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Omissão de Socorro: Quando a Indiferença Vira Crime!

Descubra o que caracteriza omissão de socorro, por que esse crime está no Código Penal e quais suas implicações jurídicas. Entenda situações frequentes!

omissão de socorro
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A omissão de socorro é um dos crimes mais impactantes do Código Penal Brasileiro porque transforma a indiferença em responsabilização criminal. A cada instante, situações de emergência ocorrem nas ruas, em casa ou no trânsito, e a simples escolha entre agir ou não pode significar a vida ou morte de alguém. Por esse motivo, a lei não apenas prevê punição, como também impõe um dever social e jurídico de proteção ao próximo.

Você já se perguntou:

  • Quando exatamente a indiferença se transforma em crime?
  • Que condutas configuram omissão de socorro?
  • Quais são as consequências penais e sociais?
  • Como um advogado pode auxiliar quem está sendo acusado injustamente?

Este artigo vai explicar tudo sobre omissão de socorro, respondendo a essas perguntas com clareza, precisão jurídica e exemplos práticos para que você saiba como se proteger ou agir corretamente diante de uma emergência. Acompanhe.

jorge EC

O que é o crime de omissão de socorro e por que ele existe no Código Penal?

A omissão de socorro está prevista no artigo 135 do Código Penal Brasileiro e consiste em deixar de prestar assistência à vítima ou, quando possível, não solicitar ajuda de terceiros ou não comunicar às autoridades, quando alguém está em situação de perigo iminente. A lei não apenas criminaliza a conduta passiva, mas valoriza o dever de agir por solidariedade e respeito à vida humana.

Este crime nasce da necessidade de garantir que, em situações críticas, o indivíduo seja ele cidadão comum ou profissional não se omita diante de quem precisa de socorro urgente. A proteção à vida e à integridade física está acima da simples inação, e a legislação reflete isso.

No Brasil, quando alguém presencia um acidente com risco à vida, um desmaio em via pública, uma vítima de violência ou qualquer situação que exija intervenção, existe o dever de agir. A ausência dessa ação, quando possível sem risco pessoal, tipifica a omissão de socorro, porque a lei entende que todos têm um mínimo de responsabilidade social perante a coletividade.

A principal razão pela qual a omissão de socorro existe no ordenamento jurídico é promover a solidariedade humana essencial entre indivíduos, impedindo que a indiferença se torne uma causa secundária de vitimização. Sem essa previsão legal, muitas vidas seriam comprometidas pela simples não‑ação de testemunhas ou passantes.

 

O dever legal e moral de agir diante de uma emergência

A omissão de socorro não é apenas uma previsão legal; ela está ancorada em princípios fundamentais do Direito, como o princípio da dignidade da pessoa humana, o valor social da vida e o dever de solidariedade previsto na Constituição Federal.

  1. Dever Legal

O Código Penal impõe a obrigação de assistência a quem se encontra em risco, o que significa que, diante de uma emergência:

  • A testemunha deve prestar socorro imediato;
  • Caso não seja possível socorrer diretamente, deve buscar ajuda qualificada, acionando serviços de emergência;
  • E, em última instância, deve comunicar às autoridades competentes, como polícia ou serviço de resgate, para que outras pessoas possam ajudar.

Tudo isso pode ser feito sem ultrapassar limites que coloquem o próprio socorrista em risco.

  1. Dever Moral

Além da lei, existe um dever moral básico de auxílio ao próximo. A omissão diante de um ser humano em perigo não é apenas um ato criticável socialmente quando configurada nos termos legais, passa a ser crime. A moralidade e o direito se intersectam para criar um padrão mínimo de comportamento esperado em sociedade.

Essa responsabilidade é ainda mais forte quando a vítima está vulnerável, como no caso de crianças, idosos, gestantes ou pessoas com deficiência.

 

Indiferença como conduta criminosa: o que a lei pune?

