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Poze do Rodo é acusado de invadir casa e agredir casal!

Poze do Rodo se envolve em acusação grave de invasão de domicílio e agressão a MC Borges e sua companheira no Rio de Janeiro. Entenda os detalhes!

Poze do Rodo
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A polêmica que saiu das redes sociais para a delegacia

Na noite do dia 28 de janeiro de 2026, o mundo do funk carioca foi sacudido por uma notícia impactante: Poze do Rodo, um dos maiores nomes da cena musical, foi acusado por MC Borges de ter invadido sua residência em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, acompanhado por um grupo de pessoas, e de ter agredido fisicamente o artista e sua namorada, Pamella Lopes.

A confusão, que teve origem em desavenças envolvendo a ex-companheira de Poze, a influenciadora Vivi Noronha, e o artista Da Fúria, amigo próximo de Borges, ganhou rapidamente as redes sociais e a cobertura da grande imprensa. Os vídeos gravados por Borges e publicados em suas redes, mostravam cenas da suposta invasão, além de acusações diretas contra Poze do Rodo e seus acompanhantes.

A repercussão foi imediata, e a Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que o caso foi registrado na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Segundo Borges, houve “quebra do portão”, “algazarra” e “chutes no rosto”. Poze do Rodo, por sua vez, negou as acusações e disse que tentava apenas separar a briga.

Essa situação, além de escancarar os conflitos internos de um dos maiores coletivos musicais do Brasil — a Mainstreet —, levanta importantes questões jurídicas sobre invasão de domicílio, lesão corporal e responsabilidade penal por participação em grupo.

jorge EC

O que aconteceu com Poze do Rodo? Entenda o caso e seus desdobramentos

A denúncia contra Poze do Rodo partiu de vídeos e postagens públicas feitas por MC Borges, nas quais ele relatou ter sido surpreendido por uma visita inesperada e violenta do artista e de outros indivíduos. Segundo Borges:

“Quebraram meu portão, fizeram a maior algazarra. Eu escutei falando que tinham dado um chute na minha mina.”

O ponto de tensão começou, de acordo com Borges, por causa do relacionamento entre Da Fúria, seu amigo, e Vivi Noronha, ex-companheira de Poze do Rodo. Esse episódio teria desencadeado uma série de conflitos nas redes sociais, culminando no confronto físico.

As cenas mostradas nos vídeos, embora não confirmem por si só todos os elementos da agressão, serviram para motivar a abertura de inquérito. Borges também divulgou imagens de câmeras de segurança e vídeos com Poze discutindo com dois homens na frente do imóvel.

Poze do Rodo respondeu prontamente às acusações. Em vídeo publicado também nas redes sociais, declarou:

“Eu estou separando a briga o tempo todo. Nem olhei para a cara dele [Borges]. Bagulho foi de homem para homem. Separei a briga lá, onde deu eu separei.”

Poze alega que a confusão se deu por conta do primo Léo, e que ele não participou diretamente das agressões. Ele também reforçou que tentou apaziguar a situação, não incentivando nem participando da violência.

O caso está sendo apurado formalmente pela 42ª DP e será julgado pelo Juizado Especial Criminal, onde serão colhidos depoimentos, perícias e demais provas. Ainda não há denúncia formal do Ministério Público, mas as investigações estão em curso.

 

Enquadramento jurídico das acusações contra Poze do Rodo

  • Invasão de domicílio (art. 150, CP)

O crime de invasão de domicílio ocorre quando alguém entra ou permanece na casa de outra pessoa contra sua vontade. Trata-se de crime formal, ou seja, sua consumação independe de danos ou violência. O simples ato de entrar sem permissão já é punível, com pena de até 1 ano de detenção.

  • Lesão corporal (art. 129, CP)

Caso confirmadas as agressões físicas, a conduta poderá ser enquadrada como lesão corporal. Dependendo da gravidade das lesões, pode ser considerada:

  • Leve (pena de até 1 ano),
  • Grave (até 5 anos),
  • Gravíssima (acima de 8 anos),
  • Ou até tentativa de homicídio, em casos extremos.

 

  • Coautoria e participação (art. 29, CP)

Mesmo que Poze do Rodo não tenha agredido diretamente as vítimas, a lei penal brasileira pune também quem concorre para o crime. Assim, se ficar comprovado que ele facilitou, incentivou ou não impediu a ação dos demais, poderá responder por coautoria ou participação.

  • Calúnia, difamação e danos morais

Tanto Poze quanto Borges podem ser responsabilizados por ofensas públicas, caso uma das partes entenda que sofreu exposição indevida ou falsa. A internet, como espaço de prova, precisa ser analisada com rigor técnico — publicações, comentários e vídeos são admissíveis, desde que preservados de forma legal.

  • Provas em redes sociais

Vídeos, postagens, prints e áudios — desde que validados judicialmente — servem como base para a persecução penal. Por isso, as gravações feitas por Borges e as respostas de Poze serão, sem dúvida, peças centrais no processo.

jorge FA

Impactos legais e sociais do caso Poze do Rodo: o que esperar?

  1. Repercussões jurídicas diretas
  • Abertura de inquérito policial;
  • Possibilidade de denúncia pelo Ministério Público;
  • Ação penal no Juizado Especial Criminal (Jecrim);
  • Eventual audiência de conciliação, suspensão condicional ou aplicação de pena.
  1. Consequências para a carreira artística
  • Cancelamentos de contratos;
  • Prejuízos de imagem;
  • Reações de patrocinadores e parceiros;
  • Impactos comerciais em shows, eventos e plataformas de streaming.
  1. Como o público é afetado

A relação com os fãs também se altera. Acusações públicas mexem com a opinião popular, que pode se dividir entre apoio, cancelamento ou desconfiança. Poze do Rodo, uma figura influente entre jovens e nas periferias, pode ver sua imagem se desgastar mesmo antes da conclusão do processo.

