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Penhora: O que é, de imóvel, bens, veículo e faturamento

Saiba quais são os bens penhoráveis e impenhoráveis e como consultar a situação de um bem.

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Penhora: O que é

A penhora uma das dúvidas mais comuns de quem está enfrentando um processo judicial, especialmente em ações de cobrança ou execução. E entender esse conceito pode ser a diferença entre proteger seu patrimônio ou sofrer perdas significativas.

Imagine a seguinte situação: você é surpreendido com a notícia de que seus bens podem ser bloqueados ou apreendidos para pagar uma dívida. O desespero é imediato. Mas será que isso pode acontecer com qualquer bem? Existe limite? Há como se defender?

A penhora é um instrumento legal utilizado pelo Poder Judiciário para garantir que uma dívida seja paga. No entanto, ela segue regras específicas e não pode ser feita de forma arbitrária.

Ao longo deste artigo, você vai entender:

  • O que é penhora e quando ela acontece
  • Quais bens podem ser penhorados
  • Como funciona a penhora de imóvel, veículo e outros bens
  • O que diz a lei sobre penhora de faturamento
  • Quais são as principais teses jurídicas de defesa

Se você quer proteger seu patrimônio e agir com segurança jurídica, continue a leitura — este guia foi feito para você.

Penhora de imóvel

A penhora se torna ainda mais sensível quando envolve um imóvel, pois estamos falando, muitas vezes, da própria residência da pessoa.

Imóvel pode ser penhorado?

Em regra, sim. No entanto, existe uma importante proteção legal: o bem de família.

A Lei nº 8.009/90 estabelece que o imóvel utilizado como residência da família é impenhorável, ou seja, não pode ser tomado para pagamento de dívidas.

Exceções à impenhorabilidade

Existem situações em que o imóvel pode ser penhorado, mesmo sendo residência:

  • Dívidas de financiamento do próprio imóvel
  • Pensão alimentícia
  • Impostos relacionados ao imóvel (IPTU)
  • Dívidas condominiais

Teses jurídicas aplicáveis

  • Princípio da dignidade da pessoa humana
  • Direito à moradia
  • Função social da propriedade

Essas teses são frequentemente utilizadas para impedir a penhora indevida.

Atenção

Muitos devedores só descobrem a penhora quando já é tarde. Por isso, o acompanhamento jurídico é essencial para evitar surpresas.

E além dos imóveis, outros bens também podem ser atingidos — como veremos a seguir.

Penhora de bens

Quando falamos em penhora, é fundamental compreender quais bens podem ser atingidos pela Justiça.

Ordem de preferência da penhora

O Código de Processo Civil (art. 835) estabelece uma ordem:

  1. Dinheiro (em conta bancária)
  2. Títulos financeiros
  3. Veículos
  4. Imóveis
  5. Outros bens

Bens que NÃO podem ser penhorados

A lei protege alguns bens essenciais:

  • Salários e aposentadorias
  • Ferramentas de trabalho
  • Pequenas propriedades rurais
  • Itens indispensáveis à vida

Bloqueio de contas

Um dos meios mais comuns é o bloqueio via sistema SISBAJUD, que pode atingir valores diretamente na conta bancária.

Teses de defesa

  • Impenhorabilidade de verba alimentar
  • Excesso de execução
  • Substituição da penhora
  • Menor onerosidade ao devedor

Essas estratégias podem ser decisivas para reduzir ou até anular a penhora.

Mas e quando o bem penhorado é um veículo? É o que veremos agora.

Penhora de veículo

A penhora também se aplica a veículos, sendo uma das formas mais comuns de satisfação de dívida.

Veículo pode ser penhorado?

Sim, especialmente quando não há dinheiro disponível para quitar a dívida.

O veículo pode ser:

  • Localizado
  • Avaliado
  • Apreendido
  • Levado a leilão

Existe proteção?

Em alguns casos, sim. Por exemplo:

  • Veículo utilizado para trabalho (motorista, entregador)
  • Situações em que a penhora compromete a subsistência

Jurisprudência favorável

Os tribunais têm reconhecido a impenhorabilidade quando o veículo é essencial para o sustento do devedor.

