Casos de mulheres que buscam proteção judicial após o término de relacionamentos abusivos crescem a cada ano no Brasil, revelando uma dura realidade: até mesmo figuras influentes, bem-sucedidas e financeiramente independentes são vítimas de violências silenciosas. E se isso acontece com quem tem visibilidade, imagine com quem vive à margem da atenção pública?
Este artigo traz à tona não apenas os detalhes de uma decisão judicial de grande repercussão envolvendo Lívia Andrade, mas um alerta urgente sobre os direitos de mulheres em relacionamentos abusivos seja você uma artista nacional ou uma cidadã comum. Aqui, vamos entender como o Direito pode ser um escudo, uma resposta, uma nova chance.
Explosiva denúncia: a verdade por trás da medida protetiva de Lívia Andrade
Em janeiro de 2024, o nome de Lívia Andrade, conhecida apresentadora e personalidade da televisão brasileira, voltou aos holofotes não por conta de sua carreira, mas por um drama pessoal: ela solicitou e obteve uma medida protetiva contra seu ex-marido, o empresário Marcos Araújo. O caso tomou grandes proporções após vir a público que a artista relatou não apenas episódios de abusos, mas também o suposto desaparecimento de valores que chegariam a R$ 10 milhões de suas contas bancárias.
Em um boletim de ocorrência registrado, Lívia Andrade relatou ter sofrido uma série de violências psicológicas e patrimoniais após o fim do relacionamento com Araújo. Segundo ela, o ex-companheiro teria utilizado acesso às suas contas para transferências não autorizadas e a Justiça, diante da gravidade dos fatos, concedeu a medida protetiva.
O caso gerou comoção nas redes sociais e em programas de televisão, reacendendo um importante debate sobre violência doméstica psicológica e patrimonial sofrida por mulheres, inclusive as que estão sob os refletores da fama.
A decisão da Justiça trouxe um alento não só para Lívia Andrade, mas também para tantas outras mulheres que convivem com o medo e a instabilidade após o fim de relações abusivas.
A seguir, você vai entender os detalhes desse caso, as consequências jurídicas, as leis aplicadas e como buscar proteção se estiver em situação semelhante.
Medida protetiva contra ex-marido: o caso de Lívia Andrade e o amparo legal
A decisão da Justiça em favor de Lívia Andrade não é apenas uma resposta imediata a um pedido de socorro, mas um exemplo concreto da aplicação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) em seu artigo 22, que prevê medidas protetivas de urgência em casos de violência contra a mulher.
Entre as medidas deferidas estão:
- Proibição de contato por qualquer meio com a vítima;
- Afastamento imediato do lar ou local de convivência com a mulher;
- Suspensão da posse ou restrição do porte de armas.
No caso de Lívia Andrade, a Justiça agiu com rapidez, o que mostra a importância da atuação de um advogado preparado e especializado em Direito de Família e Violência Doméstica. Ela relatou que, após a separação, sentia-se vigiada, intimidada e invadida financeiramente.
Segundo consta em trecho da decisão judicial:
“Considerando os elementos apresentados, a urgência da situação e a presença de indícios de violência psicológica e patrimonial, defiro as medidas protetivas pleiteadas nos termos do art. 22 da Lei 11.340/06.”
A defesa de Marcos Araújo, por sua vez, negou as acusações e informou que está tomando as providências cabíveis para provar sua inocência, ressaltando que os fatos serão apurados em sede judicial.
O histórico jurídico deste caso levanta importantes discussões sobre:
- A violência psicológica como forma de agressão;
- A violência patrimonial prevista na Lei Maria da Penha;
- A atuação da Justiça em relações que envolvem figuras públicas.
Este tipo de situação mostra que a violência não escolhe classe social, fama ou dinheiro. O que Lívia Andrade viveu pode ser a realidade de milhares de brasileiras.
Como a decisão sobre Lívia Andrade impacta outras vítimas: caminhos jurídicos e soluções possíveis
O caso de Lívia Andrade abriu espaço para um importante diálogo público sobre os direitos das mulheres após o fim de relações abusivas. A decisão judicial que a protege serve como precedente e como alerta para a importância de denunciar.
Repercussões legais para casos semelhantes:
- Empoderamento de vítimas: Casos midiáticos como o de Lívia Andrade encorajam outras mulheres a buscar ajuda.
- Fortalecimento da jurisprudência: A concessão da medida protetiva, com base em indícios e provas documentais, reforça a segurança jurídica.
- Criminalização de condutas antes ignoradas: Violência psicológica e financeira agora têm peso penal real.
Procedimentos e soluções jurídicas disponíveis:
- Registro de boletim de ocorrência;
- Representação judicial com pedido de medida protetiva;
- Pedido de bloqueio de contas bancárias se houver risco patrimonial;
- Pedido de guarda e regulamentação de visitas, quando houver filhos.
Nosso escritório já atuou em dezenas de casos semelhantes ao de Lívia Andrade, onde não apenas conseguimos proteger nossas clientes, mas também responsabilizar os agressores.
Advogado especialista em Direito de Família e Violência Doméstica
Casos como o de Lívia Andrade exigem não apenas coragem da vítima, mas também um time jurídico competente. Como advogado atuante na área, é evidente a necessidade de respostas rápidas e assertivas da Justiça.