A omissão de socorro pune não apenas a falta de ação, mas a indiferença diante de uma situação de risco. Isso significa que, em determinadas circunstâncias, o silêncio ou a fuga podem ser enquadrados como crime.

Quando a indiferença se torna crime?

Segundo a lei:

  • Não prestar socorro à vítima em perigo, quando possível fazê‑lo sem risco pessoal;
  • Não buscar ajuda de terceiros ou dos órgãos competentes;
  • Não comunicar a situação a quem pode efetivamente prestar assistência.

Essas condutas configuram a omissão de socorro porque demonstram uma recusa injustificável em agir, mesmo sabendo que alguém corre risco de vida ou integridade física.

Importante destacar que o simples medo não justifica a omissão se houver meios seguros de ajudar ou de buscar auxílio especializado. A lei espera, sim, um mínimo de esforço para garantir a segurança da vítima.

 

Quando o silêncio se torna crime: situações comuns de omissão de socorro

Existem situações em que muitas pessoas não percebem que sua inação pode ser punida como omissão de socorro. Exemplos frequentes:

  • Presenciar um acidente de trânsito e seguir o caminho sem acionar socorro;
  • Encontrar alguém desmaiado em via pública e não tentar chamar ajuda;
  • Ver uma pessoa caída após violência urbana e não avisar a polícia ou o SAMU;
  • Ouvir pedidos de ajuda e simplesmente ignorar.

Em todos esses casos, a lei exige apenas que a pessoa use os meios à sua disposição incluindo telefonar para emergência para evitar a omissão de socorro.

 

Casos em que a omissão de socorro é mais frequente e passa despercebida

A omissão de socorro nem sempre acontece de forma explícita. Em muitos casos, ela se manifesta por meio de atitudes cotidianas, aparentemente inofensivas, mas que representam uma recusa injustificável de ajudar alguém em situação de perigo. Por isso, é essencial reconhecer esses comportamentos para não incorrer em responsabilidade penal, mesmo sem intenção direta.

Algumas situações comuns em que a omissão de socorro ocorre de maneira despercebida:

  • Ignorar alguém desmaiado ou caído em via pública, acreditando que “alguém vai ajudar”;
  • Presenciar um acidente e não confirmar se o socorro foi chamado, assumindo que já foi feito;
  • Evitar se envolver por medo de ser responsabilizado ou chamado a depor posteriormente.

Apesar de parecerem compreensíveis do ponto de vista emocional, essas condutas podem configurar crime, principalmente quando a pessoa tinha meios seguros de agir, como fazer uma ligação ou buscar ajuda próxima. A lei é clara: a ausência de ação, quando possível agir, pode ser omissão de socorro punível.

 

Omissão de socorro no trânsito: o que diz a legislação brasileira

No contexto do trânsito, a omissão de socorro é ainda mais gravosa. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que:

  • O condutor envolvido em um acidente deve imediatamente parar o veículo;
  • Prestar assistência à vítima, quando possível fazê‑lo;
  • Sinalizar a via para evitar novos acidentes;
  • Comunicar o fato às autoridades competentes.

A omissão de socorro no trânsito não só pode resultar em sanção penal, como também em suspensão da CNH, multas pesadas e outras penalidades administrativas.

O que não fazer no trânsito

Não deixar o local sem prestar ajuda ou comunicar o acidente é fundamental. Fugir da cena ou simplesmente observar sem agir caracteriza a conduta omissiva.

 

Quem pode ser responsabilizado por omissão de socorro?

A responsabilidade não recai apenas sobre qualquer cidadão. Em determinadas situações, pessoas com dever jurídico específico de agir podem ter uma obrigação ainda maior:

  • Profissionais de saúde, quando em serviço;
  • Agentes públicos responsáveis por segurança ou trânsito;
  • Pais e responsáveis por menores ou pessoas sob sua tutela.

Mesmo cidadãos comuns podem ser responsabilizados se deliberadamente ignorarem um pedido de ajuda quando tinham condições de prestar socorro sem risco próprio.

jorge FA

O que fazer para evitar ser acusado de omissão de socorro?