Teses jurídicas

  • Princípio da menor onerosidade
  • Função social do bem
  • Proteção ao trabalho

Se bem aplicada, a defesa pode evitar a perda do veículo.

E quando não há bens suficientes? A Justiça pode ir além — alcançando o faturamento da empresa.

Penhora e faturamento

A penhora ganha um nível mais complexo quando envolve empresas e seu faturamento.

O que é penhora de faturamento?

É a possibilidade de o juiz determinar que parte da receita da empresa seja destinada ao pagamento da dívida.

Quando isso acontece?

  • Quando não há outros bens disponíveis
  • Quando os bens são insuficientes
  • Quando há indícios de ocultação patrimonial

Limites legais

A penhora de faturamento deve respeitar:

  • Percentual razoável (geralmente entre 5% e 30%)
  • Continuidade da atividade empresarial

Teses jurídicas importantes

  • Preservação da empresa
  • Função social da atividade econômica
  • Princípio da menor onerosidade

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que a penhora não pode inviabilizar o funcionamento da empresa.

Estratégias de defesa

  • Comprovar impacto financeiro
  • Solicitar redução do percentual
  • Propor outras garantias

Com a atuação correta, é possível equilibrar o pagamento da dívida sem comprometer o negócio.

Procedimentos e soluções jurídicas

A penhora deve ser enfrentada com estratégia e conhecimento jurídico.

O que fazer ao sofrer uma penhora?

  1. Procurar um advogado imediatamente
  2. Analisar a legalidade da penhora
  3. Verificar bens impenhoráveis
  4. Apresentar defesa ou impugnação
  5. Negociar alternativas

Como podemos ajudar?

Na Reis Advocacia, atuamos com foco em:

  • Proteção patrimonial
  • Defesa em execuções judiciais
  • Redução de prejuízos
  • Estratégias jurídicas eficazes

Cada caso é analisado de forma personalizada, buscando sempre a melhor solução.

A penhora vai muito além de um simples bloqueio de bens — trata-se de um procedimento jurídico que pode impactar profundamente sua vida financeira.

Neste artigo, você aprendeu:

  • O conceito de penhora
  • Como funciona a penhora de imóvel, bens e veículos
  • O que é penhora de faturamento
  • Quais são seus direitos e formas de defesa

Aqui na Reis Advocacia, já ajudamos inúmeros clientes a protegerem seus bens e enfrentarem execuções com segurança jurídica.

Se você está passando por uma situação de penhora, não espere o problema crescer.

Nossa equipe está pronta para te orientar e buscar a melhor solução para o seu caso.E continue acompanhando nosso blog para aprender mais sobre seus direitos.

A penhora é um dos instrumentos mais relevantes dentro do processo de execução no Direito brasileiro, sendo essencial para garantir que decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas. Em termos práticos, quando uma dívida não é paga de forma voluntária, o Poder Judiciário pode intervir para assegurar que o credor receba aquilo que lhe é devido.

Nesse cenário, a penhora surge como uma medida legal que permite a constrição de bens ou valores do devedor, funcionando como uma garantia concreta de pagamento. Sem esse mecanismo, muitas decisões judiciais poderiam se tornar ineficazes, enfraquecendo a própria credibilidade do sistema jurídico.

Na prática, a penhora pode atingir diferentes tipos de patrimônio, como:

  • Valores disponíveis em contas bancárias;
  • Imóveis (casas, apartamentos, terrenos);
  • Veículos;
  • Equipamentos;
  • Direitos patrimoniais, como participações societárias.

Por isso, compreender a penhora é fundamental tanto para quem busca receber um crédito quanto para quem está sendo cobrado judicialmente.

Ao longo deste guia completo, você vai entender:

  • O que é a penhora e qual sua finalidade jurídica;
  • Como funciona o procedimento na Justiça;
  • Quais bens podem ser atingidos;
  • Quais bens são protegidos por lei;
  • Como contestar medidas indevidas;
  • Como um advogado pode atuar estrategicamente nesses casos.

De forma técnica, a penhora é um ato judicial que recai sobre bens do devedor dentro de um processo de execução, com o objetivo de assegurar o pagamento de uma obrigação. Ela ocorre, via de regra, após o devedor ser citado e não cumprir voluntariamente a dívida.

