O réu primário acusado de agressão costuma enfrentar uma sequência de dúvidas que surgem quase ao mesmo tempo: “vou ficar preso?”, “posso responder ao processo em liberdade?”, “a primariedade reduz a pena?”, “uma acusação é suficiente para me condenar?” e, principalmente, “o que devo fazer agora para não piorar minha situação?”. Essas preocupações são compreensíveis. Uma ocorrência envolvendo agressão pode desencadear investigação policial, prisão em flagrante, audiência de custódia, imposição de medidas cautelares, processo criminal e, conforme as circunstâncias, medidas protetivas de urgência. Ao mesmo tempo, nem toda discussão com contato físico possui a mesma gravidade jurídica, assim como nem toda acusação corresponde exatamente ao que aconteceu. Neste artigo, você entenderá, entre outros pontos: o que significa ser primário para o Direito Penal; quais consequências a primariedade pode produzir; quando uma pessoa acusada de agressão pode responder em liberdade; em quais situações pode ser determinada prisão preventiva; quando a monitoração eletrônica pode ser aplicada; como agir diante de uma acusação falsa ou exagerada; quais provas podem ser importantes para a defesa; como legítima defesa, ausência de dolo e insuficiência probatória podem interferir no processo; quais particularidades existem quando o fato ocorre em contexto de violência doméstica; como a defesa criminal […]