EMENTA – Falsa acusação de furto no trabalho gera indenização
“AGRAVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.467/2017. INDENIZAÇÃO POR DANO EXTRAPATRIMONIAL. FALSA ACUSAÇÃO DE FURTO. QUANTUM INDENIZATÓRIO.” TST-Ag-AIRR – 958-28.2019.5.05.0463 – 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho:” […] provado o dano moral sofrido pelo reclamante, faz jus à indenização pleiteada a qual mantenho em R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), por entender que tal valor atende aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.”
Imagine ser acusado injustamente de furto dentro do seu ambiente de trabalho. Diante dos colegas, superiores e até da família, a imagem profissional e pessoal é profundamente abalada. Este é um trauma vivido por muitos trabalhadores brasileiros que, além da dor moral, enfrentam também a dificuldade de comprovar a sua inocência.
No caso julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), um trabalhador foi vítima de falsa acusação de furto, sendo posteriormente indenizado em R$ 40.000,00. A decisão mostra como a Justiça do Trabalho vem reconhecendo os danos extrapatrimoniais em casos como esse, reforçando a importância da atuação jurídica especializada.
Neste artigo, vamos abordar:
- O que caracteriza uma falsa acusação de furto no ambiente de trabalho;
- A jurisprudência do TST e as teses jurídicas envolvidas;
- Como outros trabalhadores podem buscar justiça em situações semelhantes;
- Um passo a passo jurídico para requerer indenização por danos morais;
- Perguntas frequentes com respostas claras e úteis.
Se você foi injustamente acusado, este conteúdo vai te mostrar o que a Justiça tem feito para reparar esse tipo de injustiça.
Falsa acusação de furto no trabalho – Jurisprudência Comentada do TST
Casos de falsa acusação de furto no trabalho estão entre os mais danosos do ponto de vista emocional e profissional para o trabalhador. Afinal, o ambiente de trabalho deveria ser seguro e respeitoso, e não palco para humilhações ou acusações infundadas.
Neste caso específico, o TST reconheceu a gravidade da situação. Conforme relatado nos autos, o trabalhador foi acusado de ter cometido furto sem qualquer comprovação, o que ficou evidente na prova oral. O Tribunal reconheceu o dano à imagem e à honra, reforçando a importância de responsabilizar o empregador por tais abusos.
“Tendo a prova oral produzida pelo reclamante confirmado que houve a falsa acusação de furto, resta evidente o dano à imagem do obreiro […] por entender que tal valor atende aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.”
Como advogado, afirmo que decisões como essa servem de norte para todos os profissionais que atuam na defesa dos direitos do trabalhador. Quando há falsa acusação de furto, a dignidade do indivíduo é diretamente atacada, exigindo uma resposta firme do Judiciário.
Além da dor emocional, muitos trabalhadores enfrentam consequências como demissão, exclusão social, abalo familiar e até dificuldades de recolocação profissional. Por isso, a indenização é uma forma de compensar, ainda que parcialmente, os prejuízos vivenciados.
Decisão do TST e teses jurídicas sobre falsa acusação de furto
A jurisprudência do TST consolida um entendimento protetivo e justo em relação ao trabalhador injustamente acusado. No caso em análise, a Corte utilizou como base os seguintes fundamentos jurídicos:
- Princípios da Razoabilidade e Proporcionalidade
- Prova oral
- Função pedagógica da indenização
- Súmula 126 do TST
- Art. 223-G da CLT
A falsa acusação de furto é uma das formas mais graves de exposição vexatória no ambiente de trabalho. Ela atinge diretamente a honra subjetiva e objetiva do trabalhador.
Como advogado trabalhista, é nosso dever lutar pela reparação desse tipo de violação e garantir que a vítima tenha sua dignidade restabelecida pela via judicial.
O que outros trabalhadores podem aprender com a falsa acusação de furto
Se você já passou ou conhece alguém que enfrentou uma falsa acusação de furto no trabalho, saiba que há caminhos legais eficazes para combater essa injustiça. A decisão analisada pelo TST serve como exemplo concreto de que o Judiciário está atento e sensível à proteção da dignidade do trabalhador.
Lições práticas:
- Nunca aceite calado uma acusação infundada;
- Busque apoio de colegas;
- Registre tudo;
- Procure um advogado especializado;
- Ação judicial é um direito seu.
A falsa acusação de furto deixa marcas. Mais do que o valor monetário, a reparação judicial representa o reconhecimento público de sua inocência.
Passo a passo para buscar indenização por falsa acusação de furto
Documente tudo o que aconteceu, desde o primeiro momento, registrando datas, horários, locais, nomes de envolvidos e como a acusação foi feita (inclusive se houve exposição pública).
Reúna o máximo de provas possíveis e identifique testemunhas que possam confirmar a falsidade da acusação e os impactos gerados, como mensagens, áudios, vídeos, e-mails, publicações e qualquer registro que mostre o constrangimento sofrido.