  1. Como lidar juridicamente com casos assim?

Para quem passa por situação parecida, o suporte jurídico deve incluir:

  • Defesa técnica criminal desde o início do inquérito;
  • Análise das provas, especialmente digitais;
  • Assessoria em possíveis ações civis por danos morais;
  • Negociação estratégica nas audiências de conciliação.

 

Conclusão: a repercussão jurídica e social do caso Poze do Rodo e as lições que ele nos deixa

Como advogado criminalista com anos de atuação em casos de grande repercussão midiática, reforço que episódios como o do Poze do Rodo, envolvendo acusações sérias de invasão de domicílio e agressão, exigem mais do que respostas emocionais ou julgamentos precipitados exigem equilíbrio técnico, respeito ao contraditório e obediência ao devido processo legal.

No Brasil, a ampla divulgação de casos criminais nas redes sociais pode influenciar profundamente a opinião pública, gerar linchamentos virtuais e, em muitos casos, desviar a atenção do que realmente importa: os fatos, as provas e a justiça imparcial.

A situação de Poze do Rodo, que ainda se encontra em fase investigativa, nos mostra a urgência de separar narrativas midiáticas de verdades jurídicas. É indispensável que todas as versões sejam devidamente apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, com análise técnica das provas especialmente as digitais, depoimentos e laudos periciais.

Essa ocorrência também nos alerta sobre os riscos da superexposição nas redes sociais, onde desentendimentos privados rapidamente se tornam conflitos públicos com consequências jurídicas e reputacionais amplas.

O caso Poze do Rodo é simbólico: revela como o espetáculo muitas vezes invade o campo jurídico e como o Direito precisa atuar com precisão, técnica e humanidade para proteger direitos, restaurar a verdade e preservar a dignidade de todos os envolvidos.

jorge EC

Perguntas Frequentes sobre o caso Poze do Rodo

  1. Poze do Rodo foi preso?

Não. Até o momento, Poze do Rodo não foi preso e responde em liberdade. O caso envolvendo Poze do Rodo encontra‑se em fase de investigação pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Isso significa que os fatos ainda estão sendo apurados, com coleta de depoimentos, análise de vídeos, imagens e demais provas antes de qualquer decisão judicial.

  1. O que é o Juizado Especial Criminal no caso Poze do Rodo?

O Juizado Especial Criminal (Jecrim) é o órgão do Poder Judiciário responsável por julgar crimes de menor potencial ofensivo, como lesão corporal leve e invasão de domicílio, que são justamente os tipos penais analisados no caso Poze do Rodo. Nesses juizados, o foco é a celeridade, a conciliação e, quando possível, soluções alternativas ao processo penal tradicional.

  1. Poze do Rodo pode ser condenado mesmo sem agredir fisicamente?

Sim. De acordo com o Código Penal brasileiro, Poze do Rodo pode ser responsabilizado mesmo que não tenha desferido agressões diretamente, caso fique comprovado que ele incentivou, facilitou, acompanhou ou deixou de impedir a agressão, podendo responder como partícipe ou coautor do crime. Cada detalhe será analisado durante a investigação.

  1. MC Borges pode pedir indenização contra Poze do Rodo?

Sim. Independentemente da esfera criminal, MC Borges pode ingressar com ação cível para pleitear indenização por danos morais e materiais, caso comprove prejuízos decorrentes do episódio envolvendo Poze do Rodo, como lesões, danos psicológicos, exposição indevida ou prejuízos financeiros.

  1. Redes sociais podem ser usadas como prova no caso Poze do Rodo?

Sim. Vídeos, lives, postagens e mensagens em redes sociais podem ser utilizadas como prova no processo envolvendo Poze do Rodo, desde que sejam preservadas corretamente e submetidas à validação judicial. Provas digitais têm grande relevância atualmente, mas precisam ser analisadas com rigor técnico para evitar distorções.

  1. Poze do Rodo pode processar MC Borges?

Sim. Caso Poze do Rodo entenda que foi vítima de calúnia, difamação ou exposição indevida, ele pode ajuizar ação criminal ou cível contra MC Borges. O direito de defesa inclui não apenas responder às acusações, mas também proteger a própria honra, imagem e reputação.

  1. Quem é responsável pela investigação do caso Poze do Rodo?

A investigação do caso Poze do Rodo está sob responsabilidade da 42ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, com acompanhamento do Ministério Público, que avaliará se há elementos suficientes para oferecer denúncia criminal ou solicitar o arquivamento do procedimento.

  1. Poze do Rodo pode perder contratos e parcerias comerciais?

Sim. Casos de grande repercussão como o de Poze do Rodo podem gerar impactos diretos na carreira artística, incluindo rompimento de contratos, suspensão de parcerias e prejuízos comerciais, mesmo antes de qualquer condenação judicial. A imagem pública costuma ser fortemente afetada em situações assim.

  1. Cabe acordo no processo envolvendo Poze do Rodo?

Sim. No Juizado Especial Criminal, é comum a possibilidade de acordo, composição civil ou transação penal, dependendo da gravidade do fato e da vontade das partes. No caso Poze do Rodo, essa hipótese só será avaliada após a conclusão da investigação e a definição do enquadramento jurídico.

  1. Como um advogado criminalista pode ajudar no caso Poze do Rodo?

Um advogado criminalista é fundamental para garantir que os direitos de todas as partes sejam respeitados. No caso Poze do Rodo, a atuação jurídica envolve análise estratégica das provas, acompanhamento do inquérito, defesa técnica, orientação sobre exposição na mídia e eventual atuação em processos criminais e cíveis relacionados ao episódio.

 

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Referências:

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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