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Servidor Público é Indenizado por Fraude no Pedala PE

Servidor público tem vitória contra descontos indevidos do Pedala PE e banco é condenado. Veja como garantir seus direitos!

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Fraude no Pedala PE: Servidor Público Ganha Ação Judicial

A sensação de abrir o contracheque e perceber que seu salário foi reduzido por um desconto indevido é revoltante. Para muitos servidores públicos, esse tipo de surpresa infelizmente se tornou frequente nos últimos anos, especialmente por causa de fraudes envolvendo o programa Pedala PE.

Neste artigo, você vai conhecer a história de um servidor que resolveu lutar pelos seus direitos com o apoio da Reis Advocacia e saiu vitorioso. Mais do que um caso, essa é uma lição sobre justiça, direitos e o poder da ação.

Neste artigo você vai entender:

  • O que é o Pedala PE e como surgem as fraudes;
  • Como funcionam os descontos indevidos em folha de pagamento;
  • O que diz a justiça sobre empréstimos não contratados;
  • Quais as teses jurídicas utilizadas na ação;
  • Quais os direitos de quem foi prejudicado;
  • Como a Reis Advocacia pode ajudar em casos como esse.

Continue lendo e descubra como proteger seu salário e sua dignidade frente às fraudes bancárias.

Tiago EC

Contrato Inexistente e Descontos Indevidos: Entenda a Decisão no Caso Pedala PE

J. N. O, servidor público estadual, começou a perceber descontos misteriosos em sua folha de pagamento a partir de 2018. O valor, aparentemente pequeno — R$ 76,91 por mês — era lançado com a rubrica “Pedala PE”. Intrigado e incomodado, ele tentou descobrir a origem do débito. Somente em 2024, após consultar o portal PE Consig e analisar seus contracheques, descobriu que havia um empréstimo consignado registrado em seu nome — algo que ele jamais contratou.

Sem sucesso em resolver administrativamente, J. N. O buscou apoio jurídico com o escritório Reis Advocacia, que rapidamente identificou indícios claros de fraude bancária. Foi ajuizada uma Ação Declaratória de Inexistência de Débito c/c Indenização por Danos Morais e Restituição de Quantia Paga.

Na sentença, a juíza da 29ª Vara Cível do Recife foi clara:

“…não houve a comprovação da regularidade do empréstimo ora impugnado, de modo que os descontos promovidos na remuneração do autor devem ser declarados como indevidos.”

A decisão declarou nulo o contrato do Pedala PE, reconheceu a inexistência da dívida, condenou o banco a devolver em dobro os valores descontados (R$ 3.153,31) e ainda fixou indenização de R$ 5.000,00 por danos morais.

Este caso é um marco para tantos outros servidores vítimas de descontos indevidos relacionados ao programa Pedala PE.

Teses Jurídicas Aplicadas no Caso Pedala PE

O sucesso da ação contra o Pedala PE não foi por acaso. A equipe da Reis Advocacia baseou a defesa em sólidas teses jurídicas, com destaque para os seguintes fundamentos:

  1. Relação de consumo e CDC:
    O caso se enquadra no Código de Defesa do Consumidor, pois a relação entre banco e servidor é de consumo. Isso permitiu a inversão do ônus da prova, favorecendo o autor da ação.
  2. Prova impossível:
    Como o servidor alegava nunca ter contratado o serviço, seria impossível apresentar um contrato inexistente. Coube ao banco provar que o contrato existia, o que não foi feito adequadamente.
  3. Prescrição quinquenal afastada:
    O banco tentou alegar prescrição, mas a tese da continuidade do ato ilícito prevaleceu. Como os descontos continuaram até 2021, a ação ajuizada em 2024 foi considerada tempestiva.
  4. Dano moral presumido:
    A jurisprudência consolidada reconhece que descontos indevidos em folha de pagamento violam a dignidade da pessoa e ensejam dano moral.
  5. Súmulas e precedentes:
    Foram citadas a Súmula 132 do TJPE e a Súmula 479 do STJ, ambas reconhecendo a responsabilidade objetiva dos bancos por fraudes em seus sistemas.

Essas teses foram fundamentais para o êxito da ação contra o Pedala PE.

Lições e Desafios Enfrentados por Quem Sofre Descontos Indevidos no Pedala PE

A jornada de J. N. O não foi fácil. Além da dor de ver seu salário reduzido injustamente, ele enfrentou burocracias, tentativas frustradas de resolução amigável e o medo de não conseguir provar sua inocência.

Entre os principais desafios, podemos citar:

  • A dificuldade em identificar a origem do desconto “Pedala PE”;
  • A resistência das instituições financeiras em cancelar ou estornar os valores;
  • A complexidade jurídica do tema para quem não tem apoio profissional;
  • A morosidade do processo judicial.