Se a situação tiver causado abalo emocional, ansiedade, medo ou prejuízos na rotina, busque ajuda psicológica e guarde comprovantes e relatórios, pois isso pode reforçar a demonstração do dano.
Consulte um advogado especializado para avaliar qual é a melhor estratégia, quais pedidos cabem no seu caso (danos morais e, se houver, materiais) e quais provas são mais relevantes para fortalecer a ação.
Com a orientação jurídica, inicie a ação judicial adequada, apresentando os fatos, as provas e a demonstração dos prejuízos, para buscar a responsabilização de quem acusou de forma injusta.
Ao longo do processo, acompanhe a tramitação com seu advogado, cumpra prazos, complemente documentos quando necessário e mantenha um registro organizado de tudo até a decisão final.
Desafios são comuns nesse tipo de caso, principalmente na produção de provas e na reconstrução do que ocorreu. Porém, com suporte jurídico e um bom conjunto probatório, é possível transformar a dor em reparação, reconhecimento e justiça.
Advogado para indenização por falsa acusação de furto
Como vimos nessa jurisprudência que estamos comentando a falsa acusação de furto representa uma das mais sérias ofensas à honra do trabalhador. O caso julgado pelo TST reafirma que não se pode tolerar condutas que coloquem em dúvida a integridade moral de um empregado sem fundamento algum.
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Acesse o tribunal e saiba mais sobre o processo: TST-Ag-AIRR – 958-28.2019.5.05.0463
Perguntas Frequentes sobre falsa acusação de furto no trabalho
O que é uma falsa acusação de furto no trabalho?
É a situação em que o trabalhador é acusado de ter cometido furto ou desvio de bens da empresa sem a existência de provas concretas. Normalmente, a acusação se baseia apenas em suspeitas, boatos ou interpretações equivocadas, causando grave prejuízo à honra e à imagem do empregado.A empresa pode ser responsabilizada por falsa acusação de furto?
Sim. A empresa pode ser responsabilizada judicialmente quando expõe o trabalhador a constrangimento, humilhação ou danos à sua reputação. Nesses casos, é possível a condenação ao pagamento de indenização por danos morais, especialmente se houver abuso de poder ou acusação pública.É obrigatório apresentar testemunhas no processo?
As testemunhas são muito importantes e fortalecem a ação, principalmente para comprovar o constrangimento sofrido. No entanto, elas não são obrigatórias, pois a falsa acusação de furto também pode ser demonstrada por documentos, mensagens, imagens, gravações ou pela própria ausência de provas contra o trabalhador.Qual o valor da indenização por falsa acusação de furto no trabalho?
O valor da indenização varia conforme as circunstâncias do caso concreto. Em geral, os tribunais fixam valores que podem variar entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, considerando fatores como gravidade da acusação, exposição do trabalhador, impacto psicológico e conduta da empresa.E se o trabalhador não tiver sido demitido após a acusação?
Mesmo que não tenha ocorrido demissão, ainda pode existir o direito à indenização. A falsa acusação de furto, por si só, já é suficiente para gerar danos morais, especialmente quando causa constrangimento, medo, abalo emocional ou prejuízo à imagem profissional.É necessário pagar custas para entrar com a ação?
Na maioria dos casos, não. A Justiça do Trabalho é, em regra, gratuita para o trabalhador que não tem condições de arcar com as despesas do processo, o que facilita o acesso à Justiça em casos de falsa acusação de furto.É possível processar colegas de trabalho envolvidos na acusação?
Sim. Dependendo da participação de colegas na falsa acusação de furto, é possível incluí-los no processo, especialmente se agiram de forma dolosa, com má-fé ou com o objetivo de prejudicar o trabalhador.Qual é o prazo para entrar com a ação por falsa acusação de furto?
O prazo é de até 2 anos após o encerramento do contrato de trabalho, podendo ser cobrados direitos referentes aos últimos 5 anos anteriores ao ajuizamento da ação, conforme as regras da prescrição trabalhista.É obrigatório ter um advogado para esse tipo de ação?
Sim. A atuação de um advogado é fundamental, especialmente em ações que envolvem indenização por danos morais decorrentes de falsa acusação de furto, pois a estratégia jurídica e a produção de provas fazem toda a diferença no resultado do processo.A Reis Advocacia atua em casos de falsa acusação de furto no trabalho?
Sim. A Reis Advocacia atua de forma especializada na defesa de trabalhadores vítimas de falsa acusação de furto, buscando reparação pelos danos sofridos e a preservação da dignidade, honra e direitos do empregado.
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Referência:
- Decisão do STJ — Prescrição em ação indenizatória por falsa acusação de crime – A Terceira Turma do STJ decidiu que a instauração de inquérito policial não suspende o prazo para ação civil indenizatória por falsa acusação de crime — incluindo casos de acusação injusta.
Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203
Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.
Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).
Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.
Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.




