Prisão forjada: Como provar a ilegalidade?
A prisão forjada é uma das maiores injustiças que um cidadão pode sofrer. Quando alguém é privado de sua liberdade com base em provas manipuladas, falsas acusações ou procedimentos ilegais, o impacto é devastador — tanto pessoal quanto juridicamente. Mas, afinal, como provar a ilegalidade de uma prisão forjada?
Este artigo vai mostrar:
- O que caracteriza uma prisão forjada;
- Como ela pode ser identificada;
- Quais são os meios legais para provar a ilegalidade;
- As teses jurídicas aplicáveis;
- Como um advogado pode ajudar nesse processo;
Vamos também responder perguntas frequentes e mostrar os caminhos para reverter essa situação com o apoio da Reis Advocacia. Leia até o final e conheça seus direitos!
Prisão forjada gera nulidade do processo criminal?
Sim, a prisão forjada pode gerar a nulidade de todo o processo criminal, caso seja comprovado que a privação da liberdade ocorreu de maneira ilícita. A Constituição Federal, no artigo 5º, garante o devido processo legal e o direito à ampla defesa. Qualquer violação a esses princípios pode ensejar a anulação dos atos processuais.
Veja em quais hipóteses isso pode ocorrer:
- Provas obtidas por meios ilícitos, como escutas sem autorização judicial;
- Testemunhos forjados ou contraditórios;
- Falsificação de evidências ou manipulação de local de crime;
- Confissões obtidas sob coação física ou psicológica.
Essas práticas violam princípios fundamentais do processo penal, como o contraditório e a ampla defesa. E mais: podem configurar crimes como denunciação caluniosa (art. 339 do CP).
Se comprovado que o processo teve como base uma prisão forjada, a defesa pode requerer a nulidade absoluta dos atos processuais, com possível absolvição do acusado.
A prisão forjada, portanto, não apenas compromete a liberdade do indivíduo, mas também deslegitima todo o processo criminal.
É possível obter liberdade imediata em caso de prisão forjada?
Sim. Quando se comprova que houve uma prisão forjada, a Constituição garante o relaxamento da prisão por ilegalidade, conforme o artigo 5º, inciso LXV, da Constituição Federal:
“A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.”
A atuação de um advogado criminalista é essencial para:
- Impetrar habeas corpus com provas da forja;
- Reunir documentos, vídeos, testemunhos ou outras evidências que demonstrem a falsidade da acusação;
- Solicitar a oitiva de testemunhas em tempo hábil;
- Apontar as ilegalidades ocorridas durante a investigação ou instrução.
A prisão forjada, por sua natureza, pode ser revista de forma célere pelo Poder Judiciário, desde que bem fundamentada a ilegalidade do ato.
Qual a diferença entre prisão ilegal e prisão forjada?
Embora muitas vezes confundidas, há diferença clara entre prisão ilegal e prisão forjada:
- Prisão ilegal: ocorre quando há desrespeito a formalidades legais, como prisão sem mandado ou sem flagrante delito.
- Prisão forjada: é mais grave, pois envolve fraude intencional. Há um plano para incriminar alguém injustamente com falsificação de provas ou falsas acusações.
Ambas podem ser contestadas na justiça, mas a prisão forjada é ainda mais grave, pois pode gerar:
- Ações penais contra os envolvidos na fraude;
- Reparação civil por danos morais e materiais;
- Investigação por órgãos competentes.
Na prática, a prisão forjada é um tipo de prisão ilegal, mas com dolo qualificado, ou seja, há intenção clara de prejudicar.
A prisão forjada pode resultar em relaxamento imediato?
Sim. A prisão forjada pode ser relaxada de imediato, desde que a defesa consiga apresentar indícios claros de ilegalidade. Isso pode ser feito por meio de:
- Habeas corpus fundamentado;
- Representação ao juiz de garantias (quando houver);
- Pedido de revogação da prisão preventiva com base na ausência de requisitos legais.
É fundamental que o advogado demonstre:
- Inexistência de materialidade delitiva;
- Ausência de justa causa para a investigação ou prisão;
- Violação aos princípios constitucionais, como presunção de inocência;
- Fraude no processo de investigação.
Se a prisão foi feita com base em provas falsas ou depoimentos manipulados, há base para o relaxamento da prisão com urgência.
A prisão forjada pode acontecer após denúncia anônima?
Sim, e esse é um dos cenários mais perigosos. A prisão forjada pode se iniciar com uma denúncia anônima, quando usada de má-fé para incriminar alguém.
De acordo com a jurisprudência do STF, denúncias anônimas não podem fundamentar, por si só, a abertura de inquérito ou a prisão. Elas devem ser confirmadas por diligências preliminares.
Se um cidadão é preso apenas com base em denúncia anônima e sem provas concretas, temos forte indício de prisão forjada. Além disso:
- A denúncia anônima pode ter origem em vingança pessoal;
- Pode ser motivada por interesses escusos, como disputa por herança, conflitos familiares ou desentendimentos;
- Muitas vezes, essas denúncias são utilizadas como pretexto para instauração de medidas indevidas.
Nestes casos, um advogado pode requerer:
- Relaxamento da prisão;
- Trancamento do inquérito por ausência de justa causa;
- Apuração da responsabilidade daqueles que ofereceram a denúncia maliciosamente.
A reincidência impede o reconhecimento da prisão forjada?
Não. A reincidência criminal do acusado não impede o reconhecimento de uma prisão forjada. Cada processo deve ser analisado de forma autônoma.
