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Prisão revogada de ex-sogro por Monitoramento Eletrônico!

Prisão revogada de ex-sogro após descumprir medida protetiva e uso de tornozeleira eletrônica. Entenda os detalhes e como agir.

prisão revogada de ex-sogro
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Justiça revoga prisão preventiva com imposição de tornozeleira: prisão revogada de ex-sogro

A prisão revogada de ex-sogro acusado de descumprir medidas protetivas representa um marco em decisões judiciais no contexto da Lei Maria da Penha. O caso emblemático analisado neste artigo é real e foi conduzido pela Reis Advocacia, cuja atuação firme e estratégica permitiu a revogação da prisão preventiva, substituída por monitoração eletrônica.

Neste artigo, você vai entender:

  • Os fundamentos jurídicos que permitiram a revogação;
  • Como a tornozeleira eletrônica foi aplicada como medida substitutiva;
  • A importância da atuação jurídica qualificada;
  • Lições que podem ser aprendidas com esse tipo de caso;
  • Como proceder juridicamente em situações semelhantes.

Mais do que um simples caso de violência doméstica, trata-se de uma análise sobre os limites da prisão preventiva, os direitos de defesa e a proteção das vítimas. A história mostra como o uso do Direito com estratégia e responsabilidade pode transformar realidades.

jorge EC

Fundamentos legais da prisão revogada de ex-sogro

A prisão revogada de ex-sogro tem como base jurídica os princípios da intervenção mínima, proporcionalidade e necessidade, todos previstos no Código de Processo Penal (CPP) e amparados pela Constituição Federal.

De acordo com a decisão da 1ª Vara de Medidas Protetivas de Urgência do TJPE, a prisão preventiva de J.C.M., decretada após sucessivos descumprimentos de medidas protetivas, foi revogada e substituída pela monitoração eletrônica conforme o art. 319, IX do CPP:

“A substituição da prisão preventiva pela monitoração eletrônica, cumulada com a manutenção e reforço das medidas protetivas de urgência, atende aos princípios da intervenção mínima e da proporcionalidade…” (Processo nº 0093785-42.2024.8.17.2001)【5†Revogação da Preventiva-Juscelino..pdf†L2-L4】

A atuação de nossa equipe jurídica foi determinante para demonstrar que, mesmo diante da gravidade dos fatos, existiam alternativas menos gravosas à segregação cautelar. Destacamos que a prisão revogada de ex-sogro não representa impunidade, mas sim uma reavaliação da adequação da prisão frente à realidade do processo e às garantias constitucionais.

A decisão reconhece ainda que o uso anterior da tornozeleira eletrônica foi ineficaz não pela medida em si, mas pelo comportamento do réu em se esquivar das intimações, o que não impedia sua reaplicação com fiscalização mais rígida.

 

Lições jurídicas e humanas sobre a prisão revogada de ex-sogro

A prisão revogada de ex-sogro carrega consigo importantes lições para operadores do Direito, vítimas, familiares e a sociedade. Em primeiro lugar, revela o quanto é essencial que o Judiciário considere não apenas os atos processuais, mas também a complexidade emocional envolvida em relações familiares deterioradas.

O caso trata de um ex-sogro que usava as próprias filhas como instrumentos de pressão psicológica contra a mãe das crianças, sua ex-nora, com o objetivo de impedir sua mudança para o exterior – algo já autorizado judicialmente. O uso das crianças como meio de controle emocional foi duramente criticado pelo Juízo:

“…reiterados descumprimentos das medidas protetivas de urgência, inclusive com instrumentalização das filhas menores como meio de pressão e controle…” (Processo nº 0093785-42.2024.8.17.2001)【5†Revogação da Preventiva-Juscelino..pdf†L2-L3】

Mesmo assim, a defesa conseguiu mostrar que a prisão revogada de ex-sogro seria mais efetiva caso fosse substituída por monitoração eletrônica, já que a privação de liberdade, em si, não havia impedido tentativas anteriores de contato indireto. Foi necessário redirecionar a estratégia para uma medida menos invasiva, mas igualmente eficaz.