Em situações de emergência, muitas pessoas agem por instinto outras ficam paralisadas, com medo de fazer algo errado. No entanto, quando a conduta é mal interpretada pelas autoridades ou por testemunhas, pode surgir uma acusação de omissão de socorro, mesmo sem intenção. Por isso, é fundamental saber como agir corretamente para se proteger juridicamente.

Veja as principais atitudes que evitam esse tipo de acusação:

  1. Pare imediatamente ao presenciar um acidente ou qualquer situação de risco evidente;
  2. Avalie a cena com cautela e chame ajuda especializada, como SAMU, Corpo de Bombeiros ou Polícia Militar;
  3. Se for seguro, preste socorro básico, como sinalizar o local ou proteger a vítima de novos riscos;
  4. Não abandone o local antes de acionar as autoridades e registrar sua tentativa de ajudar;
  5. Caso seja chamado a depor, coopere com as investigações, relatando com clareza o que presenciou e como agiu.

Essas medidas simples podem fazer toda a diferença para proteger a vítima — e também sua responsabilidade penal, afastando qualquer alegação injusta de omissão de socorro.

 

Quais são as penalidades e consequências jurídicas para quem comete omissão de socorro?

A omissão de socorro é tratada pelo ordenamento jurídico brasileiro como uma infração penal relevante, pois coloca em risco direto a vida e a integridade física de terceiros. De acordo com o Código Penal, a pena básica para quem comete omissão de socorro é de detenção, geralmente de um a seis meses, ou multa, a depender das circunstâncias do caso concreto.

Entretanto, as consequências da omissão de socorro não se limitam à pena principal. Em determinadas situações, o impacto jurídico pode ser ainda mais severo:

  • Quando há agravantes, como risco iminente de morte ou ocorrência de lesão corporal grave, a pena pode ser aumentada de forma significativa;
  • A condenação por omissão de socorro pode gerar repercussões sociais e profissionais, como antecedentes criminais, dificuldades para obtenção de emprego, concursos públicos e até restrições para viagens internacionais;
  • Em casos envolvendo acidentes de trânsito, além da esfera penal, podem ser aplicadas sanções administrativas, como multas elevadas, pontos na CNH e até suspensão do direito de dirigir.

Por isso, mesmo sendo considerado um crime de menor potencial ofensivo em algumas situações, a omissão de socorro pode causar prejuízos duradouros à vida pessoal e profissional do acusado, o que reforça a importância de orientação jurídica especializada desde o início da investigação.

 

Quando a omissão de socorro é agravada: lesão corporal ou morte

A omissão de socorro torna‑se ainda mais grave quando da conduta omissiva resulta lesão corporal grave ou morte da vítima. Nesses casos, a lei entende que a inércia do agente contribuiu diretamente para o agravamento da situação, elevando significativamente a pena aplicada.

Isso ocorre porque:

  • A omissão de socorro deixa de ser apenas uma conduta passiva e passa a ter relevância causal, influenciando diretamente o resultado danoso;
  • Em muitas situações, a vítima poderia ter sobrevivido ou reduzido os danos sofridos caso o socorro tivesse sido prestado em tempo hábil;
  • A ligação entre a omissão de socorro e o resultado final autoriza a aplicação de penas mais severas, inclusive reclusão, especialmente nos casos em que ocorre o óbito.

Por esse motivo, a análise da relação entre a conduta omissiva e o resultado é feita com extremo rigor pelas autoridades e pelo Judiciário, tornando indispensável uma defesa técnica qualificada.

 

A visão dos tribunais sobre a omissão de socorro dolosa e culposa

A jurisprudência brasileira diferencia claramente as formas de omissão de socorro, o que impacta diretamente no enquadramento jurídico e na dosimetria da pena. Os tribunais costumam analisar se a conduta foi dolosa ou culposa, considerando o comportamento do agente no momento dos fatos.

