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Prisão preventiva injusta: Seus direitos e como agir!

Saiba como agir diante de uma prisão preventiva injusta, conheça seus direitos, recursos legais e como um advogado especialista pode proteger sua liberdade.

Prisão preventiva injusta
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Como funciona a prisão preventiva injusta?

A prisão preventiva injusta é uma das maiores preocupações dentro do sistema penal brasileiro. Trata-se da medida cautelar decretada por um juiz, sem que haja condenação definitiva, em casos onde não estão presentes os requisitos legais para sua manutenção. Em outras palavras, é o uso indevido da prisão preventiva, uma exceção no processo penal, convertida em regra contra indivíduos inocentes ou sem qualquer risco real ao processo.

Se você ou algum familiar foi vítima de uma prisão preventiva injusta, é fundamental conhecer os seus direitos e saber como agir rapidamente. O problema é grave e pode acarretar consequências devastadoras:

  • Perda de liberdade de forma ilegal;
  • Exposição à condições desumanas em presídios;
  • Danos à reputação e vida familiar/profissional;
  • Trauma psicológico e estigmatização social;
  • Dificuldade de recuperação após a soltura.

Neste artigo, você entenderá tudo sobre:

  1. Como funciona a prisão preventiva injusta;
  2. Quais são os recursos cabíveis;
  3. Quando é possível impetrar habeas corpus;
  4. O que fazer imediatamente após a prisão;
  5. Direitos do réu primário;
  6. Prazos legais e revisão da medida;
  7. O papel essencial do advogado criminalista;
  8. E respostas diretas às principais dúvidas sobre o tema.

Continue a leitura até o final e saiba como a Reis Advocacia pode proteger você de uma prisão preventiva injusta.

jorge EC

Qual recurso contra prisão preventiva?

O primeiro passo para combater uma prisão preventiva injusta é acionar o sistema de recursos judiciais. A legislação brasileira oferece instrumentos específicos para questionar a legalidade da prisão, destacando-se:

  1. Pedido de revogação da prisão preventiva (art. 316, CPP);
  2. Habeas Corpus (art. 5º, inciso LXVIII, CF);
  3. Apelação criminal, quando a prisão é mantida após sentença de mérito;
  4. Agravo Regimental, nos tribunais superiores.

A revogação pode ser solicitada diretamente ao juiz que decretou a medida, desde que se demonstre a inexistência dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. O advogado deve atuar com urgência, apresentando provas da ilegalidade e buscando a liberdade do cliente.

Outra via poderosa é o habeas corpus, que exploraremos no próximo tópico.

Quando cabe habeas corpus em caso de prisão preventiva injusta?

O habeas corpus é um dos principais mecanismos constitucionais contra a prisão preventiva injusta. Ele pode ser impetrado sempre que houver ilegalidade, abuso de poder ou constrangimento ilegal à liberdade de locomoção.

As situações mais comuns em que cabe o habeas corpus são:

  • Prisão decretada sem fundamentação concreta;
  • Ausência dos requisitos legais (art. 312 do CPP);
  • Réu com bons antecedentes e endereço fixo;
  • Substituição da prisão por medidas cautelares diversas (art. 319 do CPP);
  • Excesso de prazo na formação da culpa.

O STF e o STJ têm jurisprudências consolidadas garantindo que ninguém deve permanecer preso sem justo motivo. Um exemplo é o RHC 131.263/MG, onde o STJ concedeu liberdade por falta de fundamentação idônea.

Portanto, se você está diante de uma prisão preventiva injusta, o habeas corpus é um remédio eficaz e rápido.

O que fazer imediatamente após uma prisão preventiva ilegal?

Ao se deparar com uma prisão preventiva injusta, a ação imediata é determinante para evitar danos irreparáveis. Veja o passo a passo:

  1. Contate um advogado especialista em Direito Penal urgente;
  2. Reúna documentos, mensagens, vídeos e testemunhas que provem a ilegalidade;
  3. Solicite ao advogado a análise do auto de prisão em flagrante (se houver);
  4. Peça a impetração de habeas corpus ou a revogação da prisão;
  5. Monitore os prazos processuais.

A agilidade na atuação pode impedir que a pessoa presa injustamente fique semanas ou até meses em regime fechado.

O réu primário pode sofrer prisão preventiva injusta?

Sim, e infelizmente, essa é uma realidade mais comum do que se imagina. A prisão preventiva injusta atinge diversos réus primários — pessoas que nunca tiveram qualquer condenação anterior, possuem residência fixa, emprego formal e boa conduta social. Mesmo diante desse perfil, esses indivíduos são, muitas vezes, alvos de decisões precipitadas que decretam a prisão preventiva sem a devida fundamentação legal.

Em diversas situações, o simples fato de o réu estar presente no local do crime, ou de ter algum tipo de relação superficial com os envolvidos, acaba sendo interpretado, de maneira equivocada, como indício suficiente de participação no delito. Essa fragilidade probatória, somada à ausência de uma defesa técnica eficiente logo nas primeiras horas do processo, contribui para a manutenção da prisão, mesmo quando não se justifica.

Contudo, a legislação processual penal brasileira é clara: o juiz somente poderá decretar a prisão preventiva se houver elementos concretos que evidenciem a real necessidade da medida. Esses elementos incluem o risco à ordem pública, à ordem econômica, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, conforme dispõe o artigo 312 do Código de Processo Penal. Não basta alegações genéricas ou presunções abstratas.

