Se você está passando por um caso de medida protetiva violada, entre em contato com nossa equipe.

Um advogado especialista poderá analisar seu caso e orientar você sobre os próximos passos.

Além disso, recomendamos que você continue explorando outros conteúdos do nosso site para entender melhor seus direitos.

A informação é uma das maiores formas de proteção.

jorge EC

Perguntas frequentes sobre medida protetiva violada

  1. O que caracteriza medida protetiva violada?

Quando o agressor descumpre qualquer determinação judicial da medida protetiva.

  1. Descumprir medida protetiva é crime?

Sim. O art. 24-A da Lei Maria da Penha prevê pena de detenção.

  1. Medida protetiva violada gera prisão?

Pode gerar prisão em flagrante ou preventiva.

  1. A vítima precisa registrar ocorrência?

Sim, o boletim de ocorrência é essencial.

  1. Mensagens já configuram violação?

Sim, se houver proibição de contato.

  1. A vítima pode pedir novas medidas?

Sim, o juiz pode ampliar as medidas protetivas.

  1. Quem descumpre medida protetiva pode pagar fiança?

Depende da decisão judicial e da gravidade do caso.

  1. A vítima pode pedir indenização?

Sim, em alguns casos é possível buscar danos morais.

  1. O agressor pode usar tornozeleira eletrônica?

Sim, o juiz pode determinar monitoramento eletrônico.

  1. Um advogado é necessário nesses casos?

Sim, para garantir proteção jurídica adequada.

Leia também:

  1. Medida protetiva: Como funciona e como solicitar? — Explica o que é a medida protetiva, como funciona, seus tipos e o procedimento para solicitar proteção judicial, especialmente nos casos de violência doméstica.

  2. Como solicitar medida protetiva em casos de ameaça? — Guia passo a passo para pedir medida protetiva em situações de ameaça, desde o registro do boletim até o cumprimento judicial da proteção.

  3. Medida protetiva após sofrer uma agressão: Se proteja — Aborda especificamente a proteção após uma agressão, incluindo quais medidas podem ser aplicadas e como agir legalmente após o fato.

  4. Descumprir Medida Protetiva: o que acontece? — Detalha as consequências de violar uma medida protetiva, explicando como o descumprimento é tratado no sistema penal e possíveis sanções.

  5. O que fazer após uma medida protetiva indevida? — Orienta sobre como contestar ou reverter uma medida protetiva que tenha sido aplicada de forma equivocada, incluindo os caminhos legais e a importância do advogado.

Referências:

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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