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Tentativa de homicídio: Qual a pena e o que é?

Tentativa de homicídio: entenda o crime, pena, fiança e quando o acusado pode responder em liberdade. Saiba como um advogado pode atuar na defesa.

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Tentativa de homicídio: o que é, pena e como se defender

A Tentativa de homicídio é um dos temas mais delicados do Direito Penal brasileiro e gera inúmeras dúvidas tanto para quem está sendo acusado quanto para familiares e vítimas. Entender como a lei trata esse crime pode ser decisivo para garantir uma defesa justa, evitar abusos e compreender os seus direitos.

Se você chegou até aqui, provavelmente está enfrentando uma situação difícil ou quer se prevenir. E isso é extremamente importante. Ao longo deste conteúdo, você vai entender profundamente como funciona a Tentativa de homicídio, quais são suas consequências jurídicas e como agir estrategicamente diante de uma acusação.

A Tentativa de homicídio envolve riscos jurídicos severos, podendo resultar em prisão e consequências irreversíveis. Por isso, compreender cada detalhe pode ser a diferença entre uma condenação e uma defesa bem estruturada.

jorge EC

O que é a tentativa de homicídio?

A Tentativa de homicídio ocorre quando uma pessoa inicia a execução de um crime com a intenção de matar, mas não consegue consumá-lo por circunstâncias alheias à sua vontade. Essa definição está prevista no artigo 14, inciso II, do Código Penal brasileiro, que trata dos crimes tentados.

Para que se configure a Tentativa de homicídio, é indispensável a presença do chamado “animus necandi”, ou seja, a intenção de matar. Não basta que haja agressão ou violência; é necessário demonstrar que o agente realmente queria causar a morte da vítima.

Além disso, é preciso que haja início da execução do crime. Isso significa que o autor deve praticar atos concretos voltados à consumação do homicídio, como disparar uma arma ou desferir golpes com faca. Se houver apenas ameaça ou intenção sem execução, não há tentativa.

Outro ponto essencial é que o resultado morte não ocorra por fatores externos à vontade do agente, como o socorro imediato da vítima ou falhas na execução. Nesses casos, configura-se a Tentativa de homicídio.

Na prática, a distinção entre tentativa e lesão corporal é uma das mais discutidas nos tribunais. A diferença está na intenção. Enquanto a lesão corporal envolve a intenção de ferir, a Tentativa de homicídio exige a intenção de matar. Essa análise depende de provas, circunstâncias e do comportamento do agente.

 

Qual a pena para tentativa de homicídio?

A Tentativa de homicídio possui como base a pena do homicídio consumado, prevista no artigo 121 do Código Penal, que varia de 6 a 20 anos de reclusão. No entanto, por se tratar de tentativa, a lei determina uma redução.

Essa redução varia de um a dois terços, conforme o grau de execução do crime. Quanto mais próximo o agente estiver de consumar o homicídio, menor será a redução aplicada.

Na prática, o juiz analisa diversos fatores para definir a pena da Tentativa de homicídio, como a intensidade da conduta, o meio utilizado, as circunstâncias do fato e o comportamento do acusado.

A pena pode ser significativamente aumentada caso existam qualificadoras, como motivo torpe, motivo fútil, uso de meio cruel ou recurso que dificultou a defesa da vítima. Nessas hipóteses, a Tentativa de homicídio pode ter consequências ainda mais severas.

Do ponto de vista da defesa, existem diversas teses jurídicas que podem ser utilizadas. Entre elas, destaca-se a desclassificação para lesão corporal, quando não se comprova a intenção de matar. Também é possível alegar legítima defesa, ausência de provas ou excludentes de ilicitude.

Essas estratégias são fundamentais para reduzir a pena ou até mesmo alcançar a absolvição.

Qual a pena de um réu primário por tentativa de homicídio?

A pena para um réu primário em caso de tentativa de homicídio é analisada com base na legislação penal, levando em consideração principalmente a ausência de antecedentes criminais e o comportamento do acusado.

O ponto de partida é a pena do homicídio simples, que varia de 6 a 20 anos de reclusão. Como se trata de tentativa, a lei determina uma redução de um a dois terços dessa pena. Para o réu primário, essa redução costuma ser aplicada de forma mais favorável, especialmente quando não há circunstâncias que agravem a situação.