Nesse contexto, o juiz pode determinar a constrição patrimonial como forma de garantir que o credor não fique desamparado. Trata-se, portanto, de uma medida que transforma o patrimônio do devedor em garantia do processo. Prevista no Código de Processo Civil, especialmente nos dispositivos que tratam da execução de títulos judiciais e extrajudiciais, a penhora possui como principal finalidade assegurar a efetividade da tutela jurisdicional.

Entre as situações mais comuns em que a penhora pode ocorrer, destacam-se:

  • Execução de dívidas civis;
  • Execuções fiscais promovidas pelo poder público;
  • Execuções trabalhistas;
  • Cobrança de pensão alimentícia;
  • Execução de contratos inadimplidos.

Dessa forma, a penhora atua como um verdadeiro instrumento de equilíbrio entre dois interesses fundamentais: de um lado, o direito do credor de receber o que lhe é devido; de outro, a necessidade de preservar a dignidade e o mínimo existencial do devedor, conforme os princípios constitucionais aplicáveis.

Tiago NT

Como funciona o procedimento?

O procedimento ocorre dentro de um processo judicial de execução. Em regra, ele começa quando o credor ingressa com uma ação pedindo o pagamento da dívida. Após a análise do caso, o juiz determina que o devedor seja citado para pagar o valor devido. Caso o pagamento não ocorra no prazo legal, inicia-se a fase de execução propriamente dita, podendo ser determinada a penhora.

O processo geralmente segue as seguintes etapas:

  1. Ingresso da ação de execução

O credor apresenta ao Judiciário um título que comprova a existência da dívida.

Esse título pode ser, por exemplo:

  • contrato
  • cheque
  • nota promissória
  • sentença judicial
  1. Citação do devedor

O devedor é formalmente informado sobre o processo e recebe prazo para pagar a dívida.

  1. Não pagamento da dívida

Se o pagamento não ocorrer, o juiz pode determinar.

  1. Identificação dos bens

A Justiça identifica quais bens pertencem ao devedor e podem ser penhorados.

Hoje em dia, existem sistemas eletrônicos que facilitam esse processo, como:

  • bloqueio de contas bancárias
  • consulta de veículos
  • consulta de imóveis
  1. Realização

Pode ocorrer por meio de bloqueio bancário ou por apreensão de bens.

  1. Avaliação dos bens

Os bens penhorados são avaliados para determinar seu valor de mercado.

  1. Leilão judicial

Caso a dívida não seja paga, os bens penhorados podem ser vendidos em leilão para quitar a obrigação. Esse é o procedimento básico dentro de um processo de execução.

 

Quais bens podem sofrer?

Quando uma dívida não é paga e o processo judicial avança, a Justiça pode buscar diferentes formas de garantir o cumprimento da obrigação. Nesse contexto, diversos bens do devedor podem ser atingidos, desde que respeitados os critérios legais e a proporcionalidade da medida.

O objetivo principal é localizar patrimônio suficiente para satisfazer a dívida, priorizando, inclusive, meios menos gravosos ao devedor, conforme determina o artigo 805 do Código de Processo Civil.

Entre os bens mais comumente atingidos, destacam-se:

  • Dinheiro em conta bancária: trata-se da forma mais rápida e eficaz, sendo o primeiro alvo em muitos processos, por meio de sistemas eletrônicos de bloqueio judicial;
  • Imóveis: casas, apartamentos, terrenos e outros bens imobiliários podem ser alcançados, desde que não estejam protegidos pelas regras do bem de família;
  • Veículos: carros, motos e caminhões são frequentemente utilizados para garantir dívidas, podendo inclusive ser levados a leilão;
  • Equipamentos e máquinas: no caso de empresas, bens utilizados na atividade econômica podem ser atingidos, desde que não inviabilizem completamente a atividade;
  • Direitos patrimoniais: quotas societárias, aplicações financeiras e outros direitos econômicos também podem ser utilizados para garantir o pagamento.

Apesar dessa ampla possibilidade, é importante destacar que a legislação não permite que o devedor seja colocado em situação de extrema vulnerabilidade. Isso porque existem limites claros que visam preservar o chamado “mínimo existencial”.

