Golpe do Empréstimo Consignado: Como Identificar e se Proteger
O que é golpe do empréstimo consignado e como ele funciona na prática?
O golpe do empréstimo consignado consiste na contratação de crédito sem autorização da vítima, usando dados pessoais para formalizar contratos em bancos ou financeiras.
Os fraudadores obtêm CPF, número de benefício ou matrícula funcional e falsificam assinaturas ou clonam documentos digitais para aprovar o empréstimo.
Em seguida, direcionam o valor para contas de “laranjas” e passam a descontar parcelas diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS.
Muitas vezes a vítima só percebe o golpe semanas depois, ao receber o extrato bancário ou comunicado de inadimplência, já com vários descontos realizados.
Golpes mais sofisticados utilizam aplicativos falsos, phishing e engenharia social para capturar senhas e autorizar o crédito por biometria ou token.
Com isso, em poucos minutos o valor é liberado indevidamente no nome do servidor, aposentado ou pensionista, complicando sua vida financeira.
Entender como esses golpes ocorrem na prática ajuda o servidor público e o beneficiário do INSS a adotar medidas preventivas.
Reconhecer os indícios de fraude e saber onde consultar contratos é essencial para interromper o golpe ainda nos primeiros descontos.
Neste artigo, mostramos os principais sinais de fraude, perfis visados e dicas para se proteger e reagir em caso de golpe.
Quais são os principais sinais de fraude no crédito consignado?
Descontos indevidos na folha de pagamento sem contrato reconhecido pela vítima.
Contratos desconhecidos aparecem no extrato, com valores e prazos que não correspondem a nenhum pedido.
Cobranças de juros e multas sem notificação prévia e comunicação confusa por parte dos bancos.
Mudança repentina de agência pagadora ou dados bancários sem solicitação.
Avisos de atraso em empréstimos nunca contratados e cobranças via telefone ou e-mail de origem duvidosa.
Extratos eletrônicos que mostram débito automático recorrente, mesmo sem solicitação de crédito.
Golpe do empréstimo sem solicitação: como os dados são obtidos?
Dados pessoais vazados em ataques a bancos de dados governamentais ou empresas de tecnologia.
Phishing em e-mails e SMS que induzem à vítima a informar CPF, número de benefício e senha bancária.
Malware instalado em smartphones que intercepta códigos de autenticação e autoriza transações.
Compra de cadastros em fóruns clandestinos na internet, onde hackers negociam informações pessoais.
Clonagem de CPF em sites inseguros, permitindo ao golpista simular a identidade da vítima em contratos.
Acesso remoto a aplicativos bancários por meio de engenharia social e falsificação de tokens.
Como acontece a assinatura fraudulenta de contratos?
Reconhecimento de firma falsa em cartório com documentos digitalizados adulterados.
Coleta de assinaturas em branco — o golpista preenche o contrato posteriormente, sem que o titular perceba.
Simulação de biometria facial ou digital em aplicativos de bancos, enganando o sistema de validação.
Contratos eletrônicos assinados por meio de links maliciosos enviados por WhatsApp ou e-mail.
Preenchimento remoto de documentos em plataformas digitais, sem confirmação efetiva do titular.
Utilização de procurações forjadas para atuar em nome da vítima e formalizar o empréstimo.
Perfis mais visados pelos golpistas do consignado: quem corre mais risco?

Aposentados do INSS, que recebem benefício fixo e não revisitam extratos com frequência.
Pensionistas, pela margem consignável garantida e estabilidade de renda.
Servidores públicos e militares, com margem maior e contrato de trabalho estável.
Profissionais de saúde, educação e segurança, que têm acesso a sistemas de informação institucionais.
Dependentes com cadastro ativo, cujos dados podem ser usados em segunda instância para novos contratos.
Pessoas com menos familiaridade digital, que não conferem frequentemente aplicativos e senhas.
Por que aposentados, pensionistas e servidores públicos são os principais alvos?
Rendimentos estáveis e margem consignável fixa garantem desconto automático das parcelas.
Processos de consignação simplificados incentivam o crédito fácil, atraindo golpistas.
Baixa cultura de conferência de extrato e uso esporádico de internet banking.
Aposentados e pensionistas não acessam diariamente apps, atrasando a identificação da fraude.
Servidores públicos confiam na segurança dos sistemas internos, subestimando os riscos digitais.
Militares e funcionários de órgãos federais atraem crimes que exploram o sigilo funcional.
Golpes digitais: como as fraudes acontecem por WhatsApp, SMS e e-mail?
Mensagens falsas com links que instalam malware e capturam dados bancários.
SMS alarmistas — “seu benefício será bloqueado” — induzem ao clique e à entrega de códigos.
E-mails de “atualização cadastral” em nome de bancos ou do INSS, com formulários falsos.
Ligações fraudulentas de supostos atendentes que solicitam confirmação de dados sigilosos.
Ofertas de falsa portabilidade de salário, redirecionando o crédito para contas de laranja.
Chats automatizados que colhem informações e validam a autenticação sem o conhecimento do titular.
Dicas práticas para evitar cair no golpe do empréstimo consignado

- Nunca passe dados pessoais por telefone ou mensagem sem confirmar o remetente.
- Acesse aplicativos bancários apenas pelas lojas oficiais (App Store/Google Play).
- Desconfie de ofertas de crédito com aprovação instantânea e sem análise.
- Revise seu extrato mensalmente e anote contratos desconhecidos.
- Atualize seu antivírus e não clique em links suspeitos.
Como consultar contratos e verificar se há empréstimos indevidos?