Na prática, o fato de ser réu primário permite que o juiz fixe a pena-base no mínimo legal e aplique a maior redução possível, principalmente quando a execução do crime não chegou perto da consumação. Com isso, a pena pode ser significativamente diminuída, podendo ficar em patamares mais baixos em comparação com outros casos.

Além disso, o réu primário pode se beneficiar de um regime inicial de cumprimento de pena mais brando, como o semiaberto ou até o aberto, dependendo da quantidade final da pena. Em algumas situações, também pode haver a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, desde que preenchidos os requisitos legais.

Outro ponto importante é que a condição de réu primário demonstra, em regra, menor periculosidade, o que influencia diretamente na decisão do juiz quanto à necessidade de prisão e à forma de cumprimento da pena.

Portanto, quando se trata de um réu primário, a pena por tentativa de homicídio tende a ser mais reduzida e pode variar conforme o caso concreto, mas geralmente fica em um patamar mais brando, especialmente quando não há agravantes e a defesa atua de forma estratégica.

jorge FA

Quem comete tentativa de homicídio pode responder em liberdade?

Sim, é possível que o acusado por Tentativa de homicídio responda em liberdade, dependendo das circunstâncias do caso. A prisão preventiva não é automática e deve ser justificada com base em critérios legais.

O juiz deve avaliar se há risco à ordem pública, possibilidade de fuga ou ameaça à vítima. Se esses elementos não estiverem presentes, a liberdade pode ser concedida.

Em muitos casos, a Justiça opta por aplicar medidas cautelares em substituição à prisão. Essas medidas podem incluir o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e comparecimento periódico em juízo.

A Tentativa de homicídio exige uma análise criteriosa por parte do Judiciário, e a defesa deve atuar de forma estratégica para garantir os direitos do acusado.

 

Como um advogado pode ajudar nesse processo?

A atuação de um advogado especializado em Tentativa de homicídio é fundamental desde o início do processo. Um profissional experiente pode identificar falhas na investigação, questionar provas e construir uma defesa sólida.

O advogado pode atuar na busca pela liberdade do acusado, apresentar teses jurídicas relevantes e acompanhar todas as fases do processo. Entre as principais estratégias, destacam-se a negativa de autoria, a ausência de dolo e a legítima defesa.

Além disso, o advogado pode buscar a desclassificação da Tentativa de homicídio para lesão corporal, o que pode reduzir significativamente a pena.

Assim como ocorre em outros crimes complexos — como demonstrado no estudo sobre denunciação caluniosa — a atuação estratégica desde o início é determinante para o resultado final.

A Tentativa de homicídio é um tema complexo que exige conhecimento técnico e atuação estratégica. Ao longo deste artigo, você compreendeu o conceito, a pena, as possibilidades de liberdade e a importância da defesa jurídica.

Na Reis Advocacia, já auxiliamos diversas pessoas em situações envolvendo Tentativa de homicídio, oferecendo uma defesa técnica, estratégica e comprometida com resultados.

Sabemos que cada caso possui suas particularidades, e é por isso que analisamos cada detalhe com profundidade. Nosso compromisso é garantir que seus direitos sejam respeitados e que você tenha a melhor defesa possível.

Se você está enfrentando uma situação envolvendo Tentativa de homicídio, entre em contato com nossa equipe. Estamos prontos para te ajudar com seriedade, experiência e dedicação.

Aproveite também para conhecer outros conteúdos do nosso blog e aprofundar ainda mais seu conhecimento jurídico.

jorge EC

Perguntas frequentes sobre o tema

  1. O que caracteriza a tentativa de homicídio?

A tentativa ocorre quando há intenção de matar, mas o resultado não se concretiza por fatores externos.

  1. Qual a pena da tentativa de homicídio?

A pena varia entre 1/3 a 2/3 da pena do homicídio consumado.

  1. Tentativa de homicídio é crime hediondo?

Pode ser, dependendo das qualificadoras.

  1. Cabe fiança?

Geralmente não na fase policial, mas há outras formas de liberdade.

  1. Pode responder em liberdade?

Sim, dependendo do caso.

  1. Qual a diferença para lesão corporal?

A diferença está na intenção de matar.

  1. Precisa de advogado?

Sim, é fundamental para garantir defesa adequada.

  1. Pode haver absolvição?

Sim, se não houver provas ou dolo.

  1. Quanto tempo dura o processo?

Depende da complexidade do caso.

  1. O que fazer ao ser acusado?

Procure imediatamente um advogado especialista.

 

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Referência:

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DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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