Como funciona o procedimento?
O procedimento ocorre dentro de um processo judicial de execução. Em regra, ele começa quando o credor ingressa com uma ação pedindo o pagamento da dívida. Após a análise do caso, o juiz determina que o devedor seja citado para pagar o valor devido. Caso o pagamento não ocorra no prazo legal, inicia-se a fase de execução propriamente dita, podendo ser determinada a penhora.
O processo geralmente segue as seguintes etapas:
- Ingresso da ação de execução
O credor apresenta ao Judiciário um título que comprova a existência da dívida.
Esse título pode ser, por exemplo:
- contrato
- cheque
- nota promissória
- sentença judicial
- Citação do devedor
O devedor é formalmente informado sobre o processo e recebe prazo para pagar a dívida.
- Não pagamento da dívida
Se o pagamento não ocorrer, o juiz pode determinar.
- Identificação dos bens
A Justiça identifica quais bens pertencem ao devedor e podem ser penhorados.
Hoje em dia, existem sistemas eletrônicos que facilitam esse processo, como:
- bloqueio de contas bancárias
- consulta de veículos
- consulta de imóveis
- Realização
Pode ocorrer por meio de bloqueio bancário ou por apreensão de bens.
- Avaliação dos bens
Os bens penhorados são avaliados para determinar seu valor de mercado.
- Leilão judicial
Caso a dívida não seja paga, os bens penhorados podem ser vendidos em leilão para quitar a obrigação. Esse é o procedimento básico dentro de um processo de execução.
Como podemos ajudar você em situações de penhora
Enfrentar uma situação que envolve restrição de bens ou cobrança judicial pode gerar insegurança, medo e até mesmo prejuízos financeiros significativos quando não há uma orientação adequada. É justamente nesse momento que contar com um escritório especializado faz toda a diferença.
Na Reis Advocacia, atuamos de forma estratégica e personalizada em demandas que envolvem execução de dívidas e defesa patrimonial, sempre com foco em proteger os interesses do cliente e buscar a melhor solução jurídica possível. Ao longo dos anos, já auxiliamos clientes em diferentes cenários desde aqueles que precisam recuperar valores devidos até aqueles que buscam evitar perdas injustas ou excessivas em seus bens.
Nossa atuação envolve:
- Análise detalhada do processo: examinamos cada etapa para identificar falhas, oportunidades de defesa e possíveis abusos;
- Identificação de irregularidades: verificamos excessos, ilegalidades ou medidas que não respeitam os limites legais;
- Defesa jurídica estratégica: elaboramos teses sólidas com base na legislação, doutrina e jurisprudência para proteger seus direitos;
- Acompanhamento completo da execução: atuamos de forma contínua, garantindo que todas as fases do processo sejam conduzidas com segurança e eficiência.
Sabemos que cada caso possui suas particularidades, por isso adotamos uma abordagem individualizada, analisando profundamente a situação para definir a melhor estratégia seja para reduzir impactos financeiros, reverter medidas indevidas ou viabilizar uma solução mais rápida e equilibrada.
Se você está passando por uma situação delicada, agir com rapidez e com o suporte de profissionais experientes pode ser decisivo para o resultado do seu caso.
Saiba seus direitos
Entender os seus direitos diante de uma situação de cobrança judicial é fundamental para evitar abusos e proteger aquilo que você construiu ao longo da vida. Muitas pessoas acreditam que, ao serem acionadas na Justiça, não há alternativas ou formas de defesa mas isso não é verdade.
O ordenamento jurídico brasileiro foi estruturado justamente para equilibrar essa relação: de um lado, garantir que o credor receba o que lhe é devido; de outro, assegurar que o devedor não seja colocado em uma situação de injustiça, vulnerabilidade ou perda total de seus meios de subsistência.
Por isso, existem regras claras que limitam a atuação judicial, protegendo, por exemplo:
- Valores indispensáveis à sobrevivência;
- Bens considerados essenciais;
- Situações em que há excesso ou ilegalidade na cobrança;
- Direitos fundamentais previstos na Constituição Federal.
Além disso, cada caso possui suas particularidades. Muitas vezes, existem estratégias jurídicas eficazes que podem reduzir impactos financeiros, suspender medidas mais gravosas ou até mesmo reverter decisões desfavoráveis. Na Reis Advocacia, nossa equipe possui sólida experiência na atuação em processos de execução e defesa patrimonial, sempre com foco em soluções seguras, estratégicas e personalizadas para cada cliente.
Se você está enfrentando uma situação delicada ou tem dúvidas sobre como agir, buscar orientação jurídica especializada pode ser o passo decisivo para evitar prejuízos maiores e garantir seus direitos. Entre em contato com nosso escritório e fale com um advogado especialista. Estamos prontos para analisar seu caso com atenção e indicar os melhores caminhos jurídicos para a sua realidade.
Leia também:
Penhora: o que é, como funciona e quais os limites – Explica a natureza jurídica, os tipos de bens que podem ou não ser penhorados, o passo a passo do processo e as consequências tanto para quem executa quanto quem é executado.
Penhora de Bens: O Que Pode ou Não na Execução Fiscal – Detalha em execuções fiscais, os bens impenhoráveis por lei, e estratégias para evitar a constrição patrimonial em dívidas tributárias.
Penhora: O Que é e Como Funciona a de Imóveis – Focado na parte de imóveis, aborda os critérios para constrição, os direitos do devedor e as formas de defesa específicas para imóveis.
Indisponibilidade de bens: Quem tem direito e como funciona – Explica a diferença, explica quando cada medida pode ser aplicada e quais os efeitos para o patrimônio do executado.
Agravo de Petição: O Que É e Quais os Requisitos – Detalha o recurso utilizado na fase de execução trabalhista (incluindo casos), com explicação sobre cabimento, procedimentos e efeitos.
Referências:
STJ – Execução trabalhista na recuperação judicial (Acórdão CC 191.533, 27 set. 2024)
Estabelece que, após o fim do “stay period”, os créditos trabalhistas extraconcursais devem ser executados pela Justiça do Trabalho, não pelo juízo da recuperação judicial.STJ – Tema 1.235: impenhorabilidade de depósitos até 40 salários mínimos (04 out. 2024)
Define que essa impenhorabilidade não é reconhecida de ofício pelo juiz; deve ser arguida pelo executado oportunamenter.
Dr. Tiago O. Reis, OAB/PE 34.925, OAB/SP 532.058, OAB/RN 22.557
Advogado há mais de 12 anos e sócio-fundador da Reis Advocacia. Pós-graduado em Direito Constitucional (2013) e Direito Processual (2017), com MBA em Gestão Empresarial e Financeira (2022). Ex-servidor público, fez a escolha consciente de deixar a carreira estatal para se dedicar integralmente à advocacia.
Com ampla experiência prática jurídica, atuou diretamente em mais de 5.242 processos, consolidando expertise em diversas áreas do Direito e oferecendo soluções jurídicas eficazes e personalizadas.
Atualmente, também atua como Autor de Artigos e Editor-Chefe no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados, orientações práticas e informações confiáveis para auxiliar quem busca justiça e segurança na defesa de seus direitos.




