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Como Proteger o Patrimônio Familiar em Caso de Falecimento?

Descubra como proteger o patrimônio familiar com estratégias jurídicas eficazes e evitar conflitos após um falecimento. Guia completo com soluções práticas.

proteger o patrimônio familiar
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Perder um ente querido já é, por si só, um momento delicado e doloroso. Agora imagine somar a esse luto uma verdadeira batalha judicial, brigas entre herdeiros, bloqueios de contas bancárias, imóveis em disputa, empresas paralisadas e famílias divididas por causa de bens. Essa é a realidade de milhares de famílias que não se preocuparam em proteger o patrimônio familiar com antecedência.

A verdade é que ninguém quer pensar na morte. Mas ignorar essa possibilidade é o que torna a sucessão um problema. Quem planeja, protege. Quem organiza, preserva. E quem entende a importância de proteger o patrimônio familiar, garante não só a segurança jurídica dos seus bens, mas também a paz entre aqueles que mais ama.

Neste artigo, vamos te mostrar com profundidade:

  • Por que proteger o patrimônio familiar é tão essencial nos dias de hoje;
  • Quais os riscos de não planejar a sucessão;
  • Os instrumentos jurídicos disponíveis para garantir a proteção dos bens;
  • Como um advogado especialista pode ajudar sua família de forma estratégica;
  • E, acima de tudo, como evitar conflitos, preservar valores e garantir um legado.

Se você quer ter controle sobre o futuro do que conquistou — e deseja proteger quem vai ficar —, continue a leitura. Este guia vai te mostrar como proteger o patrimônio familiar de forma clara, eficiente e juridicamente segura.

marcela EC

Em caso de falecimento: Como proteger o patrimônio da família?

Proteger o patrimônio familiar é uma preocupação crescente entre famílias que desejam garantir a tranquilidade e a segurança dos seus entes queridos em um momento tão delicado quanto a perda de um ente querido. A expressão proteger o patrimônio familiar não é apenas um conceito jurídico frio — trata‑se de uma ação prática, humana e estratégica que preserva o futuro financeiro e emocional de quem você ama.

Neste artigo você vai entender, de forma clara e aplicada:

  • Por que é essencial proteger o patrimônio familiar;
  • Os riscos de não planejar a sucessão patrimonial;
  • Quais instrumentos legais podem ser utilizados;
  • Como funciona o planejamento sucessório na prática;
  • Formas de evitar conflitos familiares;
  • E como um advogado especialista pode ajudar você a proteger o patrimônio de sua família.

Proteja sua história, construa um legado e garanta que seus bens sejam preservados da forma que você sempre desejou. A seguir, vamos detalhar cada um desses pontos com profundidade e clareza.

Por que é importante proteger o patrimônio familiar?

Proteger o patrimônio familiar é um passo essencial para assegurar que tudo o que foi conquistado com esforço não se perca por falta de planejamento. Quando falamos em proteger o patrimônio familiar, estamos falando de segurança jurídica, previsibilidade e paz para quem fica.

Riscos emocionais e financeiros da falta de proteção

A ausência de um plano claro de proteção pode acarretar:

  1. Disputas entre herdeiros, que muitas vezes são evitáveis;
  2. Custos elevados com processos judiciais, como inventários litigiosos;
  3. Desvalorização dos bens, em virtude de bloqueios judiciais ou falta de liquidez;
  4. Perda de negócios familiares, caso não haja estrutura sucessória adequada;
  5. Risco de inventário negativo, quando as dívidas superam os ativos.

Quando se decide proteger o patrimônio familiar, a família ganha previsibilidade, reduz conflitos e resguarda sua estabilidade emocional e econômica.

 

Quais os riscos de não planejar a sucessão patrimonial?

Uma das maiores armadilhas enfrentadas por famílias sem planejamento sucessório é a incerteza quanto ao futuro dos bens. A falta de orientação para proteger o patrimônio familiar pode resultar em processos longos, desgastantes e imprevisíveis.

Principais riscos da ausência de proteção patrimonial

  • Sucessão intestada: quando não há testamento, a lei determina quem serão os herdeiros, nem sempre de forma alinhada com os desejos do falecido.
  • Disputas judicializadas: herdeiros podem contestar a partilha, o que prolonga o processo.
  • Penhora de bens: em casos de dívidas, sem planejamento, bens podem ser comprometidos.
  • Impostos elevados: sem estrutura, os custos tributários podem ser maiores.

