Justiça reconhece banco condenado por cobrança indevida
Você contratou um empréstimo online e, ao tentar cancelar, foi surpreendido com cobranças abusivas? Essa é a realidade enfrentada por milhares de consumidores no Brasil. No caso que detalhamos neste artigo, o banco foi condenado a restituir em dobro o valor cobrado indevidamente de um cliente, que tentou exercer seu direito de arrependimento e teve esse direito desrespeitado.
Neste conteúdo, você vai entender:
- O que caracteriza uma cobrança indevida;
- O que a Justiça decidiu neste caso concreto;
- Quais os direitos do consumidor em contratos bancários digitais;
- Como agir quando houver abuso por parte da instituição financeira.
O termo banco condenado se aplica aqui de forma exemplar, pois trata-se de um caso concreto com decisão judicial favorável ao consumidor. Continue a leitura e descubra como garantir seus direitos também.
Direito do consumidor e casos de banco condenado
A sentença proferida no processo nº 0000947-83.2025.8.17.8229 é clara: o banco condenado impôs uma cobrança indevida, desrespeitando o direito de arrependimento do consumidor, e por isso deverá restituir em dobro o valor exigido.
O autor da ação contratou um empréstimo de R$ 20 mil, mas recebeu apenas R$ 19.692,24 em sua conta. Dois dias depois, tentou cancelar a operação com base no direito de arrependimento previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ao invés disso, o banco exigiu o pagamento de R$ 20.447,08, ou seja, R$ 754,84 a mais do que o valor efetivamente recebido.
A conduta da instituição financeira violou os princípios da boa-fé e transparência, previstos no CDC, justificando plenamente o julgamento do banco condenado. A Justiça considerou ilegal o procedimento adotado pela ré, pois em vez de aceitar a desistência, tratou o pedido como quitação antecipada — gerando custo indevido ao consumidor.
Segundo o juiz da causa:
“A exigência de pagamento de valor excedente ao que foi efetivamente creditado ao Autor, em um contexto de exercício do direito de arrependimento, afigura-se indevida.”
Dessa forma, o banco condenado teve que pagar R$ 1.509,68 — o dobro da quantia de R$ 754,84, corrigida e acrescida de juros legais.
Lições jurídicas sobre banco condenado em relações de consumo
A história do consumidor que obteve decisão com banco condenado nos mostra lições importantes sobre a aplicação da legislação de consumo e os limites das instituições financeiras. Primeiramente, vale destacar o direito de arrependimento em compras e contratações feitas fora do estabelecimento comercial — incluindo empréstimos online.
O artigo 49 do CDC prevê que:
“O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial.”
O banco condenado não respeitou essa regra básica. Ao contrário, impôs uma obrigação que o cliente não consentiu — quitação de um contrato que ele tentou cancelar.
Outros pontos jurídicos relevantes neste caso:
- Cobrança indevida exige devolução em dobro, conforme o artigo 42 do CDC;
- A relação é de consumo e deve ser analisada sob a ótica da vulnerabilidade do cliente;
- Não se pode exigir esgotamento de tentativas administrativas para acesso à Justiça;
- A ausência de dolo não exclui o dever de indenizar quando há má prestação do serviço.
A figura do banco condenado se torna, aqui, um símbolo do desrespeito aos direitos do consumidor e da eficácia da Justiça quando o cidadão decide lutar por seus direitos.
Como agir em casos de banco condenado por cobrança indevida
Se você passou por situação parecida com a do autor desta ação, veja o passo a passo para buscar justiça contra o banco condenado:
- Junte provas
Tenha em mãos os extratos, comprovantes de contrato, valores creditados, e registros de contatos com o banco. Se possível, registre o pedido de cancelamento por e-mail ou aplicativo.
- Formalize a reclamação
Tente resolver administrativamente via SAC, ouvidoria ou plataformas como o consumidor.gov.br. Mesmo que não seja obrigatório, pode fortalecer seu caso.
