Influenciador morto a facadas: entenda o caso
O Brasil amanheceu em choque no dia 30 de dezembro de 2025. Robson Maldonado Malinoski, influenciador digital gastronômico, empresário e chef com mais de 77 mil seguidores no Instagram, foi brutalmente assassinado a facadas dentro do próprio apartamento, em Camboriú (SC). O principal suspeito? Seu ex-companheiro, o jornalista Rodrigo Oliveira dos Santos, que está foragido.
Robson era conhecido pelo carisma, receitas criativas e pelas experiências gastronômicas que compartilhava com o público. Seu trabalho como influenciador digital o colocava entre os mais respeitados na área culinária de Santa Catarina. Infelizmente, bastaram poucos minutos para que sua trajetória fosse interrompida de forma trágica e acabasse com o influenciador morto a facadas.
De acordo com familiares e amigos próximos, o relacionamento entre Robson e Rodrigo já havia terminado, marcado por agressões físicas, manipulação emocional e ameaças constantes. Vizinhos relataram ouvir gritos naquela noite. A vítima foi encontrada com três perfurações no peito, resultado de facadas desferidas com violência.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Robson já estava sem vida quando os socorristas chegaram. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que Rodrigo esteve no local momentos antes do crime e que ele fugiu em um carro alugado, agora incluído na lista de veículos procurados nacionalmente.
O caso ganhou repercussão nacional e internacional. A hashtag #JustiçaPorRobson viralizou nas redes sociais. Celebridades, influenciadores e ativistas LGBTQIA+ se manifestaram, pedindo agilidade na captura do acusado. O termo influenciador morto a facadas rapidamente se espalhou nos principais portais de notícia.
Além do impacto emocional e simbólico, o crime reacendeu o debate sobre a invisibilidade da violência doméstica em relacionamentos homoafetivos. Muitos desses casos ainda não recebem a devida atenção por parte das autoridades, e frequentemente não são tratados com a mesma seriedade de casais heteronormativos.
O que diz a lei sobre violência e homicídio envolvendo ex-companheiros
O assassinato do influenciador morto a facadas levanta uma série de questões jurídicas importantes, especialmente quando se trata de relacionamentos não convencionais. Há leis que precisam ser compreendidas dentro do contexto atual de evolução dos direitos humanos e igualdade de tratamento.
- Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006): Criada para proteger mulheres em situação de violência doméstica, a lei vem sendo interpretada por tribunais superiores de forma a incluir casais homoafetivos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu essa aplicação em diversos precedentes.
- Homicídio Qualificado (Art. 121, §2º do Código Penal): O crime pode ser qualificado por diversos motivos, como:
- Motivo torpe;
- Meios cruéis;
- Traição;
- Impossibilidade de defesa da vítima.
- Violência Doméstica: Mesmo em relacionamentos homoafetivos, é configurada quando há convivência íntima e familiar. As medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha podem ser aplicadas sem discriminação de gênero.
- Constituição Federal (Art. 5º, incisos I e XLI): Reforça o princípio da dignidade da pessoa humana e a necessidade de o Estado agir para reprimir qualquer forma de violência.
- Convenção Interamericana de Belém do Pará: Ratificada pelo Brasil, determina ações do Estado para combater a violência contra a mulher — mas seus princípios vêm sendo aplicados de forma ampla em prol da igualdade de gênero e sexualidade.
A promotoria do caso já analisa o pedido de prisão preventiva, fundamentando-se na periculosidade do agressor e na gravidade da conduta. O crime foi cometido com requintes de crueldade, e os antecedentes de violência tornam plausível o risco de reiteração.
Repercussões jurídicas e sociais do crime que resultou no caso do influenciador morto a facadas
O caso do influenciador morto a facadas tornou-se símbolo de uma triste realidade vivida por milhares de pessoas em relacionamentos abusivos. Há, por trás dessa tragédia, uma série de falhas sistêmicas que precisam ser enfrentadas.
Em primeiro lugar, a sociedade precisa compreender que a violência não escolhe gênero ou orientação sexual. Os padrões de abuso — controle emocional, chantagem, ameaças e agressões físicas — se repetem em todas as configurações de casal assim como o esse caso do influenciador morto a facadas pelo ex-companheiro, que serve como um bom exemplo de que crimes assim ocorrem independente da configuração da relação.
Consequências jurídicas imediatas do caso incluem:
- Prisão preventiva decretada contra o acusado;
- Investigação criminal em andamento, com provas colhidas no local e depoimentos de testemunhas;
- Discussão sobre responsabilidade do Estado pela omissão em garantir a segurança da vítima, que já havia feito denúncias prévias, segundo amigos próximos.