Proteger o patrimônio familiar com antecedência diminui essas incertezas, trazendo mais segurança jurídica e emocional.

Instrumentos legais para proteger o patrimônio familiar

Existem diversos instrumentos previstos em lei que permitem organizar e proteger o patrimônio familiar. Cada um possui características específicas e deve ser analisado conforme o perfil da família.

  1. Testamento

O testamento é um dos principais meios de proteger o patrimônio familiar, pois permite ao testador escolher exatamente quem e como seus bens serão distribuídos, dentro dos limites legais.

  1. Doação em vida com cláusulas restritivas

A doação bem estruturada pode ser uma forma eficiente de proteger o patrimônio familiar, garantindo que os bens sejam transferidos em vida, com condições específicas e evitando conflitos futuros.

  1. Holding Familiar

A constituição de uma holding familiar é uma estratégia robusta para proteger o patrimônio familiar, pois permite:

  • Centralizar bens;
  • Facilitar a gestão;
  • Reduzir custos de sucessão;
  • Evitar a pulverização de bens.
  1. Seguro de vida e planos de previdência

Esses instrumentos podem minimizar impactos financeiros imediatos com despesas, impostos e dívidas, contribuindo para proteger a estrutura financeira da família.

 

Planejamento sucessório: como funciona na prática?

Planejar a sucessão é mais do que um ato jurídico, é um processo que envolve análise patrimonial, familiar e objetivos de longo prazo.

Fases do planejamento sucessório

  1. Diagnóstico patrimonial: levantamento de todos os bens, dívidas e interesses;
  2. Diagnóstico familiar: identificação de relações, conflitos potenciais e objetivos;
  3. Definição de estratégias jurídicas: escolha dos instrumentos para proteger o patrimônio familiar;
  4. Implementação legal: elaboração de instrumentos jurídicos (testamento, doações, etc.);
  5. Acompanhamento contínuo: revisão periódica conforme mudanças familiares ou patrimoniais.

Esse processo, quando bem conduzido, garante que o patrimônio seja protegido, respeitando as vontades do titular e promovendo harmonia familiar.

 

Como evitar conflitos familiares e disputas judiciais?

A falta de clareza quanto à vontade do titular pode ser a principal causa de conflitos entre herdeiros. Proteger o patrimônio familiar também significa criar mecanismos que minimizem disputas.

Estratégias eficazes

  • Transparência familiar: discutir, com respeito e sensibilidade, os planos de sucessão;
  • Testamento claro e bem redigido: assegura que a vontade do titular seja cumprida;
  • Cláusulas restritivas em doações: podem evitar que bens sejam vendidos ou divididos de forma prejudicial;
  • Mediação familiar: antes de chegar ao Judiciário, processos de mediação podem resolver questões.

Quando se busca proteger o patrimônio familiar com clareza e equidade, a tendência é que as disputas diminuam significativamente.

 

Diferença entre herança, meação e doação em vida

Entender os conceitos básicos de sucessão é essencial para proteger o patrimônio familiar de maneira eficaz.

  • Herança

Refere‑se ao conjunto de bens, direitos e obrigações deixados pelo falecido, que serão transmitidos aos herdeiros.

  • Meação

Bens adquiridos durante o casamento podem ser partilhados entre o cônjuge, dependendo do regime de bens — algo essencial para proteger o patrimônio familiar.

  • Doação em vida

A transferência antecipada de bens permite planejar como os ativos serão distribuídos e pode ser uma ferramenta eficaz para proteger o patrimônio familiar, especialmente quando realizada com cláusulas adequadas.

marcela FA

O que diz a lei sobre partilha de bens

A legislação brasileira estabelece regras claras sobre a sucessão hereditária. A proteção do patrimônio familiar está diretamente relacionada ao entendimento dessas normas.

Principais dispositivos legais

  • Código Civil (Lei nº 10.406/2002): trata sobre sucessão, herança e testamentos;
  • Estatuto da Família: disciplina regimes de bens;
  • Normas tributárias: sobre ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

Com base nesses dispositivos, é possível construir um planejamento eficaz para proteger o patrimônio familiar.

 

Quando é necessário fazer um inventário?

O inventário é o procedimento judicial ou extrajudicial que formaliza a transferência dos bens do falecido para seus herdeiros.

Prazos e formas legais

  • Deve ser iniciado em até 60 dias após o falecimento para evitar multas;
  • Pode ser judicial (em caso de discordância entre herdeiros) ou extrajudicial (em cartório, quando há consenso).

