Blog

6 passos para ser solto da prisão preventiva (2026)

Descubra como sair da prisão preventiva com estratégias jurídicas eficazes. Entenda seus direitos e os 6 passos essenciais.

6 passos para ser solto na prisão preventiva
Publicado em: | Atualizado em:

O que caracteriza a prisão preventiva?

A prisão preventiva é uma das medidas mais severas dentro do processo penal brasileiro. Diferente da pena, ela não é uma condenação, mas sim uma medida cautelar que pode ser aplicada antes do julgamento.

Quando falamos em a prisão preventiva, estamos tratando de uma restrição de liberdade que ocorre durante a investigação ou o processo criminal, com o objetivo de garantir a ordem pública, a instrução processual ou a aplicação da lei penal.

Mas aqui está o ponto crucial: muitas pessoas permanecem presas preventivamente sem sequer saber se isso é realmente legal ou necessário.

Se você ou alguém próximo está enfrentando essa situação, é natural surgir medo, angústia e sensação de injustiça. Afinal, estar privado de liberdade sem condenação pode ser extremamente impactante.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que realmente caracteriza a prisão preventiva
  • Quando ela pode ser considerada ilegal
  • Como é possível conquistar a liberdade
  • Quais são os caminhos jurídicos mais eficazes
  • E os 6 passos fundamentais para sair dessa situação

A boa notícia é que existem diversas estratégias legais que podem ser utilizadas para reverter a prisão preventiva. E conhecer essas possibilidades pode ser o primeiro passo para recuperar a liberdade.

jorge EC

O acusado pode ser solto da prisão preventiva?

Sim, é plenamente possível ser solto durante a prisão preventiva, e isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam.

A ideia de que a prisão preventiva é definitiva está completamente equivocada. Na verdade, ela deve ser sempre excepcional e temporária.

Quando a liberdade pode ser concedida?

A soltura pode ocorrer em diversas situações, como:

  • Quando não estão presentes os requisitos legais
  • Quando há excesso de prazo
  • Quando surgem novas provas favoráveis
  • Quando medidas cautelares alternativas são suficientes

Ou seja, o sistema jurídico brasileiro não admite que alguém permaneça preso preventivamente sem justificativa concreta.

Princípio da presunção de inocência

Um dos pilares do direito penal é a presunção de inocência. Isso significa que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado. Prisão preventiva: 5 momentos em que o acusado pode ser solto

Portanto, a prisão preventiva deve ser aplicada com extrema cautela.

Substituição por medidas cautelares

A lei prevê alternativas como:

  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de contato com determinadas pessoas
  • Comparecimento periódico em juízo
  • Recolhimento domiciliar

Essas medidas são menos gravosas e muitas vezes suficientes.

O erro mais comum

Muitas famílias acreditam que nada pode ser feito e acabam não buscando ajuda jurídica imediata. Esse é um erro grave.

Quanto mais rápido for feito o pedido de revogação de a prisão preventiva, maiores são as chances de sucesso.

O que a lei diz sobre isso?

Para compreender profundamente a prisão preventiva, é essencial analisar o que diz a legislação brasileira.

Base legal

A prisão preventiva está prevista no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP), que estabelece os requisitos para sua decretação:

  • Garantia da ordem pública
  • Garantia da ordem econômica
  • Conveniência da instrução criminal
  • Assegurar a aplicação da lei penal

Requisitos cumulativos

Não basta apenas alegar um desses fundamentos. O juiz precisa demonstrar:

  • Prova da existência do crime
  • Indícios suficientes de autoria
  • Perigo concreto na liberdade do acusado

Sem esses elementos, a prisão preventiva é ilegal.

Artigo 316 do CPP

Esse artigo determina que a prisão preventiva deve ser revisada a cada 90 dias. Caso contrário, pode se tornar ilegal.

Teses jurídicas aplicáveis

Diversas teses podem ser utilizadas para contestar a prisão preventiva, como:

  • Falta de fundamentação concreta
  • Decisão genérica
  • Ausência de contemporaneidade
  • Medidas alternativas suficientes

Entendimento dos tribunais

O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça têm reforçado que a prisão preventiva não pode ser automática.

Cada caso deve ser analisado individualmente.

6 passos para ser solto da prisão preventiva

Se você busca sair de a prisão preventiva, existem estratégias jurídicas claras que aumentam significativamente as chances de sucesso.

  1. Análise detalhada do processo

O primeiro passo é entender:

  • Por que a prisão foi decretada
  • Quais fundamentos foram utilizados
  • Se há ilegalidades

Sem essa análise, qualquer pedido será frágil.

  1. Identificação de ilegalidades

Aqui entram pontos como:

  • Falta de fundamentação
  • Excesso de prazo
  • Ausência de requisitos legais

Muitas decisões são anuladas por esses motivos.

  1. Pedido de revogação da prisão preventiva

Esse é o caminho inicial. O advogado apresenta ao juiz argumentos demonstrando que a prisão preventiva não é mais necessária.

  1. Pedido de liberdade provisória

Mesmo sem revogar totalmente, é possível pedir:

  • Liberdade com medidas cautelares
  • Substituição da prisão
  1. Habeas corpus

Se o pedido for negado, o habeas corpus pode ser utilizado em tribunais superiores.

jorge FA

É uma ferramenta extremamente eficaz contra ilegalidades.