Ainda que o acusado tenha condenações anteriores, ele não pode ser preso injustamente por um crime que não cometeu.
É muito comum que:
- A reincidência gere pré-julgamento por parte de instituições;
- O histórico criminal seja usado indevidamente como argumento para prisão preventiva;
- Haja preconceito institucional contra ex-detentos.
Por isso, é essencial uma defesa firme para mostrar que, mesmo que o réu tenha antecedentes, a prisão atual não tem fundamento legal e está baseada em forja.
A Constituição não permite presunção de culpa com base em histórico criminal. Cada fato deve ser analisado isoladamente, com base em provas reais.
Como um advogado especialista pode ajudar nesse processo?
Um advogado criminalista especializado é fundamental para reverter uma prisão forjada. Ele possui o conhecimento técnico necessário para identificar ilegalidades, reunir provas e conduzir a defesa da maneira mais estratégica possível.
Entre as ações que o advogado pode adotar, destacam-se:
- Solicitação de cópia integral do inquérito para análise;
- Verificação de vícios processuais;
- Elaboração de parecer jurídico apontando a ausência de justa causa;
- Impetração de habeas corpus com pedido liminar;
- Representação junto aos órgãos responsáveis por investigar irregularidades.
Além disso, um advogado da Reis Advocacia pode:
- Acompanhar o processo desde a fase investigativa;
- Negociar medidas alternativas à prisão;
- Garantir os direitos constitucionais do acusado;
- Representar a vítima de prisão forjada em eventual pedido de indenização por danos morais.
Nossa equipe já atuou em dezenas de casos de prisão forjada com sucesso, conquistando liberdade e reparação para nossos clientes.
A prisão forjada é uma das maiores injustiças que uma pessoa pode sofrer. Neste artigo, mostramos como identificar esse tipo de abuso, quais são os caminhos jurídicos para reverter a situação e o papel fundamental de um advogado especialista.
Na Reis Advocacia, temos ajudado inúmeras pessoas a reverter prisões forjadas, obter liberdade e receber indenizações por danos morais.
Se você ou alguém que conhece foi vítima desse tipo de injustiça, entre em contato conosco agora mesmo. Estamos prontos para lutar pelos seus direitos.
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Leia também outros artigos do nosso blog sobre prisão ilegal, denúncias falsas e defesa criminal.
Perguntas frequentes sobre o tema
1. O que é uma prisão forjada?
É aquela realizada com base em provas falsas, versões manipuladas dos fatos, depoimentos inverídicos ou motivação ilegal. Trata-se de uma prisão construída artificialmente para justificar uma imputação que não corresponde à realidade.
2. É possível ser preso apenas com base em denúncia anônima?
Não. A denúncia anônima, por si só, não autoriza a prisão. Ela deve ser previamente verificada por meio de diligências e investigações preliminares que confirmem a veracidade das informações recebidas.
3. Quais são os sinais de uma prisão forjada?
Entre os principais indícios estão a inexistência de provas concretas, contradições entre testemunhas, versões incoerentes dos fatos, denúncias maliciosas e possíveis manipulações de informações no procedimento.
4. Quanto tempo leva para relaxar uma prisão forjada?
O prazo varia conforme a complexidade do caso e a atuação do Judiciário. No entanto, quando há ilegalidade evidente, um habeas corpus bem fundamentado pode resultar na soltura em poucos dias.
5. Quem pode ser responsabilizado por uma prisão forjada?
Podem ser responsabilizados aqueles que deram causa à falsa imputação, como quem fabricou provas, apresentou acusações sabidamente falsas ou contribuiu de forma consciente para a prisão indevida.
6. É necessário contratar um advogado?
Sim. A atuação de um advogado é essencial para analisar o caso, reunir provas, elaborar pedidos técnicos e adotar as medidas jurídicas adequadas para restaurar a liberdade e os direitos do acusado.
7. Posso processar o Estado por prisão forjada?
Sim. Quando comprovado o erro ou abuso, é possível ingressar com ação de indenização por danos morais e materiais, em razão da responsabilidade objetiva do Estado por atos ilegais.
8. Qual é a diferença entre prisão ilegal e prisão forjada?
A prisão forjada envolve intenção, fraude e manipulação dos fatos. Já a prisão ilegal pode ocorrer por erro formal ou descumprimento de requisitos legais, sem necessariamente haver má-fé.
9. E se eu tiver antecedentes criminais?
A existência de antecedentes não impede a demonstração da ilegalidade ou da inocência no novo caso. Cada processo deve ser analisado de forma individual, com base nas provas específicas.
10. A Reis Advocacia atende casos em outros estados?
Sim. A Reis Advocacia atua em todo o território nacional, oferecendo atendimento online e presencial, conforme a necessidade do caso.
Leia também:
Prisão em flagrante sem provas suficientes: Entenda seus direitos! — explica quando uma prisão em flagrante pode ser considerada ilegal e como um advogado pode ajudar.
Relaxamento de Prisão: Tudo Que Você Precisa Saber! — guia sobre relaxamento de prisão, liberdade provisória e habeas corpus.
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A Prisão em flagrante: como agir nas primeiras 24h? — orientações iniciais sobre prisão em flagrante e direitos fundamentais.
Referência:
- STJ – Réu Absolvido por Flagrante Preparado (AREsp 262294)
O Superior Tribunal de Justiça reconheceu a nulidade da prisão por se tratar de flagrante preparado pela polícia.
Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203
Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.
Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).
Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.
Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.