Planejar com antecedência facilita o inventário e ajuda a proteger o patrimônio familiar, evitando surpresas e custos desnecessários.

 

Como se proteger de herdeiros problemáticos ou terceiros e garantir a proteção do patrimônio familiar

Infelizmente, nem sempre os herdeiros agem com responsabilidade, união ou boa-fé. Há casos em que disputas internas, interesses egoístas ou até mesmo influências externas colocam em risco o legado construído por uma vida inteira. Por isso, é fundamental antecipar-se a esses riscos e utilizar instrumentos jurídicos para proteger o patrimônio familiar de comportamentos imprudentes, gananciosos ou abusivos.

A atuação preventiva é o caminho mais eficaz para garantir que os bens da família permaneçam íntegros, mesmo diante de herdeiros problemáticos ou da interferência de terceiros, como cônjuges, credores ou pessoas mal-intencionadas.

Situações que exigem atenção especial:

  • Herdeiros com histórico de conflitos, dependência química ou má gestão financeira;
  • Relacionamentos conjugais instáveis dos filhos ou netos;
  • Interferência de cônjuges ou terceiros após doações;
  • Tentativas de venda ou dilapidação precoce dos bens;
  • Risco de penhora por dívidas pessoais dos herdeiros.

 

Cláusulas e instrumentos jurídicos para proteger o patrimônio familiar

Para prevenir esses problemas, é possível usar cláusulas específicas nos testamentos e nas doações. Essas cláusulas são 100% legais, previstas no Código Civil, e funcionam como verdadeiros escudos jurídicos. Veja as principais:

  • Cláusula de incomunicabilidade

Impede que o bem doado ou herdado entre na comunhão de bens do herdeiro. Ou seja, se ele se casar ou viver em união estável, esse bem continuará sendo exclusivo dele, não sendo dividido em caso de separação. Essa é uma excelente forma de proteger o patrimônio familiar de casamentos instáveis ou oportunistas.

  • Cláusula de impenhorabilidade

Evita que os bens herdados ou doados sejam penhorados para pagamento de dívidas pessoais do herdeiro. Muito útil para famílias com herdeiros que enfrentam problemas financeiros, empresariais ou judiciais. É uma maneira prática de proteger o patrimônio familiar contra credores externos.

  • Cláusula de reversão

Determina que, se o herdeiro falecer antes do doador, o bem retorna ao patrimônio do doador — e não para o cônjuge ou herdeiros daquele beneficiário. Isso evita que pessoas alheias à família original recebam parte do patrimônio, contribuindo diretamente para proteger o patrimônio familiar ao longo das gerações.

  • Como aplicar essas cláusulas com segurança?

Essas cláusulas devem ser redigidas com precisão, aplicadas por meio de escritura pública (nas doações) ou testamento (em caso de herança), sempre com o auxílio de um advogado especialista em direito sucessório. A orientação jurídica é essencial para garantir que as cláusulas sejam válidas, eficazes e aplicáveis no futuro.

 

Como um advogado especialista em Direito Familiar pode ajudar sua família a proteger o patrimônio familiar?

Contar com um advogado especialista em Direito de Família e Sucessões não é apenas uma formalidade — é uma estratégia essencial para quem deseja proteger o patrimônio familiar de forma eficaz, personalizada e juridicamente segura. A experiência desse profissional faz toda a diferença na prevenção de conflitos, na economia de tempo e recursos, e na proteção do legado construído ao longo da vida.

Muitas pessoas só procuram orientação jurídica quando já estão enfrentando problemas no inventário ou conflitos entre herdeiros. No entanto, a atuação preventiva é muito mais vantajosa. Um bom advogado trabalha lado a lado com o cliente para proteger o patrimônio familiar antes que surjam disputas, bloqueios judiciais, prejuízos tributários ou perda de controle sobre os bens.

Veja como o especialista pode atuar para proteger juridicamente sua família:

  • Diagnóstico patrimonial e familiar

O primeiro passo é entender a realidade da família: tipos de bens, estrutura dos relacionamentos, riscos, objetivos e particularidades. Esse diagnóstico orienta todas as decisões seguintes para proteger o patrimônio familiar de forma estratégica.

  • Elaboração e revisão de testamentos

Um testamento bem feito evita dúvidas, reduz litígios e assegura que a vontade do titular seja respeitada. O advogado cuida para que o testamento esteja conforme a lei, com cláusulas específicas para proteger os bens e os herdeiros, garantindo a eficácia do documento e contribuindo para proteger o patrimônio familiar após o falecimento.