Bens que não podem sofrer restrição judicial

Embora o ordenamento jurídico brasileiro permita a adoção de medidas para garantir o pagamento de dívidas, ele também estabelece limites claros para evitar abusos e proteger a dignidade da pessoa humana princípio fundamental previsto na Constituição Federal.

Nesse contexto, a penhora não pode atingir indiscriminadamente todo o patrimônio do devedor. O Código de Processo Civil, especialmente em seu artigo 833, define uma série de bens considerados impenhoráveis, justamente para assegurar que o indivíduo mantenha condições mínimas de sobrevivência e continuidade de sua vida profissional e familiar.

Essa proteção legal não é um privilégio, mas sim uma garantia essencial de equilíbrio entre o direito do credor de receber e o direito do devedor de não ser colocado em situação de vulnerabilidade extrema.

Entre os principais bens protegidos pela legislação, destacam-se:

  • Salários e remunerações: via de regra, são imunes à constrição judicial, pois possuem natureza alimentar e garantem a subsistência do devedor e de sua família;
  • Aposentadorias e pensões: benefícios previdenciários também são resguardados, justamente por terem caráter alimentar e social;
  • Bens essenciais da residência: itens indispensáveis à vida digna, como cama, fogão e geladeira, não podem ser retirados, pois são considerados essenciais à moradia;
  • Ferramentas de trabalho: instrumentos utilizados para o exercício da profissão são protegidos, uma vez que garantem a geração de renda e a própria subsistência do devedor;
  • Pequena propriedade rural: quando utilizada para a subsistência familiar, também recebe proteção legal, em respeito à função social da propriedade.

Essas limitações demonstram que a penhora deve sempre observar critérios de razoabilidade e proporcionalidade, evitando excessos e respeitando direitos fundamentais.

Na prática, isso significa que nem toda medida judicial é automaticamente válida sendo possível questionar situações em que esses limites não são respeitados. Por isso, conhecer essas garantias é o primeiro passo para proteger seu patrimônio e agir de forma estratégica diante de um processo judicial.

Tiago CA

Como contestar uma medida indevida

Nem toda medida adotada dentro de um processo é, necessariamente, correta ou legal. Existem diversas situações em que o devedor pode e deve questionar judicialmente eventuais excessos ou ilegalidades.

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando:

  • O bem atingido é protegido por lei;
  • O valor bloqueado é superior ao necessário;
  • A dívida já foi quitada total ou parcialmente;
  • Houve erro na identificação do bem ou do titular.

Nesses casos, é possível apresentar uma impugnação, que é o instrumento jurídico adequado para solicitar a revisão da medida pelo juiz.

O procedimento costuma envolver:

  • Análise detalhada da situação jurídica;
  • Reunião e apresentação de provas;
  • Manifestação da parte contrária;
  • Decisão judicial reavaliando o caso.

Se for constatada alguma irregularidade, o juiz poderá determinar a liberação do bem ou a adequação da medida aplicada. Por isso, agir com rapidez e contar com orientação jurídica especializada é essencial para evitar prejuízos maiores e garantir que seus direitos sejam plenamente respeitados.

 

Como um advogado pode ajudar nesses casos

Enfrentar um processo judicial que envolve cobranças, bloqueios ou riscos ao patrimônio pode ser uma experiência extremamente desgastante e, muitas vezes, confusa para quem não tem familiaridade com o Direito. É nesse cenário que a atuação de um advogado se torna não apenas importante, mas verdadeiramente estratégica.

O advogado é o profissional capacitado para interpretar corretamente o processo, identificar possíveis abusos e կիրառar as melhores soluções jurídicas, seja na defesa do credor que busca receber seu crédito, ou do devedor, que precisa proteger seus direitos e seu patrimônio.

Entre as principais formas de atuação, destacam-se:

  • Análise detalhada do processo de execução: identificação de falhas, irregularidades ou oportunidades de defesa;
  • Verificação da legalidade dos atos praticados: garantindo que todas as medidas respeitem a legislação vigente;
  • Apresentação de impugnações e defesas técnicas: utilizando instrumentos jurídicos adequados para contestar excessos ou ilegalidades;
  • Negociação estratégica da dívida: muitas vezes, é possível reduzir valores, parcelar ou até obter condições mais vantajosas;
  • Proteção do patrimônio do cliente: atuação preventiva e corretiva para evitar perdas desnecessárias ou indevidas.