De forma geral, a distinção ocorre da seguinte maneira:

  • Omissão de socorro dolosa: quando o agente tem plena consciência da situação de perigo e, mesmo assim, opta deliberadamente por não agir;
  • Omissão de socorro culposa: quando a ausência de ação decorre de negligência, imprudência ou imperícia, sem a intenção direta de causar o resultado.

Essa diferenciação é fundamental, pois influencia não apenas a pena aplicada, mas também a possibilidade de benefícios legais, medidas alternativas e até mesmo o reconhecimento de teses defensivas. Por isso, cada caso de omissão de socorro deve ser analisado individualmente, com base nas circunstâncias concretas e nas provas existentes.

 

Procedimentos e soluções jurídicas em casos de acusação por omissão de socorro

Ser acusado injustamente de omissão de socorro é mais comum do que se imagina, especialmente quando a pessoa esteve presente em uma situação de emergência, mas não agiu por medo, insegurança ou desconhecimento. Nesses casos, é fundamental agir rapidamente e com orientação jurídica especializada, pois uma acusação mal interpretada pode resultar em sérios danos à reputação e à liberdade do acusado.

Veja os principais procedimentos e soluções jurídicas indicadas para quem está enfrentando esse tipo de acusação:

  1. Reúna provas: Vídeos, mensagens, testemunhas ou ligações para serviços de emergência ajudam a comprovar que houve tentativa de ajuda e afastam a configuração de omissão de socorro.
  2. Busque imediatamente um advogado criminalista: Um especialista em Direito Penal saberá avaliar o caso com precisão técnica e apresentar a melhor estratégia de defesa.
  3. Solicite análise de atenuantes: Como por exemplo, a existência de risco à integridade física do acusado ou impossibilidade real de prestar auxílio no momento do fato.
  4. Verifique se houve erro de tipificação legal:  Muitas vezes, a conduta não se encaixa no crime de omissão de socorro, mas é equivocadamente interpretada pelas autoridades.

Esses passos são essenciais para garantir que uma situação mal compreendida não evolua para uma penalização indevida. Com apoio jurídico qualificado, é possível demonstrar a verdade dos fatos e proteger seus direitos com segurança.

 

Como um advogado criminalista pode ajudar em casos de omissão de socorro

Ser acusado de omissão de socorro é algo que pode gerar profundas consequências legais, sociais e emocionais. Muitas vezes, a pessoa nem percebe que sua atitude ou falta dela, poderia ser interpretada como crime. Por isso, contar com a atuação de um advogado especialista em Direito Penal é essencial para garantir seus direitos e construir uma defesa eficiente.

Um advogado criminalista experiente pode:

  • Fazer uma análise minuciosa de todos os elementos do caso, identificando eventuais abusos ou falhas na acusação;
  • Contestar provas frágeis ou inconsistentes que não sustentem a acusação de omissão de socorro;
  • Negociar medidas alternativas à prisão, como prestação de serviços à comunidade, quando cabível;
  • Demonstrar juridicamente que não houve dolo (intenção criminosa) ou que o acusado não tinha condições reais de prestar assistência sem colocar sua própria vida em risco.

A atuação estratégica do advogado é indispensável porque o crime de omissão de socorro envolve uma série de fatores subjetivos — como a percepção do risco — e objetivos, como a possibilidade real de prestar ajuda. Só um profissional qualificado saberá apresentar os argumentos corretos para que sua liberdade e reputação sejam preservadas.

 

Saiba seus direitos em casos de omissão de socorro

Se você está sendo investigado por omissão de socorro, é fundamental conhecer seus direitos e agir rapidamente com orientação jurídica adequada.

A seguir, listamos os principais direitos que você pode exercer nesse tipo de situação:

  • Direito à ampla defesa e ao contraditório garantido pela Constituição;
  • Acesso a todas as provas do processo, inclusive vídeos e depoimentos;
  • Direito de ser assistido por um advogado particular ou pela Defensoria Pública, caso não tenha condições de contratar um profissional;
  • Possibilidade de alegar excludente de ilicitude, caso sua omissão tenha sido causada por risco real à própria vida.