  • Constituição de holdings familiares

A estruturação de uma holding permite concentrar e administrar o patrimônio de forma profissional, favorecendo a sucessão empresarial e a economia fiscal. Essa medida previne a pulverização de bens e protege o patrimônio familiar de interferências externas ou disputas entre herdeiros.

  • Elaboração de doações estruturadas

O advogado ajuda a realizar doações com cláusulas de proteção (inalienabilidade, impenhorabilidade e reversão), para evitar que o bem doado seja vendido indevidamente, usado para pagar dívidas ou transferido a terceiros. Esse tipo de cuidado é essencial para proteger o patrimônio familiar mesmo após a doação.

  • Orientação sobre regimes de bens

Casamentos e uniões estáveis influenciam diretamente na forma como o patrimônio será dividido. O advogado orienta sobre o melhor regime de bens e faz os registros adequados, garantindo que a escolha atenda aos interesses do casal e à preservação do patrimônio familiar.

  • Suporte em inventários e partilhas

Na fase de inventário, o advogado atua na condução do processo — seja judicial ou extrajudicial — evitando atrasos, prejuízos e discussões desnecessárias. Ele assegura que a partilha ocorra de forma justa, clara e conforme a lei, promovendo a paz familiar e garantindo a preservação dos bens.

  • Mediação e resolução de conflitos

Além da atuação jurídica, o especialista pode intermediar conversas entre herdeiros e familiares, buscando soluções consensuais que evitem disputas longas e traumáticas. A mediação é uma das formas mais eficazes de proteger o patrimônio familiar, pois preserva os vínculos e evita litígios desgastantes.

 

A orientação de um advogado especialista é indispensável para transformar desejos em segurança jurídica. Através da combinação entre conhecimento técnico e sensibilidade familiar, esse profissional garante que o planejamento sucessório seja feito com eficiência, respeito e proteção — para que os bens construídos com esforço continuem sendo fonte de segurança e união entre os herdeiros.

Se você quer proteger o patrimônio familiar da sua família de maneira estratégica, buscar ajuda especializada é o primeiro passo.

marcela FA

Procedimentos e soluções jurídicas eficazes para proteger o patrimônio familiar

A atuação de um advogado especializado em direito de família e sucessões é essencial para implementar as melhores estratégias e proteger o patrimônio familiar com segurança. Não basta apenas conhecer os instrumentos legais: é necessário aplicá-los corretamente, de forma personalizada, conforme o perfil patrimonial e familiar de cada pessoa.

O processo de proteção patrimonial deve ser feito com cuidado técnico e visão estratégica, sempre considerando a dinâmica familiar, os tipos de bens, eventuais empresas, dívidas existentes e possíveis conflitos entre herdeiros. Por isso, os procedimentos jurídicos precisam ser escolhidos sob medida, com acompanhamento profissional.

Veja abaixo os principais procedimentos e soluções jurídicas utilizadas para proteger o patrimônio familiar de forma eficaz:

  1. Planejamento sucessório personalizado

É o ponto de partida. O advogado faz um diagnóstico completo da situação familiar e patrimonial, identifica riscos e propõe um plano que alinhe os desejos do titular com os limites legais. A partir desse planejamento, é possível garantir que a sucessão ocorra de forma harmoniosa, organizada e segura. Essa é a base para proteger o patrimônio familiar antes que surjam conflitos.

  1. Constituição de holding familiar

A criação de uma holding é uma solução jurídica inteligente para famílias que possuem empresas, imóveis ou grande volume patrimonial. Ao centralizar esses bens em uma pessoa jurídica, é possível facilitar a gestão, reduzir a carga tributária, evitar disputas entre herdeiros e manter a unidade patrimonial ao longo das gerações. É uma excelente forma de proteger o patrimônio familiar de forma estruturada e eficiente.

  1. Testamento com cláusulas específicas

O testamento é uma ferramenta de grande valor para assegurar que a vontade do titular seja cumprida. Ele permite definir o destino dos bens, inclusive com cláusulas que garantem que os herdeiros não se desfazam do patrimônio prematuramente. Essa personalização é fundamental para proteger o patrimônio familiar segundo os valores e desejos de quem o construiu.