Além disso, uma assessoria jurídica bem conduzida pode transformar completamente o rumo do processo. Em muitos casos, uma análise técnica aprofundada permite identificar alternativas legais que reduzem impactos financeiros, suspendem medidas mais gravosas e conduzem a uma solução mais rápida e eficiente.

Contar com um advogado experiente não é apenas uma formalidade é uma decisão que pode representar economia, segurança e tranquilidade em um momento delicado.

 

Como podemos ajudar você em situações de penhora

Enfrentar uma situação que envolve restrição de bens ou cobrança judicial pode gerar insegurança, medo e até mesmo prejuízos financeiros significativos quando não há uma orientação adequada. É justamente nesse momento que contar com um escritório especializado faz toda a diferença.

Na Reis Advocacia, atuamos de forma estratégica e personalizada em demandas que envolvem execução de dívidas e defesa patrimonial, sempre com foco em proteger os interesses do cliente e buscar a melhor solução jurídica possível. Ao longo dos anos, já auxiliamos clientes em diferentes cenários desde aqueles que precisam recuperar valores devidos até aqueles que buscam evitar perdas injustas ou excessivas em seus bens.

Nossa atuação envolve:

  • Análise detalhada do processo: examinamos cada etapa para identificar falhas, oportunidades de defesa e possíveis abusos;
  • Identificação de irregularidades: verificamos excessos, ilegalidades ou medidas que não respeitam os limites legais;
  • Defesa jurídica estratégica: elaboramos teses sólidas com base na legislação, doutrina e jurisprudência para proteger seus direitos;
  • Acompanhamento completo da execução: atuamos de forma contínua, garantindo que todas as fases do processo sejam conduzidas com segurança e eficiência.

Sabemos que cada caso possui suas particularidades, por isso adotamos uma abordagem individualizada, analisando profundamente a situação para definir a melhor estratégia seja para reduzir impactos financeiros, reverter medidas indevidas ou viabilizar uma solução mais rápida e equilibrada.

Se você está passando por uma situação delicada, agir com rapidez e com o suporte de profissionais experientes pode ser decisivo para o resultado do seu caso.

Saiba seus direitos

Entender os seus direitos diante de uma situação de cobrança judicial é fundamental para evitar abusos e proteger aquilo que você construiu ao longo da vida. Muitas pessoas acreditam que, ao serem acionadas na Justiça, não há alternativas ou formas de defesa mas isso não é verdade.

O ordenamento jurídico brasileiro foi estruturado justamente para equilibrar essa relação: de um lado, garantir que o credor receba o que lhe é devido; de outro, assegurar que o devedor não seja colocado em uma situação de injustiça, vulnerabilidade ou perda total de seus meios de subsistência.

Por isso, existem regras claras que limitam a atuação judicial, protegendo, por exemplo:

  • Valores indispensáveis à sobrevivência;
  • Bens considerados essenciais;
  • Situações em que há excesso ou ilegalidade na cobrança;
  • Direitos fundamentais previstos na Constituição Federal.

Além disso, cada caso possui suas particularidades. Muitas vezes, existem estratégias jurídicas eficazes que podem reduzir impactos financeiros, suspender medidas mais gravosas ou até mesmo reverter decisões desfavoráveis. Na Reis Advocacia, nossa equipe possui sólida experiência na atuação em processos de execução e defesa patrimonial, sempre com foco em soluções seguras, estratégicas e personalizadas para cada cliente.

Se você está enfrentando uma situação delicada ou tem dúvidas sobre como agir, buscar orientação jurídica especializada pode ser o passo decisivo para evitar prejuízos maiores e garantir seus direitos. Entre em contato com nosso escritório e fale com um advogado especialista. Estamos prontos para analisar seu caso com atenção e indicar os melhores caminhos jurídicos para a sua realidade.

Tiago NT

Perguntas Frequentes sobre Penhora

1. O que é penhora?
A penhora é um ato judicial utilizado para bloquear bens ou valores do devedor, com o objetivo de garantir o pagamento de uma dívida reconhecida em processo judicial. Trata-se de uma medida legal prevista no Código de Processo Civil.