Mas há também grandes lições:

  • Você não está sozinho: muitos servidores passam por isso.
  • Justiça é possível: com apoio jurídico certo, é possível vencer.
  • Tempo importa: identificar o problema rapidamente pode facilitar a reparação.
  • Registro é essencial: guardar contracheques e comprovações pode fazer toda a diferença.

A coragem de J. N. O abriu caminho para muitos outros servidores vítimas do Pedala PE.

Tiago CA

Caminhos Jurídicos: Como Agir em Caso de Empréstimo Fraudulento do Pedala PE

Se você identificou descontos indevidos relacionados ao Pedala PE, siga este passo a passo:

  1. Verifique seus contracheques e extratos: procure qualquer rubrica estranha.
  2. Consulte o portal PE Consig: verifique se há empréstimos ativos em seu CPF.
  3. Solicite esclarecimentos por escrito ao banco ou consignatária.
  4. Guarde toda a documentação.
  5. Procure um advogado especialista.

Na Reis Advocacia, temos um histórico sólido de vitórias em casos como este. Atuamos com rapidez e estratégia para proteger nossos clientes. Nosso escritório conta com especialistas que já lidaram com diversos casos de fraude do Pedala PE e sabem como desmontar essas armadilhas jurídicas.

Nosso trabalho começa com uma análise detalhada da situação, construção de provas e uso das teses jurídicas mais recentes para garantir o melhor resultado possível.

Não aceite passivamente os descontos do Pedala PE. A justiça está ao seu lado — e nós também.

Advogado para Ação Contra o Pedala PE

O caso do processo 0133571-93.2024.8.17.2001 mostra o quanto é essencial contar com um advogado experiente. A atuação firme e técnica do Dr. Tiago O. Reis, da Reis Advocacia, foi determinante para a vitória de J. N. O.

Durante o processo, a estratégia envolveu a impugnação do contrato falso, a comprovação da hipossuficiência do autor, a argumentação com base em súmulas dos tribunais superiores e a humanização da dor vivida pelo servidor.

Este artigo demonstrou que:

  • O Pedala PE tem sido usado indevidamente por instituições financeiras;
  • A justiça reconhece a fraude e determina indenizações;
  • A atuação jurídica correta pode reverter o prejuízo;
  • Há caminhos jurídicos disponíveis e eficazes.

A Reis Advocacia está pronta para acolher você que passa por esse tipo de injustiça. Atuamos com empatia, competência e resultados comprovados. Não permita que fraudes como a do Pedala PE continuem a afetar sua vida.

Acesse o tribunal e saiba mais sobre o processo: 0133571-93.2024.8.17.2001

Tiago FA

Perguntas Frequentes sobre o Pedala PE

  1. O que é o Pedala PE?
    É um programa estadual que foi utilizado por bancos para ofertar empréstimos consignados, mas que tem sido envolvido em diversos casos de fraude.
  2. Como saber se estou sendo descontado indevidamente pelo Pedala PE?
    Verifique sua folha de pagamento em busca da rubrica “Pedala PE” e acesse o portal PE Consig.
  3. Nunca contratei esse empréstimo. O que devo fazer?
    Reúna provas, consulte um advogado e ingresse com ação judicial.
  4. Posso receber indenização por danos morais?
    Sim. A justiça reconhece o sofrimento causado por descontos indevidos como causa de dano moral.
  5. O banco pode alegar prescrição?
    Pode, mas se os descontos forem contínuos, a contagem só começa após o fim dos descontos.
  6. A restituição dos valores é em dobro?
    Sim, conforme entendimento do STJ, o valor cobrado indevidamente deve ser devolvido em dobro.
  7. Preciso tentar resolver com o banco antes de entrar na justiça?
    Não. O acesso à justiça é livre, mesmo sem tentativa administrativa prévia.
  8. A justiça reconhece a fraude mesmo sem eu provar que não contratei?
    Sim. Cabe ao banco provar a existência do contrato.
  9. Qual o prazo para entrar com a ação?
    Até cinco anos após o fim dos descontos, em regra.
  10. Quanto tempo leva um processo desses?
    Varia, mas com provas consistentes e boa atuação jurídica, é possível obter decisões em poucos meses.

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Dr tiago Reis

Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557

Advogado há mais de 12 anos e sócio-fundador da Reis Advocacia. Pós-graduado em Direito Constitucional (2013) e Direito Processual (2017), com MBA em Gestão Empresarial e Financeira (2022). Ex-servidor público, fez a escolha consciente de deixar a carreira estatal para se dedicar integralmente à advocacia.

Com ampla experiência prática jurídica, atuou diretamente em mais de 5.242 processos, consolidando expertise em diversas áreas do Direito e oferecendo soluções jurídicas eficazes e personalizadas.

Atualmente, também atua como Autor de Artigos e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados, orientações práticas e informações confiáveis para auxiliar quem busca justiça e segurança na defesa de seus direitos.

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