É exatamente pela ausência de uma atuação célere e estratégica por parte da defesa que muitos réus primários acabam presos ilegalmente por semanas ou até meses, mesmo sem oferecer qualquer risco ao processo ou à sociedade. O acompanhamento de um advogado criminalista experiente pode fazer toda a diferença na reversão desse quadro e na garantia do direito à liberdade.

Existe prazo para revisar a legalidade da prisão preventiva?

Sim. O artigo 316 do Código de Processo Penal, com redação da Lei 13.964/2019 (Pacote Anticrime), obriga o juiz a revisar a prisão preventiva a cada 90 dias, de forma fundamentada.

Caso não ocorra a revisão ou seja feita de forma genérica, a prisão preventiva injusta deve ser considerada ilegal.

A jurisprudência do STJ e STF reforça que a revisão é obrigatória e o descumprimento pode ensejar relaxamento da prisão.

jorge FA

Como um advogado especialista pode ajudar nesse processo?

Um advogado criminalista especialista é essencial para combater uma prisão preventiva injusta. Sua atuação vai muito além da simples análise dos autos: ele é o profissional tecnicamente preparado para montar uma estratégia de defesa robusta, individualizada e eficaz, garantindo que os direitos fundamentais do acusado sejam plenamente respeitados.

Entre as principais formas de atuação do advogado criminalista especializado, destacam-se:

  • Avaliação minuciosa dos autos do processo, com olhar jurídico experiente, capaz de identificar ilegalidades muitas vezes despercebidas por profissionais menos especializados;

  • Detecção de nulidades processuais e falhas procedimentais, que podem levar à revogação imediata da prisão preventiva;

  • Impetração célere e estratégica de habeas corpus, com redação precisa, argumentação constitucional sólida e foco na jurisprudência favorável ao caso;

  • Defesa com base em princípios constitucionais essenciais, como a presunção de inocência, o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, sempre buscando o reequilíbrio entre a acusação e a defesa;

  • Negociação com o Ministério Público ou com o juízo competente, a fim de substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas, como o uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico em juízo ou recolhimento domiciliar noturno;

  • Atuação proativa e vigilante no acompanhamento do processo, assegurando que nenhuma medida desproporcional seja aplicada, e requerendo, sempre que necessário, revisões e reavaliações da prisão com base na jurisprudência atualizada dos Tribunais Superiores.

A Reis Advocacia se destaca nesse cenário com uma equipe altamente capacitada, liderada por especialistas com vasta experiência na reversão de prisões preventivas ilegais. Já foram centenas de clientes atendidos com sucesso, muitos dos quais reencontraram sua liberdade graças à atuação precisa, humanizada e comprometida do nosso time jurídico.

Contar com um advogado especializado é, sem dúvida, o diferencial entre permanecer preso injustamente ou retomar sua vida com dignidade e segurança jurídica. Nossa missão é garantir que ninguém seja privado da liberdade de forma arbitrária ou desproporcional.

A prisão preventiva injusta é uma realidade que atinge milhares de brasileiros. Compreender seus direitos, agir rápido e contar com uma equipe jurídica especializada pode ser o diferencial entre a liberdade e o sofrimento prolongado.

Na Reis Advocacia, contamos com uma equipe pronta para atuar com eficiência e dedicação em casos de prisão preventiva injusta. Nossa experiência é comprovada por dezenas de clientes libertados graças à atuação técnica e personalizada do nosso time.

Se você ou um familiar está enfrentando esse drama, não hesite em nos contatar. A sua liberdade pode depender de uma decisão tomada hoje.

Aproveite e leia outros artigos em nosso blog sobre:

  • Prisão em flagrante;
  • Denunciação caluniosa;
  • Abuso de autoridade policial;
  • Como funciona o habeas corpus;
  • Direitos do réu primário.

jorge EC

Perguntas frequentes sobre o tema?

  1. O que caracteriza uma prisão preventiva injusta?
    Prisão decretada sem base legal concreta ou ausência de requisitos do art. 312 do CPP.
  2. Quais são os requisitos legais da prisão preventiva?
    Prova da existência do crime, indícios de autoria e necessidade para garantir a ordem pública, instrução ou aplicação da lei penal.
  3. Posso ser preso preventivamente sem antecedentes?
    Sim, mas é necessária fundamentação concreta. Prisão apenas por suposição é ilegal.
  4. Qual o prazo máximo de uma prisão preventiva?
    Não existe prazo fixo, mas a cada 90 dias deve haver revisão judicial obrigatória.
  5. Como a família pode ajudar?
    Fornecendo provas da inocência, contratando advogado e acompanhando os atos processuais.
  6. É possível denunciar abuso na prisão preventiva?
    Sim. Pode-se acionar a Corregedoria, o CNJ ou o Ministério Público.
  7. Há indenização por prisão preventiva injusta?
    Sim, em casos comprovados, pode-se pleitear indenização por danos morais e materiais.
  8. O que o STJ diz sobre o tema?
    O STJ entende que a prisão preventiva deve ser medida excepcional e devidamente fundamentada.
  9. Posso trocar de advogado durante a prisão?
    Sim. A qualquer momento, desde que comunicado ao juízo.
  10. Como saber se a prisão foi legal?
    Consultando o processo com advogado e verificando se os requisitos legais foram observados.

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Referências:

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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