Soluções jurídicas e mecanismos de proteção para vítimas:
- Solicitação de medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor, proibição de contato e proteção policial;
- Ação penal pública incondicionada em casos de lesão corporal em contexto doméstico;
- Denúncia anônima por vizinhos e amigos pode salvar vidas;
- Apoio psicológico e jurídico gratuito, via defensorias públicas e ONGs especializadas;
- Ações indenizatórias por danos morais e materiais.
Esse caso também impactou a forma como o Judiciário lida com crimes passionais envolvendo casais LGBTQIA+. A esperança é de que essa visibilidade traga mudanças práticas, como a adoção de protocolos mais eficazes de proteção e acolhimento para que casos como o do influenciador morto a facadas não ocorram mais com frequência na sociedade.
Advogado Direito Penal e Violência Doméstica: conclusão e caminhos jurídicos
Do ponto de vista jurídico, o assassinato do influenciador morto a facadas deve ser tratado como homicídio qualificado por motivo torpe, com agravante de violência doméstica. Há provas materiais e testemunhais que reforçam a autoria e a premeditação do crime.
Além do processo criminal, pode-se discutir também a responsabilização civil do agressor — inclusive com bloqueio de bens para garantir eventual indenização à família da vítima. O Estado também pode ser responsabilizado caso haja comprovação de negligência quanto à proteção da vítima após denúncias anteriores.
Como comentarista jurídico, é importante destacar que esse caso reforça a urgência da pauta de combate à violência em todas as formas de relação. Não basta a letra fria da lei — é preciso capacitação, sensibilidade e ação coordenada entre Judiciário, Ministério Público e forças policiais.
Conclusão: Advogado Direito Penal e Violência Doméstica
O brutal assassinato do influenciador morto a facadas pelo ex-companheiro não é um caso isolado, mas sim um reflexo alarmante da negligência histórica com vítimas de violência em relacionamentos homoafetivos. A comoção gerada expôs não apenas a tragédia pessoal de Robson Malinoski, mas também a urgência em reconhecer e combater abusos que, muitas vezes, são silenciados pela sociedade.
Do ponto de vista jurídico, trata-se de um homicídio qualificado, com fortes indícios de motivação passional e violência doméstica. A responsabilização do autor deve ocorrer com rigor, e o Estado precisa evoluir na forma como acolhe, protege e orienta vítimas de qualquer orientação sexual ou identidade de gênero.
Este caso nos ensina que o silêncio mata. Que a omissão institucional fragiliza. E que só o conhecimento dos direitos e o acesso à Justiça podem romper o ciclo da violência. Que o caso do influenciador morto a facadas não tenha sido em vão — e que sua história impulsione mudanças reais.
Perguntas Frequentes sobre o caso do influenciador morto a facadas
- Como denunciar violência em relacionamentos homoafetivos como nesse caso do influenciador morto a facadas?
Os canais são os mesmos: Disque 180, delegacias especializadas, Ministério Público ou defensoria pública.
- Casais homoafetivos têm direito à proteção da Lei Maria da Penha?
Sim, com base em interpretação dos tribunais e do princípio da igualdade.
- O que caracteriza um relacionamento abusivo?
Controle, chantagem, ameaças, ciúmes excessivos, manipulação, agressões físicas e verbais.
- A polícia é obrigada a investigar mesmo sem flagrante?
Sim. Denúncias de violência doméstica geram investigação imediata.
- Posso pedir medida protetiva mesmo após o término do relacionamento?
Sim, desde que haja risco atual.
- Quais provas podem ser usadas num caso desses como o do influenciador morto a facadas?
Prints de mensagens, vídeos, testemunhos, fotos de lesões, laudos médicos: em casos como o do influenciador morto a facadas, provas essenciais incluem prints de mensagens com ameaças, vídeos de brigas, testemunhos de vizinhos, fotos de lesões antigas, laudos médicos e registros de boletins de ocorrência. Esses elementos comprovam o histórico de violência e ajudam a estabelecer a responsabilidade penal do agressor.
- É possível processar o agressor por danos morais?
Sim. Isso é feito em ação cível paralela ao processo penal.
- O agressor pode ser preso mesmo sem ser pego em flagrante?
Sim, via decretação de prisão preventiva pela Justiça.
- Qual a pena para homicídio qualificado?
De 12 a 30 anos de reclusão, podendo aumentar conforme agravantes.
- O que fazer ao presenciar sinais de violência doméstica?
Denunciar imediatamente, ainda que anonimamente. O silêncio também mata, é preciso que a denúncia seja feita no primeiro sinal de agressão e violência doméstica, para que casos assim como o do influenciador morto a facadas, parem de ser constantes no meio social.
Leia também:
Referências:
- G1- Influenciador e empresário é encontrado morto em Camboriú; ex-companheiro é suspeito do crime
- Metrópoles- Influencer é morto com 3 facadas; jornalista é o principal suspeito
- R7- Influenciador gastronômico é assassinado a facadas pelo ex-companheiro dentro de casa
Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203
Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.
Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).
Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.
Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.