A concessão de uma medida protetiva é um instrumento poderoso, mas deve ser embasada por:
- Relato consistente;
- Provas documentais ou testemunhais;
- Assistência jurídica especializada.
A lição que fica do caso de Lívia Andrade é clara: não existe perfil para vítima de violência psicológica ou patrimonial. A lei deve amparar a todos igualmente.
O caso está em andamento, e cabem recursos por parte da defesa. A Justiça agora avaliará as provas e ouvirá as partes, mas a primeira decisão já deixou claro que nenhuma forma de violência pode ser tolerada.
Se você ou alguém que conhece está passando por situação parecida, não espere o pior: busque orientação jurídica, denuncie e exija seus direitos.
Perguntas Frequentes sobre medida protetiva contra ex-marido
- O que é uma medida protetiva?
A medida protetiva é uma ferramenta jurídica prevista na Lei Maria da Penha, destinada a proteger vítimas de violência doméstica. Trata-se de uma decisão judicial que impõe restrições ao agressor, como a proibição de contato ou aproximação da vítima. No caso de Lívia Andrade, por exemplo, essa medida foi essencial para garantir sua segurança e integridade diante das ameaças psicológicas e patrimoniais que ela relatou. - Lívia Andrade corre risco de perder a medida protetiva?
A manutenção da medida protetiva depende da continuidade dos indícios de ameaça ou risco à vítima. Lívia Andrade só corre esse risco se não houver mais justificativas legais ou se as provas forem consideradas insuficientes. No entanto, com base nos elementos já apresentados no processo, é pouco provável que ela perca essa proteção no curto prazo. - Quanto tempo dura uma medida protetiva?
A duração da medida protetiva contra ex-marido varia conforme o caso. Ela pode ser renovada ou revista pelo juiz sempre que houver necessidade. Em situações como a de Lívia Andrade, em que há risco contínuo, a medida pode ser estendida por tempo indeterminado, enquanto persistirem os fatores de risco. - Qualquer pessoa pode pedir uma medida protetiva?
Sim. Qualquer mulher que se sinta ameaçada, violentada física, psicológica ou patrimonialmente, como ocorreu com Lívia Andrade, pode procurar a delegacia e solicitar uma medida protetiva. O pedido será analisado pelo juiz com base nos elementos apresentados. - E se o agressor descumprir a medida?
O descumprimento de uma medida protetiva contra ex-marido é considerado crime e pode levar à prisão imediata do agressor. A Justiça age com rigor nesses casos, especialmente quando há histórico de reincidência. Casos como o de Lívia Andrade mostram a importância de levar o descumprimento ao conhecimento das autoridades imediatamente. - A medida protetiva impede o agressor de trabalhar?
Não. A medida protetiva visa proteger a vítima e não interferir nas atividades profissionais do agressor, salvo se o ambiente de trabalho for próximo ao da vítima. No caso de Lívia Andrade, a medida focou em impedir qualquer contato ou aproximação, mas sem afetar as atividades profissionais de seu ex-marido. - Preciso de advogado para pedir medida protetiva?
Embora não seja obrigatório, contar com um advogado é extremamente recomendável. Um profissional experiente pode garantir que a medida protetiva contra ex-marido seja bem fundamentada e eficaz, como ocorreu no caso de Lívia Andrade, que teve apoio jurídico desde o início. - O que fazer se a polícia se recusar a registrar o B.O.?
Caso a polícia negue o registro, a vítima pode recorrer diretamente à Delegacia da Mulher, ao Ministério Público ou buscar apoio jurídico. Nenhuma mulher deve ser impedida de denunciar. A coragem de Lívia Andrade em formalizar sua denúncia serve de exemplo para outras vítimas. - Posso pedir indenização por danos morais?
Sim. Além da proteção judicial, a vítima pode buscar reparação por danos morais e materiais sofridos. No caso de Lívia Andrade, que relatou prejuízos financeiros milionários, é possível ingressar com ação cível buscando responsabilização patrimonial do agressor. - Casos como o de Lívia Andrade ajudam outras mulheres?
Sem dúvida. Quando uma figura pública como Lívia Andrade denuncia abusos e obtém proteção judicial, isso encoraja milhares de mulheres a romperem o silêncio. A exposição desses casos contribui para que a sociedade compreenda a gravidade do tema e fortaleça os mecanismos de apoio às vítimas.
Leia Também:
Medida protetiva: Como funciona e como solicitar? — Explica o que é medida protetiva, quem pode pedir, como funciona o processo, quando é concedida e o papel do advogado no procedimento.
Medida protetiva após sofrer uma agressão: Se proteja — Guia completo para vítimas que sofreram agressão, com orientações sobre situações em que a medida protetiva pode ser solicitada e passo a passo legal.
Homem viola medida protetiva e agride companheira — Relato de caso real de violação de medida protetiva, com análise dos fatos, consequências legais e recomendações jurídicas.
O que fazer após uma medida protetiva indevida? — Trata de medidas legais e estratégias quando uma medida protetiva é concedida indevidamente, e como buscar revisão junto ao Judiciário.
Referências:
- METRÓPOLES- Lívia Andrade pede medida protetiva e acusa Marcos Araújo de abuso
- BAND- Com medida protetiva, Lívia Andrade expõe que ex sumiu com R$ 10 milhões
Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203
Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.
Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).
Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.
Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.