Conhecer seus direitos é o primeiro passo para evitar injustiças e enfrentar uma acusação de omissão de socorro com segurança e amparo jurídico.

A omissão de socorro é um crime sério, que transforma a ausência de atitude diante de uma emergência em uma verdadeira responsabilização penal.

Neste artigo, você aprendeu:

  • O conceito jurídico de omissão de socorro;
  • Os fundamentos legais para sua existência no Código Penal;
  • Em quais situações a conduta omissiva se torna crime;
  • As consequências e penalidades previstas;
  • Casos comuns e cotidianos onde a omissão acontece;
  • E como agir corretamente ou se defender de uma acusação.

Aqui na Reis Advocacia, já orientamos diversas pessoas que foram injustamente acusadas de omissão de socorro muitas delas surpreendidas por não saberem que a inércia, mesmo sem intenção, poderia ser enquadrada como crime.

Com atuação técnica e personalizada, nossos advogados especialistas em Direito Penal oferecem a defesa que você precisa para garantir seus direitos, sua liberdade e sua tranquilidade.

correta, conseguiram demonstrar que sua conduta não era criminosa ou que havia justificativas legais.

Se você está enfrentando esse tipo de situação ou simplesmente deseja saber mais sobre como agir corretamente em emergências, fale com um de nossos advogados especialistas em Direito Penal.

jorge EC

Perguntas Frequentes sobre Omissão de Socorro

  1. O que caracteriza omissão de socorro?
    A omissão de socorro ocorre quando alguém deixa de ajudar uma pessoa em perigo, mesmo tendo condições de fazê-lo sem risco próprio. É um dever legal previsto no Código Penal. A simples inércia, nesse caso, pode se tornar crime.
  2. Posso ser acusado só por não parar em um acidente?
    Sim. Se você presenciar um acidente e não prestar auxílio ou acionar socorro, poderá responder por omissão de socorro. A lei exige uma conduta mínima de solidariedade.
  3. O que posso fazer se não sei socorrer?
    A omissão de socorro não exige conhecimento técnico, apenas atitude. Ligar para os serviços de emergência já demonstra a intenção de ajudar. Isso é suficiente para afastar o crime.
  4. Socorrer pode me incriminar?
    Não. Quem age de boa-fé para evitar a omissão de socorro está amparado pela legislação. O ordenamento jurídico protege quem presta assistência sem causar dano adicional.
  5. Profissionais de saúde têm obrigação maior?
    Sim, especialmente quando estão em serviço ou em locais públicos. Para eles, a omissão de socorro pode ser considerada uma infração ainda mais grave. A responsabilidade é ampliada pela sua função.
  6. Posso ser acusado se não vi que alguém estava em perigo?
    Depende. Se a situação era evidente e você ignorou, pode haver responsabilização por omissão de socorro. Mas se realmente não percebeu o risco, a acusação tende a ser afastada.
  7. Omissão de socorro no trânsito é mais grave?
    Sim, segundo o Código de Trânsito Brasileiro. Além das penalidades penais, o condutor pode sofrer sanções administrativas. Fugir do local do acidente sem prestar socorro agrava a omissão de socorro.
  8. Preciso contratar advogado?
    Sim. A omissão de socorro pode gerar processo criminal e antecedentes. Um advogado criminalista é essencial para garantir seus direitos e construir uma defesa sólida.
  9. A omissão de socorro pode causar prisão?
    Sim, especialmente se houver resultado grave como morte ou lesão corporal. Nesses casos, a pena é aumentada e pode incluir reclusão. A omissão de socorro se torna ainda mais séria.

10. Existem defesas possíveis?
Sim, como a impossibilidade real de ajudar, risco à sua própria vida ou erro sobre os fatos. Um advogado pode demonstrar que não houve intenção criminosa. Essas teses afastam a configuração de omissão de socorro.

 

Leia também:

Referências:

 

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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