No INSS, acesse o portal “Meu INSS” ou app “Meu INSS” e verifique o menu “Empréstimos consignados”.
Para servidores, consulte o sistema interno de RH ou portal de consignação do órgão.
Bancos também disponibilizam extrato de contratos pelo internet banking e canais de atendimento.
O golpe do empréstimo consignado ocorre quando valores são liberados no nome do consumidor sem sua autorização, geralmente por fraude em dados ou falsificação de assinatura. Os golpistas se aproveitam da liberação automática para lesar aposentados, servidores e militares.
5 sinais de que você pode estar sendo vítima de golpe no consignado
- Crédito inesperado na conta
Recebimento de valores que você não solicitou como empréstimo. - Descontos mensais no contracheque
Débitos automáticos sem conhecimento ou contrato assinado. - Telefonemas insistentes de “consultores”
Ofertas enganosas com promessas de margem ou portabilidade. - Dificuldade de cancelamento
Órgãos e bancos que dificultam o acesso às gravações ou contratos. - Nome de financeira desconhecida
Contrato em instituições que você nunca teve relação.
Como funciona o golpe do empréstimo consignado
| Etapa | O que o golpista faz | Consequência para a vítima |
|---|---|---|
| Coleta de dados | Obtém CPF, endereço e número do benefício | Fraude com solicitação de crédito indevido |
| Simulação de contrato | Falsifica assinaturas ou gravações | Liberação do valor e débito na folha |
| Depósito do valor | Crédito direto na conta da vítima | Vínculo formal sem conhecimento |
| Débito automático | Instituição inicia cobranças mensais | Redução da renda e endividamento injusto |
Perguntas frequentes sobre golpe do empréstimo consignado
Como saber se meu nome foi usado em fraude?
Consulte o extrato do INSS, contracheque ou apps bancários em busca de empréstimos não autorizados.
O que fazer se receber valor que não solicitei?
Não use o dinheiro. Registre ocorrência, notifique o banco e procure um advogado.
Golpes de consignado são comuns com militares e aposentados?
Sim. Esses grupos são os principais alvos por terem margem consignável estável.
É possível anular judicialmente o contrato fraudulento?
Sim. Com provas e apoio jurídico, é possível obter liminar para suspender os descontos e reaver valores.
É possível cancelar um empréstimo não autorizado? Veja o que diz a lei
Pelo Código de Defesa do Consumidor (Art. 42) e LGPD, contratos fraudulentos são anuláveis sem ônus.
O STJ determina que a instituição financeira devolva valores indevidamente descontos com correção e juros.
Prazo de prescrição: cinco anos para pleitear devolução e indenização por danos morais.
Como recorrer em caso de golpe: o que fazer e quais são seus direitos?
Registre boletim de ocorrência (BO) na Polícia Civil e formalize pedido de cancelamento ao banco.
Guarde extratos, protocolos e provas de comunicação.
Se não houver solução, procure PROCON e o Banco Central (SAC 145).
Quando procurar um advogado e como a Reis Advocacia pode te ajudar
Se o banco se recusar a cancelar o contrato ou demorar excessivamente, procure um advogado especializado.
A Reis Advocacia negocia com instituições financeiras e ajuíza ações para anular contratos, restituir valores e pleitear danos morais.
Nosso time tem histórico de devolução de grandes quantias e limpeza de nome em tempo recorde.
Casos reais: como clientes conseguiram recuperar valores e limpar o nome
Pensionista de 75 anos recuperou R$ 30.000 em 45 dias e recebeu R$ 7.000 de indenização moral.
Servidor público recebeu R$ 18.000 após liminar contra financeira que negou cancelamento de contrato com firma falsificada.
Recebe consignado no contracheque ou benefício? Desconfia de alguma proposta?
Fale com um advogado da Reis Advocacia especializado em segurança contra fraudes!
🏛 Referências Legislativas e Jurídicas Oficiais
- Lei nº 12.414/2011 – Cadastro Positivo – Define regras sobre uso de dados de crédito e consentimento expresso.
- Lei nº 13.709/2018 (LGPD) – Protege dados pessoais contra uso indevido em empréstimos consignados falsos.
- INSS – Instrução Normativa – Prevê bloqueio e cancelamento imediato de contratos consignados suspeitos feitos pelo portal Meu INSS.
- Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) – Estabelece punições para phishing e falsificação de sites e mensagens eletrônicas.
- Operação “Consignado Forjado” – PF (julho/2025) – Investigação da Polícia Federal sobre quadrilhas que realizavam empréstimos sem autorização.
🔗 Referências
- Lei 12.414/2011 – Uso de dados de crédito com consentimento
- LGPD – Proteção de dados pessoais
- Normativas INSS para bloqueio de fraudes
- Marco Civil da Internet – Combate ao phishing
- Operação Consignado Forjado – Polícia Federal, julho de 2025
Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557
Advogado especializado em ações que envolvem militares há mais de 12 anos, ex-2º Sargento da Polícia Militar e Diretor do Centro de Apoio aos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco. Atuou em mais de 3039 processos em defesa da categoria, obtendo absolvições em PADs, processos de licenciamento e conselhos de disciplina.
Criou teses relevantes, como o Ação do Soldo Mínimo, Auxílio-transporte, Promoção Decenal da Guarda e Fluxo Constante de Promoção por Antiguidade.
Foi professor de legislação policial e sindicante em diversos processos administrativos. Pós-graduado em Direito Constitucional e Processual, com MBA em Gestão Empresarial, é referência na luta por melhores condições jurídicas e de trabalho aos militares.
Atualmente, também é autor de artigos e e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.