  1. Contratos de doação com cláusulas de proteção

As doações em vida são alternativas estratégicas quando se deseja antecipar parte da herança. Contudo, é necessário fazê-las com cláusulas como impenhorabilidade, incomunicabilidade e reversibilidade — que garantem que o bem doado continue protegido mesmo diante de casamentos, dívidas ou decisões impensadas dos beneficiários. Essas cláusulas são fundamentais para proteger o patrimônio familiar ao longo do tempo.

  1. Planejamento tributário sucessório

Ao organizar a sucessão, o advogado também atua na escolha de mecanismos que reduzam o impacto de tributos como o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), que pode alcançar alíquotas elevadas em alguns estados. Um bom planejamento tributário ajuda a proteger o patrimônio familiar contra perdas financeiras desnecessárias no momento da transferência dos bens.

Resultados esperados com esses procedimentos

Aplicando essas soluções jurídicas de maneira integrada e planejada, é possível alcançar os seguintes benefícios:

  • Redução de riscos e litígios;
  • Preservação do patrimônio em longo prazo;
  • Respeito à vontade do titular;
  • Economia tributária;
  • Harmonia familiar.

Em resumo, proteger o patrimônio familiar exige muito mais do que boa intenção. É preciso técnica, personalização e apoio jurídico qualificado para tomar decisões assertivas que resguardem o legado construído ao longo de uma vida.

 

Teses jurídicas que amparam a proteção patrimonial e ajudam a proteger o patrimônio familiar

 

A proteção jurídica do patrimônio não é baseada apenas em práticas contratuais ou decisões administrativas — ela é respaldada por teses jurídicas consolidadas no Direito brasileiro. Essas teses são princípios e fundamentos que fortalecem juridicamente as estratégias utilizadas para proteger o patrimônio familiar, oferecendo segurança e previsibilidade às decisões tomadas em vida e após o falecimento.

Advogados especializados utilizam essas teses como pilares para a estruturação de planejamentos patrimoniais e sucessórios, garantindo que cada medida adotada tenha base legal sólida. A seguir, você verá como esses fundamentos funcionam na prática e de que forma eles podem ser aplicados para proteger o patrimônio familiar de forma eficiente:

  • Princípio da autonomia privada

Esse princípio assegura a liberdade do indivíduo em dispor de seus bens e organizar sua sucessão de acordo com seus valores e vontades, desde que respeitados os limites legais. É uma base fundamental para testamentos, doações e criação de holdings familiares com o objetivo de proteger o patrimônio familiar conforme o desejo do titular.

  • Livre disposição dos bens respeitada pela lei

Embora exista uma parte legítima reservada aos herdeiros necessários, o restante do patrimônio pode ser livremente destinado por meio de testamento. Essa liberdade assegura que parte dos bens seja organizada de forma estratégica e preventiva para proteger o patrimônio familiar e evitar conflitos.

  • Segurança jurídica

Toda a estrutura do planejamento sucessório busca estabilidade, previsibilidade e amparo legal. A segurança jurídica garante que os atos praticados em vida tenham validade após o falecimento, assegurando a efetividade dos instrumentos utilizados para proteger o patrimônio familiar.

  • Função social da propriedade

Esse princípio orienta que os bens não devem servir apenas ao acúmulo, mas também ao bem-estar familiar e à perpetuação do sustento dos herdeiros. Assim, criar regras de uso, proteção e continuidade patrimonial está alinhado à função social — um argumento relevante para quem deseja proteger o patrimônio familiar em longo prazo.

  • Proteção da dignidade da pessoa humana

Mais do que cláusula constitucional, a dignidade humana permeia todas as relações patrimoniais familiares. Garantir que o cônjuge ou filhos não fiquem vulneráveis após o falecimento é uma forma direta de proteger essa dignidade. Por isso, proteger o patrimônio familiar com base nesse princípio é também uma atitude ética e legalmente sustentada.

 

Saiba seus direitos: como garantir a proteção do patrimônio familiar

Conhecer e exercer seus direitos é uma das formas mais eficazes de proteger o patrimônio familiar e evitar surpresas jurídicas desagradáveis no momento da sucessão. Muitas pessoas perdem bens, enfrentam conflitos ou passam por desgastes emocionais por não saberem quais são seus direitos básicos dentro de um processo de inventário ou planejamento patrimonial.

A seguir, listamos os principais direitos que você precisa conhecer — e garantir com o auxílio de um advogado especializado para proteger o patrimônio familiar com segurança:

 

  1. Direito à herança

Todo herdeiro necessário (filhos, cônjuges, pais) tem direito legal à sua parte do patrimônio deixado pelo falecido. Esse direito está previsto no Código Civil e é irrenunciável sem as formalidades legais. Saber como isso funciona é essencial para proteger o patrimônio familiar e evitar que um herdeiro seja prejudicado.