Outro ponto de destaque é a importância do cumprimento rigoroso das condições impostas: o distanciamento da vítima e das menores, a atualização de endereço, o comparecimento ao CEMEP e a manutenção da tornozeleira eletrônica.

jorge FA

Como agir legalmente em casos de descumprimento de medida protetiva

A prisão revogada de ex-sogro serve como alerta e aprendizado para aqueles que enfrentam situações de descumprimento de medidas protetivas. Seja você vítima ou acusado injustamente, o primeiro passo é procurar auxílio jurídico qualificado.

A legislação brasileira, especialmente a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), prevê diversas formas de proteção à mulher em situação de violência, incluindo medidas como:

  • Proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • Suspensão de visitas aos filhos menores;
  • Proibição de frequentar determinados lugares;
  • Afastamento do lar.

Se essas medidas são descumpridas, o juiz pode determinar a prisão preventiva. No entanto, como mostra o caso da prisão revogada de ex-sogro, essa prisão deve ser avaliada com cautela e só mantida se for absolutamente necessária. Existem alternativas como:

  • Monitoração eletrônica (tornozeleira);
  • Fiança;
  • Comparecimento periódico em juízo;
  • Proibição de ausentar-se da comarca.

A atuação jurídica eficaz pode reverter quadros injustos, como o de prisões desnecessárias, ao mesmo tempo em que garante a proteção da vítima.

A Reis Advocacia tem longa experiência em casos envolvendo violência doméstica, guarda de filhos, pensão alimentícia e medidas protetivas. Atuamos com agilidade e sensibilidade, respeitando a dor das vítimas e os direitos dos acusados.

Advogado especialista em violência doméstica: prisão revogada de ex-sogro

A prisão revogada de ex-sogro é um exemplo claro de como a atuação de um advogado especializado pode mudar o rumo de um processo. O escritório Reis Advocacia, agiu com estratégia, conhecimento técnico e empatia.

Este caso mostrou que:

  • Prisões preventivas devem ser medidas excepcionais;
  • A monitoração eletrônica pode ser eficaz com fiscalização adequada;
  • A atuação jurídica qualificada muda destinos.

Se você enfrenta ou conhece alguém passando por uma situação parecida, entre em contato com nossa equipe. Estamos preparados para oferecer a melhor estratégia jurídica e proteger seus direitos.

Acesse o tribunal e saiba mais sobre o processo: Processo nº 0093785-42.2024.8.17.2001

jorge EC

Perguntas Frequentes sobre prisão preventiva e medidas protetivas assim como o caso da prisão revogada de ex-sogro

  1. O que significa prisão preventiva?
    Medida cautelar para garantir a ordem pública, evitar fuga do réu ou proteger a vítima enquanto o processo está em curso.
  2. Quando pode ser revogada a prisão preventiva?
    Quando houver outra medida menos gravosa que garanta os mesmos objetivos da prisão.
  3. O que é monitoração eletrônica?
    Uso de tornozeleira que permite ao Judiciário acompanhar a localização do acusado e evitar que ele se aproxime da vítima.
  4. A tornozeleira é eficaz em casos de violência doméstica?
    Sim, especialmente com fiscalização adequada e restrição de áreas de circulação.
  5. Quem pode pedir a revogação da prisão?
    O advogado de defesa do acusado pode protocolar esse pedido fundamentado na lei.
  6. Quais as condições impostas com a tornozeleira?
    Distanciamento mínimo da vítima, comparecimento a órgãos oficiais e manutenção do equipamento funcionando.
  7. A vítima é informada da liberação do acusado?
    Sim, o Judiciário deve notificá-la para garantir medidas preventivas de segurança.
  8. E se o acusado descumprir as condições?
    A prisão preventiva pode ser decretada novamente, além da aplicação de outras sanções.
  9. O que a vítima pode fazer se o acusado se aproximar?
    Deve registrar imediatamente o fato junto à Delegacia da Mulher ou ao Ministério Público.
  10. Como um advogado pode ajudar?
    Garantindo que os direitos sejam respeitados, seja na proteção da vítima ou na defesa do acusado.

 

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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