2. Quando pode ocorrer?
A penhora ocorre quando o devedor, mesmo após ser citado no processo, não realiza o pagamento da dívida no prazo estabelecido pela Justiça, dando início à fase de execução.

3. Conta bancária pode sofrer penhora?
Sim. A penhora pode atingir valores em conta bancária por meio de bloqueio judicial, geralmente realizado via sistema SISBAJUD, sendo uma das formas mais rápidas de satisfazer a dívida.

4. Salário pode sofrer penhora?
Em regra, não. O salário é protegido por lei, mas a penhora pode ocorrer em situações excepcionais, como no caso de pensão alimentícia ou decisões judiciais específicas.

5. Casa pode sofrer penhora?
Depende. O bem de família é, em regra, protegido contra penhora, mas há exceções legais, como dívidas de financiamento do próprio imóvel, pensão alimentícia ou débitos de condomínio.

6. Como saber se houve penhora no meu nome?
A penhora normalmente é informada dentro do processo judicial, por meio de intimação. Também pode ser percebida por bloqueios inesperados em contas ou restrições em bens.

7. Posso contestar uma penhora?
Sim. A penhora pode ser contestada por meio de medidas como impugnação à penhora, embargos à execução ou exceção de pré-executividade, dependendo do caso.

8. Quanto tempo dura um processo com penhora?
Não há prazo fixo. A penhora pode ser resolvida rapidamente ou se estender por anos, dependendo da complexidade do processo e da existência de recursos.

9. A penhora pode atingir veículos?
Sim. A penhora pode recair sobre veículos, que podem ser registrados com restrição, apreendidos e posteriormente levados a leilão judicial.

10. Preciso de advogado?
Sim. A atuação de um advogado é essencial para analisar a legalidade da penhora, apresentar defesa adequada e proteger seus direitos no processo judicial.

 

Leia também:

  1. Penhora: o que é, como funciona e quais os limites – Explica a natureza jurídica, os tipos de bens que podem ou não ser penhorados, o passo a passo do processo e as consequências tanto para quem executa quanto quem é executado.

  2. Penhora de Bens: O Que Pode ou Não na Execução Fiscal – Detalha em execuções fiscais, os bens impenhoráveis por lei, e estratégias para evitar a constrição patrimonial em dívidas tributárias.

  3. Penhora: O Que é e Como Funciona a de Imóveis – Focado na parte de imóveis, aborda os critérios para constrição, os direitos do devedor e as formas de defesa específicas para imóveis.

  4. Indisponibilidade de bens: Quem tem direito e como funciona – Explica a diferença, explica quando cada medida pode ser aplicada e quais os efeitos para o patrimônio do executado.

  5. Agravo de Petição: O Que É e Quais os Requisitos – Detalha o recurso utilizado na fase de execução trabalhista (incluindo casos), com explicação sobre cabimento, procedimentos e efeitos.

 

Referências:

  1. STJ – Execução trabalhista na recuperação judicial (Acórdão CC 191.533, 27 set. 2024)
    Estabelece que, após o fim do “stay period”, os créditos trabalhistas extraconcursais devem ser executados pela Justiça do Trabalho, não pelo juízo da recuperação judicial.

  2. STJ – Tema 1.235: impenhorabilidade de depósitos até 40 salários mínimos (04 out. 2024)
    Define que essa impenhorabilidade não é reconhecida de ofício pelo juiz; deve ser arguida pelo executado oportunamenter.

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Dr tiago Reis

Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557

Advogado há mais de 12 anos e sócio-fundador da Reis Advocacia. Pós-graduado em Direito Constitucional (2013) e Direito Processual (2017), com MBA em Gestão Empresarial e Financeira (2022). Ex-servidor público, fez a escolha consciente de deixar a carreira estatal para se dedicar integralmente à advocacia.

Com ampla experiência prática jurídica, atuou diretamente em mais de 5.242 processos, consolidando expertise em diversas áreas do Direito e oferecendo soluções jurídicas eficazes e personalizadas.

Atualmente, também atua como Autor de Artigos e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados, orientações práticas e informações confiáveis para auxiliar quem busca justiça e segurança na defesa de seus direitos.

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