  1. Direito à meação

Nos regimes de comunhão parcial ou total de bens, o cônjuge sobrevivente tem direito à metade do que foi adquirido durante o casamento — a chamada meação. Este direito é muitas vezes confundido com herança, e sua correta aplicação é vital para proteger o patrimônio familiar do cônjuge que ficou.

  1. Direito à justa avaliação dos bens

Durante o inventário, todos os bens devem ser avaliados com critério, justiça e transparência. Avaliações subestimadas podem gerar prejuízos aos herdeiros. Um bom advogado ajuda a fiscalizar e assegurar esse direito, contribuindo para proteger o patrimônio familiar com equidade.

  1. Direito à informação clara durante o inventário

Todos os herdeiros têm direito de acompanhar o processo, saber quais bens existem, os valores envolvidos, e como será feita a partilha. A transparência protege contra fraudes e manipulações, além de ser base sólida para proteger o patrimônio familiar com segurança.

  1. Direito à preservação de bens de uso pessoal

Itens de uso pessoal, como roupas, joias, livros e outros objetos, podem ser excluídos da partilha, desde que respeitadas as disposições legais. Ter consciência desses detalhes contribui diretamente para proteger o patrimônio familiar e manter intactos bens de valor afetivo.

Complemento: Direitos garantidos pela legislação

A Constituição Federal e o Código Civil garantem a todos o direito à herança e à proteção patrimonial com base nos princípios da dignidade da pessoa humana, segurança jurídica e proteção à família. Isso fortalece o amparo legal para quem deseja proteger o patrimônio familiar de forma correta.

marcela EC

Perguntas frequentes sobre o tema

  1. O que é proteger o patrimônio familiar?
    Proteger o patrimônio familiar é adotar estratégias jurídicas para assegurar que os bens sejam transmitidos conforme os desejos do titular, com segurança e evitando conflitos.
  2. Por que devo planejar a sucessão?
    O planejamento evita disputas, reduz custos com inventário e garante que os bens sejam distribuídos conforme seus desejos.
  3. O que é testamento?
    É um documento legal no qual se declara como os bens serão distribuídos após o falecimento.
  4. Posso fazer inventário extrajudicial?
    Sim, desde que haja consenso entre os herdeiros e não existam menores ou incapazes envolvidos.
  5. Doar em vida é uma boa estratégia?
    Sim, pois permite organizar a transmissão de bens e proteger o patrimônio familiar com condições específicas.
  6. O que é holding familiar?
    É uma estrutura jurídica que centraliza bens e facilita a gestão e transmissão patrimonial.
  7. Herança e meação são iguais?
    Não. Herança é a totalidade dos bens deixados, enquanto meação refere‑se apenas à parte relativa ao cônjuge conforme o regime de bens.
  8. Como evitar conflitos familiares?
    Através de planejamento, testamentos claros e orientação jurídica especializada.
  9. Quais instrumentos legais ajudam a proteger o patrimônio?
    Testamentos, doações, holdings familiares, cláusulas restritivas em instrumentos jurídicos.
  10. Por que contratar um advogado?
    Para obter orientação adequada, elaborar instrumentos jurídicos corretos e proteger o patrimônio familiar com segurança.

 

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Referências:

 

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DRA MARCELA NOVO

Advogada – OAB/PE 48.169

Advogada há mais de 7 anos, pós-graduação em Direito de Família e Sucessões, com destacada atuação na área. Possui especialização em prática de família e sucessões, em Gestão de Escritórios e Departamentos Jurídicos e em Controladoria Jurídica.

Atuou no Ministério Público do Estado de Pernambuco, nas áreas criminal e de família e sucessões, consolidando experiência prática e estratégica. Membro da Comissão de Direito de Família da OAB/PE (2021).
Autora de publicações acadêmicas relevantes sobre unidades familiares e direitos decorrentes de núcleos familiares ilícitos.

Atuou em mais de 789 processos, com foco em agilidade processual e qualidade, com uma expressiva taxa de êxito superior a 92,38%, especialmente em ações de alimentos, pensões, guarda e divórcio.

Atualmente, também é autora de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito de Família e Sucessões, com foco em auxiliar famílias na resolução de conflitos e em orientar sobre direitos relacionados a alimentos, guarda, pensão e divórcio.

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