- Procure um advogado
Um profissional especializado em Direito do Consumidor poderá identificar se você tem uma causa para ação por cobrança indevida e buscar a responsabilização do banco condenado.
- Peça a devolução em dobro
Se houve cobrança indevida e o banco agiu com má-fé, o artigo 42 do CDC assegura a devolução em dobro do valor pago, com correção monetária e juros.
- Avalie os danos morais
Apesar de neste caso a Justiça ter negado a indenização moral, é possível que outras situações configurem abalo emocional grave e justifiquem reparação.
Se você precisa de ajuda, o time da Reis Advocacia atua em todo o Brasil com causas de banco condenado e pode te orientar em cada etapa.
Conclusão – Advogado para ação de banco condenado
O caso analisado mostra como é possível responsabilizar judicialmente instituições financeiras que desrespeitam os direitos dos consumidores. O banco condenado foi obrigado a devolver em dobro o valor cobrado indevidamente, reconhecendo-se que houve falha grave na prestação do serviço.
Essa decisão serve de alerta para os bancos e de esperança para os consumidores. Se você sofreu abuso similar, saiba que não está sozinho.
A Reis Advocacia está pronta para te ajudar a enfrentar essas situações. Com atuação estratégica e comprometida, buscamos o reconhecimento e a reparação dos seus direitos.
Processo de referência: 0000947-83.2025.8.17.8229
Acesse o tribunal e saiba mais sobre o processo.
Perguntas Frequentes sobre banco condenado
- O que significa banco condenado por cobrança indevida?
É quando a Justiça reconhece que um banco agiu de forma abusiva, cobrando valores ilegais ou sem justificativa do consumidor. - Qual o valor da devolução em casos de cobrança indevida?
Se comprovada a má-fé, o banco deve devolver em dobro o valor pago, com correção e juros. - O direito de arrependimento se aplica a empréstimos online?
Sim. O consumidor tem 7 dias para desistir do contrato feito fora do estabelecimento físico. - É preciso tentar resolver com o banco antes de ir à Justiça?
Não. O acesso à Justiça é livre, mas registrar uma reclamação pode ajudar como prova. - Posso pedir danos morais contra o banco?
Sim, se houver abalo relevante à dignidade ou à tranquilidade emocional. - O banco pode descontar tarifas mesmo em caso de cancelamento?
Não, se o cancelamento estiver dentro do prazo de arrependimento e for legítimo. - Quanto tempo tenho para entrar com ação contra o banco?
O prazo é de até 5 anos para casos de cobrança indevida. - Preciso de advogado para mover essa ação?
Sim, especialmente para garantir a correta formulação dos pedidos e a responsabilização do banco. - Todos os bancos podem ser responsabilizados da mesma forma?
Sim. Todos respondem conforme o Código de Defesa do Consumidor. - A Reis Advocacia atende casos de banco condenado?
Sim. Atuamos com excelência em ações de consumo e responsabilização bancária em todo o país.
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Guia jurídico que explica o que fazer quando o banco retém seu dinheiro indevidamente e quando é possível exigir indenização ou devolução dos valores (inclui orientações jurídicas).
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Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557
Advogado há mais de 12 anos e sócio-fundador da Reis Advocacia. Pós-graduado em Direito Constitucional (2013) e Direito Processual (2017), com MBA em Gestão Empresarial e Financeira (2022). Ex-servidor público, fez a escolha consciente de deixar a carreira estatal para se dedicar integralmente à advocacia.
Com ampla experiência prática jurídica, atuou diretamente em mais de 5.242 processos, consolidando expertise em diversas áreas do Direito e oferecendo soluções jurídicas eficazes e personalizadas.
Atualmente, também atua como Autor de Artigos e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados, orientações práticas e informações confiáveis para auxiliar quem busca justiça e segurança na defesa de seus direitos.




