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Contribuinte Facultativo: O Que É, Requisitos e Valor

Contribuinte facultativo pode garantir benefícios do INSS mesmo sem renda fixa. Saiba requisitos, valores e se vale a pena pagar a Previdência Social.

contribuinte facultativo


A Previdência Social oferece diferentes formas de contribuição para garantir benefícios futuros, e uma das opções disponíveis é a figura do contribuinte facultativo. Essa modalidade permite que pessoas que não exercem atividade remunerada possam contribuir para o INSS e garantir direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença. No entanto, antes de optar por essa modalidade, é essencial compreender seus requisitos, planos de contribuição e benefícios. Neste artigo, explicaremos tudo o que você precisa saber sobre o contribuinte facultativo.

Contribuinte Facultativo: O que é?

O contribuinte facultativo é aquele que não exerce atividade remunerada, mas deseja contribuir para o INSS a fim de garantir a cobertura previdenciária. Diferente do contribuinte obrigatório, que é aquele que trabalha e tem a contribuição descontada na folha de pagamento ou realiza o recolhimento como autônomo, o facultativo contribui por vontade própria.

Esse modelo de contribuição é ideal para estudantes, donas de casa, desempregados e qualquer pessoa que deseja manter ou adquirir direitos previdenciários sem estar formalmente empregada.

Quais São os Requisitos Para Ser um Contribuinte Facultativo?

Para se inscrever como contribuinte facultativo, é necessário cumprir alguns requisitos básicos, como:

  • Não exercer atividade remunerada (formal ou informal);
  • Ter mais de 16 anos de idade;
  • Fazer a inscrição no INSS (caso ainda não tenha um número de NIT ou PIS/PASEP);
  • Recolher as contribuições mensais dentro do prazo estabelecido.

Ao atender a esses requisitos, a pessoa pode escolher um plano de contribuição e iniciar seus pagamentos ao INSS.

Qual É a Diferença Entre o Contribuinte Facultativo e o Individual?

A principal diferença entre o contribuinte facultativo e o contribuinte individual é a obrigatoriedade da contribuição. O contribuinte individual é aquele que exerce atividade remunerada por conta própria (como autônomos e microempreendedores), sendo obrigado a recolher suas contribuições ao INSS. Já o contribuinte facultativo não trabalha, mas opta por contribuir voluntariamente para garantir acesso a benefícios previdenciários.

Outra diferença importante está no valor da contribuição. O contribuinte individual pode pagar sobre valores mais altos, enquanto o facultativo possui planos com alíquotas reduzidas.

Como Funciona a Inscrição do Contribuinte Facultativo no INSS?

A inscrição no INSS como contribuinte facultativo é simples e pode ser feita pela internet ou presencialmente. O processo inclui os seguintes passos:

  1. Acessar o site Meu INSS ou ligar para a Central 135;
  2. Realizar a inscrição no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), caso ainda não tenha número de NIT/PIS/PASEP;
  3. Escolher o plano de contribuição (alíquota de 20%, 11% ou 5%);
  4. Emitir a Guia da Previdência Social (GPS) e realizar o pagamento mensalmente.

Após a inscrição, o segurado deve manter suas contribuições em dia para garantir seus direitos previdenciários.

Qual É a Diferença Entre o Pagamento Mensal e o Trimestral?

O contribuinte facultativo pode optar pelo pagamento mensal ou trimestral da contribuição ao INSS.

  • Pagamento mensal: ocorre até o dia 15 do mês seguinte à competência, permitindo um controle mais frequente dos recolhimentos.
  • Pagamento trimestral: a contribuição é feita a cada três meses, sendo ideal para quem deseja maior flexibilidade, mas o cálculo do valor deve ser feito corretamente para evitar pendências.

A escolha entre essas opções deve considerar a organização financeira do segurado e a necessidade de manter os recolhimentos em dia.

Quais São os Planos de Contribuição do Contribuinte Facultativo?

O contribuinte facultativo pode escolher entre três planos de contribuição:

  • Plano Normal (20%): permite aposentadoria por tempo de contribuição e utiliza o valor integral do salário de contribuição para o cálculo dos benefícios.
  • Plano Simplificado (11%): oferece aposentadoria por idade e exclui a aposentadoria por tempo de contribuição.
  • Plano de Baixa Renda (5%): destinado a donas de casa e pessoas de baixa renda, garantindo aposentadoria por idade e benefícios previdenciários.

Cada plano tem suas vantagens e desvantagens, sendo essencial analisar qual melhor se adequa ao perfil do contribuinte.

Como Pagar as Contribuições?

As contribuições do contribuinte facultativo devem ser pagas por meio da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser gerada pelo site do Meu INSS ou adquirida em papelarias. O pagamento pode ser feito via:

  • Internet Banking;
  • Casas lotéricas;
  • Agências bancárias.

O importante é garantir que o pagamento seja feito dentro do prazo para evitar perda de direitos previdenciários.

O Contribuinte Facultativo Pode Pagar INSS em Atraso?

Sim, o contribuinte facultativo pode pagar contribuições em atraso, mas existem algumas regras. Caso o segurado tenha interrompido os pagamentos por até seis meses, pode retomar sem necessidade de comprovação. Para períodos mais longos, pode ser necessário comprovar que não exerceu atividade remunerada durante o intervalo.

Como É o Período de Graça Para o Contribuinte Facultativo?

O período de graça é o tempo em que o segurado mantém seus direitos previdenciários mesmo sem contribuir. Para o contribuinte facultativo, esse período pode ser de até 12 meses após a última contribuição. Caso o segurado tenha pago mais de 120 contribuições, esse prazo pode ser ampliado para 24 meses.

Quais São os Direitos de um Contribuinte Facultativo?

O contribuinte facultativo tem direito a diversos benefícios do INSS, incluindo:

Esses benefícios garantem proteção social ao segurado e sua família.

Vale a Pena Pagar INSS Como Contribuinte Facultativo?

Pagar INSS como contribuinte facultativo pode ser uma boa estratégia para quem deseja garantir benefícios previdenciários no futuro. No entanto, é importante avaliar o custo da contribuição em relação aos benefícios oferecidos. Em alguns casos, pode ser mais vantajoso investir em uma previdência privada ou outras formas de segurança financeira.

Se você tem dúvidas sobre qual plano escolher ou como garantir seus direitos, entre em contato com a Reis Advocacia para um atendimento especializado!

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