  1. Produção de provas favoráveis

Documentos, testemunhos e comprovações de:

  • Residência fixa
  • Trabalho lícito
  • Bons antecedentes

fortalecem o pedido de soltura.

Esses passos, quando bem executados, aumentam significativamente as chances de revogar a prisão preventiva.

De que forma um advogado especialista pode ajudar?

A atuação de um advogado criminalista é decisiva em casos envolvendo a prisão preventiva.

Análise técnica do caso

O advogado irá:

  • Examinar o processo
  • Identificar falhas
  • Construir estratégias

Elaboração de teses jurídicas

Entre as principais:

  • Falta de requisitos legais
  • Violação de direitos fundamentais
  • Medidas cautelares suficientes

Atuação rápida

No direito penal, o tempo é crucial. Um advogado experiente age rapidamente para tentar revogar a prisão preventiva.

Defesa em tribunais

Caso necessário, o profissional atuará em:

  • Tribunal de Justiça
  • STJ
  • STF

Segurança jurídica

Sem orientação adequada, há risco de:

  • Permanecer preso injustamente
  • Perder oportunidades de defesa

Por isso, contar com um especialista não é apenas recomendado — é essencial.

Saiba seus direitos

A prisão preventiva é uma medida extrema que não pode ser utilizada de forma automática ou abusiva. Como vimos, existem diversos caminhos legais para conquistar a liberdade, desde pedidos simples até medidas mais complexas como o habeas corpus.

Ao longo deste artigo, mostramos:

  • O que caracteriza a prisão preventiva
  • Quando ela pode ser contestada
  • Os principais fundamentos legais
  • E os 6 passos essenciais para sair dessa situação

Na Reis Advocacia, temos experiência em atuar em casos envolvendo prisão preventiva, ajudando clientes a recuperarem sua liberdade com estratégias jurídicas sólidas e eficazes.

Se você ou alguém próximo está passando por isso, não espere.

Entre em contato agora com um de nossos advogados especialistas.
Nossa equipe está pronta para analisar seu caso e buscar a melhor solução.

E aproveite para explorar outros conteúdos do nosso blog e fortalecer ainda mais seu conhecimento jurídico.

jorge EC

Perguntas Frequentes sobre o tema

  1. A prisão preventiva pode ser revogada a qualquer momento?

Sim, desde que não existam mais os requisitos legais.

  1. É possível responder em liberdade mesmo após prisão preventiva?

Sim, principalmente com medidas cautelares.

  1. O que é excesso de prazo?

Quando o processo demora além do razoável.

  1. Toda prisão preventiva é legal?

Não, muitas são consideradas abusivas.

  1. O que fazer primeiro?

Procurar um advogado imediatamente.

  1. O juiz pode decretar sem provas?

Não, é necessário indícios mínimos.

  1. A defesa pode pedir liberdade mais de uma vez?

Sim, sempre que houver novos fundamentos.

  1. Quanto custa um habeas corpus?

Depende do caso e do profissional.

  1. A família pode ajudar?

Sim, reunindo documentos e provas.

  1. Vale a pena recorrer?

Sim, principalmente em decisões injustas.

Leia também:

  1. Prisão Preventiva: Entenda sua Finalidade e Procedimentos
    Publicado originalmente em 23/06/2023 e atualizado em 26/06/2025. Explica o que é a prisão preventiva, seus requisitos legais, efeitos e formas de revogação.

  2. Diferença Entre Flagrante e Prisão Preventiva na Lei Penal
    Publicado em 09/10/2024. Analisa as distinções entre prisão em flagrante e prisão preventiva, detalhando fundamentos legais, procedimentos e implicações processuais.

  3. Revogação da Prisão Preventiva: Motivos e Como Proceder
    Publicado em 24/09/2024. Aborda os motivos que podem levar à revogação da prisão preventiva, direitos do detido e como preparar uma petição eficaz e fundamentada.

  4. Prisão Preventiva Revogada: Habeas Corpus comentado no TJDFT
    Publicado em 22/08/2025 (“last week” da data atual), esse artigo comenta um caso concreto no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, em que a prisão preventiva foi revogada com base na ausência dos requisitos legais, apontando lições para réus primários e o uso de medidas cautelares alternativas.

  5. Revogação de prisão: Saiba como funciona em casos de roubo
    Publicado em 09/07/2025. Especificamente voltado para casos de roubo, explica como funciona a revogação da prisão, os fundamentos legais, a estratégia de defesa e os passos para solicitar a revogação com base no art. 316 do CPP e princípios constitucionais.

Referências:

  1. TJDFT: Ausência de contemporaneidade dos fatos no momento da decretação da prisão preventiva
    Julgado reforça que os fatos que justificam a prisão devem ser atuais e concretos, conforme §2º do art. 312 do CPP, incluído pela Lei 13.964/2019.

  2. TJPE: Informativo de Jurisprudência – Prisão preventiva não pode ser decretada de ofício
    Após o Pacote Anticrime, o juiz não pode mais decretar prisão preventiva sem pedido do MP, da autoridade policial ou do querelante.

Gostou? Avalie nosso Artigo!
DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

Escreva seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *