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Autoria Colateral em Crimes: o que é e quando ela ocorre?

Autoria Colateral pode mudar a responsabilidade criminal. Entenda quando ocorre, quem responde pelo resultado e quais teses de defesa podem ser usadas.

autoria colateral
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Autoria Colateral é uma situação do Direito Penal que ocorre quando duas ou mais pessoas praticam condutas voltadas ao mesmo resultado criminoso, mas sem acordo, combinação ou consciência de atuação conjunta. Imagine que duas pessoas, sem saber uma da intenção da outra, atirem contra a mesma vítima. Um dos disparos provoca a morte, enquanto o outro não causa a lesão fatal.

As duas responderão por homicídio consumado? Não necessariamente.

Esse tipo de caso exige a análise de questões importantes: quem causou efetivamente o resultado? Havia vínculo entre os agentes? É possível saber qual conduta provocou a morte? A perícia consegue individualizar os atos? Dependendo das respostas, um acusado inicialmente apontado como autor de um crime consumado poderá responder por tentativa ou, em determinadas circunstâncias, até ser absolvido.

Neste artigo, você entenderá:

  • como funciona essa modalidade de autoria;
  • quando ela ocorre;
  • quem responde pelo crime;
  • sua diferença para a coautoria;
  • o que é autoria incerta;
  • quais teses defensivas podem ser utilizadas;
  • e como um advogado criminalista pode atuar no caso.

Compreender a Autoria Colateral é fundamental porque ninguém deve responder automaticamente pelo resultado causado por outra pessoa quando não existia atuação conjunta.

jorge EC

O que é Autoria Colateral no Direito Penal?

A Autoria Colateral ocorre quando duas ou mais pessoas praticam atos destinados ao mesmo resultado, mas atuam de maneira independente, sem vínculo subjetivo entre elas. O principal elemento é justamente a ausência de combinação. Imagine que João e Carlos, separadamente, decidam matar Pedro. Nenhum conhece o plano do outro.

Quando Pedro aparece, ambos efetuam disparos. Apesar de buscarem o mesmo resultado, João não está auxiliando Carlos, nem Carlos está auxiliando João.

Não há:

  • planejamento conjunto;
  • divisão de tarefas;
  • acordo;
  • auxílio consciente;
  • adesão à conduta do outro.

Se a perícia demonstrar que o disparo de João provocou a morte e que o tiro de Carlos não foi fatal, a responsabilidade de cada um deverá ser analisada separadamente. João poderá responder pelo crime consumado, enquanto Carlos poderá responder, conforme as circunstâncias, pela tentativa. É justamente por isso que a Autoria Colateral exige a individualização das condutas.

 

Quando ocorre a Autoria Colateral em um crime?

A Autoria Colateral normalmente aparece quando diferentes pessoas praticam condutas semelhantes ou convergentes, mas desconhecem a atuação umas das outras.

Alguns elementos ajudam a identificar essa situação:

  1. existem dois ou mais agentes;
  2. cada um pratica uma conduta própria;
  3. as ações possuem potencial para gerar o mesmo resultado;
  4. não existe acordo entre os envolvidos;
  5. não há consciência de cooperação;
  6. é necessário descobrir qual ação produziu efetivamente o resultado.

Considere novamente o caso de dois atiradores. Se ambos atiram contra a mesma vítima, mas apenas um disparo atinge órgão vital, não basta afirmar que “os dois mataram”. É necessário verificar qual conduta produziu a morte. O Direito Penal não admite, em regra, que um resultado seja transferido automaticamente de uma pessoa para outra sem fundamento jurídico.

A Autoria Colateral, portanto, surge justamente da necessidade de separar condutas independentes que aconteceram dentro de um mesmo contexto.

 

Autoria Colateral: quem responde pelo crime?

Na Autoria Colateral, cada agente deve responder pela própria conduta e pelo resultado que possa ser juridicamente atribuído a ela. Imagine que A e B atirem separadamente contra uma vítima.

A perícia demonstra que:

  • o disparo de A causou a morte;
  • o disparo de B produziu apenas uma lesão superficial;
  • os dois possuíam intenção homicida;
  • não existia acordo entre eles.

Nesse caso, A poderá responder pelo homicídio consumado. B, dependendo das circunstâncias, poderá responder pela tentativa de homicídio. Isso ocorre porque o resultado provocado por A não pode ser automaticamente atribuído a B quando não existe vínculo entre as condutas.

O ponto central da defesa, portanto, será demonstrar:

  • quem praticou cada ato;
  • qual consequência cada ato produziu;
  • se existia acordo entre os envolvidos;
  • e se há prova suficiente da atuação conjunta.

Essas perguntas podem alterar completamente a responsabilidade criminal.

 

Qual a diferença entre Autoria Colateral e coautoria?

A diferença entre Autoria Colateral e coautoria está principalmente na existência do vínculo subjetivo entre os agentes. Na coautoria, duas ou mais pessoas atuam conscientemente para a realização do mesmo crime. Imagine dois assaltantes que entram juntos em uma loja. Enquanto um ameaça o funcionário, o outro recolhe o dinheiro.

Existe atuação conjunta e divisão de tarefas. Já na atuação colateral, cada pessoa executa seu próprio plano. Mesmo que as condutas sejam parecidas e tenham o mesmo objetivo, não existe consciência de colaboração.

Em resumo:

Na coautoria:

  • existe atuação conjunta;
  • há consciência de colaboração;
  • pode haver divisão de tarefas;
  • os agentes participam de uma mesma ação criminosa.

Na atuação colateral:

  • os comportamentos são independentes;
  • não existe acordo;
  • um agente pode desconhecer completamente a conduta do outro;
  • cada comportamento precisa ser analisado individualmente.

Essa distinção pode determinar se uma pessoa responderá por um crime consumado, por uma tentativa ou se não poderá ser responsabilizada por determinado resultado.

 

Autoria Colateral e autoria incerta são a mesma coisa?

Não. A autoria incerta pode surgir dentro de uma situação de Autoria Colateral, mas os conceitos não são idênticos. Imagine dois indivíduos que, sem qualquer combinação, atiram contra a mesma vítima. A vítima morre. A perícia conclui que apenas um dos disparos foi fatal, mas não consegue determinar de qual arma saiu o projétil responsável pela morte.

Nesse caso, sabe-se quem são os possíveis agentes, mas não se sabe qual deles causou o resultado. Essa é a chamada autoria incerta.

  • Autoria Colateral e autoria incerta na prática

A Autoria Colateral existe porque as condutas foram independentes. A autoria incerta aparece quando, além disso, não é possível determinar qual delas produziu o resultado. Esse detalhe é extremamente relevante. Se não existe prova de que determinado acusado produziu a morte, não é juridicamente correto atribuir o resultado fatal a ele apenas por presunção.

Dependendo das circunstâncias e das provas disponíveis, poderá existir discussão sobre tentativa, ausência de nexo causal ou insuficiência probatória.

 

O que acontece quando não é possível saber quem causou o resultado?

Quando não é possível identificar quem provocou o resultado, surge uma dúvida relevante sobre a responsabilidade penal. E uma condenação criminal não pode ser baseada apenas em suposições.

Não basta dizer:

“Um dos dois certamente fez, então os dois devem responder.”

O processo penal exige individualização. Se a acusação não consegue demonstrar qual conduta provocou o resultado, será necessário verificar o que efetivamente ficou provado contra cada acusado. Imagine que duas pessoas pratiquem atos executórios de homicídio, mas não seja possível identificar qual disparo matou a vítima.

Nesse cenário, pode existir discussão sobre responsabilização pela tentativa, justamente porque não se conseguiu demonstrar quem produziu o resultado consumado. Por outro lado, se nem mesmo a participação de determinado acusado estiver suficientemente comprovada, a defesa poderá buscar sua absolvição.

O art. 386 do Código de Processo Penal prevê hipóteses de absolvição quando não houver prova de participação ou quando as provas forem insuficientes para condenar. A ausência de certeza sobre o resultado, portanto, deve ser examinada com cuidado e jamais substituída por uma presunção contra o acusado.

jorge FA

Autoria Colateral pode gerar absolvição?

Sim, a Autoria Colateral pode contribuir para uma tese de absolvição, mas isso depende das provas existentes. O reconhecimento de atuações independentes não significa, por si só, que todos os envolvidos serão absolvidos. Se houver prova de que uma pessoa tentou praticar determinado crime, poderá haver responsabilidade por sua conduta, ainda que ela não tenha causado o resultado final.

A absolvição ganha força quando a acusação não consegue provar:

  • que o acusado praticou a conduta;
  • que contribuiu para o crime;
  • que sua ação produziu o resultado;
  • ou que existia vínculo com os demais agentes.

Um exemplo comum ocorre quando a acusação afirma que três pessoas praticaram conjuntamente um homicídio. Posteriormente, descobre-se que apenas uma efetuou o disparo, outra realizou determinada ação e a terceira estava apenas no local, sem prova de colaboração. A simples presença no ambiente não é suficiente para transformar alguém em coautor. Uma defesa eficiente deve identificar exatamente onde termina a prova e onde começa a suposição.

 

Quais teses de defesa podem ser utilizadas em casos de Autoria Colateral?

Casos de Autoria Colateral podem admitir diversas teses defensivas. Tudo dependerá da situação concreta.

  1. Ausência de vínculo subjetivo

A defesa pode demonstrar que não existia planejamento, acordo ou consciência de atuação conjunta.

É importante verificar:

  • os acusados se conheciam?
  • trocaram mensagens?
  • combinaram o crime?
  • atuaram conjuntamente?
  • dividiram tarefas?

Sem esses elementos, a tese de coautoria pode ser questionada.

  1. Ausência de nexo causal

Outra linha defensiva consiste em demonstrar que a conduta do acusado não provocou o resultado.

Para isso, podem ser analisados:

  • laudos balísticos;
  • exames médicos;
  • perícias;
  • trajetória de projéteis;
  • imagens;
  • provas digitais.
  1. Autoria incerta

Se não for possível descobrir qual agente provocou o resultado, a defesa poderá questionar a imputação do crime consumado.

  1. In dubio pro reo

Quando permanece dúvida relevante após a análise das provas, essa incerteza não pode ser resolvida arbitrariamente contra o acusado.

  1. Ausência de dolo

Também pode existir discussão sobre a verdadeira intenção do agente. Nem toda conduta perigosa significa intenção de matar. Dependendo do caso, pode haver discussão sobre culpa, dolo eventual, intenção de lesionar ou outras circunstâncias.

  1. Tentativa

Se o acusado iniciou a execução de um crime, mas sua conduta não produziu o resultado, poderá existir discussão sobre o reconhecimento da forma tentada.

  1. Insuficiência de provas

Se a acusação não demonstrar a participação ou a responsabilidade do acusado, a defesa poderá buscar absolvição. A melhor tese dependerá sempre da análise completa das provas.

 

Como provar a Autoria Colateral em um processo criminal?

Demonstrar a Autoria Colateral geralmente exige comprovar dois pontos principais:

  1. a inexistência de atuação conjunta;
  2. a individualização das condutas.

Algumas provas podem ser fundamentais:

  • laudo balístico;
  • exame necroscópico;
  • imagens de câmeras;
  • registros de localização;
  • mensagens e ligações;
  • testemunhas;
  • perícia em armas;
  • dados digitais;
  • reconstrução da dinâmica do fato.

Em um homicídio, por exemplo, a perícia pode responder perguntas decisivas:

  • Qual projétil provocou a morte?
  • De qual arma ele saiu?
  • Qual foi a trajetória?
  • Qual disparo atingiu o órgão vital?

Esses detalhes podem alterar completamente a responsabilidade criminal atribuída ao acusado. Por isso, a defesa não deve analisar apenas depoimentos. A prova técnica muitas vezes possui papel determinante.

 

O que fazer diante de uma acusação envolvendo Autoria Colateral?

Receber uma acusação criminal envolvendo Autoria Colateral exige cuidado. Algumas atitudes podem ser importantes.

  • Preserve provas

Guarde mensagens, vídeos, registros de localização, documentos, fotografias e qualquer informação relacionada aos fatos.

  • Evite versões improvisadas

Uma declaração precipitada pode ser interpretada de maneira prejudicial. É importante compreender a acusação antes de apresentar uma versão detalhada.

  • Não combine depoimentos com outros envolvidos

Tentar alinhar versões pode gerar ainda mais problemas e ser interpretado como indício de ligação entre os agentes.

  • Descubra exatamente o que está sendo atribuído a você

Não basta saber o nome do crime.

É necessário entender:

  • qual ação é atribuída;
  • qual resultado teria sido causado;
  • quais provas existem;
  • e qual seria sua relação com os demais investigados.

Procure assistência jurídica

Quanto antes a defesa tiver acesso às informações do caso, maiores serão as possibilidades de preservar provas e estruturar uma estratégia adequada.

 

Procedimentos e soluções jurídicas

Em processos envolvendo condutas independentes, uma defesa organizada pode seguir alguns passos.

Primeiro, é necessário reconstruir a cronologia do fato.

  • Quem chegou primeiro?
  • Quem realizou cada ação?
  • Houve contato entre os envolvidos?

Em seguida, deve-se analisar a existência de vínculo subjetivo. Mensagens, ligações e testemunhos podem demonstrar se realmente havia acordo. Depois, é necessário estudar o nexo causal e verificar qual conduta provocou o resultado.

Com base nisso, a defesa poderá avaliar pedidos como:

  • absolvição;
  • impronúncia;
  • desclassificação;
  • reconhecimento de tentativa;
  • afastamento de qualificadoras;
  • reforma de decisão;
  • reconhecimento de nulidades, quando existentes.

Cada processo possui suas próprias particularidades. Por isso, teses jurídicas devem ser construídas com base nas provas reais do caso.

 

Como um advogado criminalista pode ajudar em casos de Autoria Colateral?

Em uma acusação envolvendo Autoria Colateral, o advogado criminalista deve analisar se a investigação realmente individualizou a conduta de cada pessoa. Um problema frequente é a criação de uma narrativa coletiva. A denúncia pode afirmar que “os acusados, juntos, causaram o resultado”, mas essa conclusão precisa estar apoiada em provas.

O advogado pode:

  • examinar o inquérito;
  • analisar a denúncia;
  • verificar laudos;
  • questionar perícias;
  • procurar contradições;
  • solicitar diligências;
  • analisar imagens;
  • estudar dados digitais;
  • verificar a existência de vínculo entre os acusados;
  • discutir o nexo causal;
  • sustentar tentativa;
  • pedir impronúncia, quando cabível;
  • requerer absolvição.

Em processos do Tribunal do Júri, especialmente, a correta individualização da conduta pode ser decisiva. Uma defesa criminal séria precisa mostrar ao juiz ou aos jurados o que realmente foi praticado por cada acusado, sem permitir que comportamentos de terceiros sejam automaticamente transferidos para o cliente.

 

Saiba seus direitos

A Autoria Colateral é um tema importante porque demonstra que duas pessoas podem buscar o mesmo resultado criminoso sem serem necessariamente coautoras. A diferença está na existência ou não de atuação conjunta. Quando não existe acordo ou vínculo subjetivo, cada conduta deve ser analisada separadamente. Também é necessário verificar quem efetivamente produziu o resultado.

Quando isso não pode ser determinado, pode surgir a chamada autoria incerta, com importantes consequências para a responsabilidade criminal. Ao longo deste artigo, vimos que provas periciais, imagens, mensagens, testemunhas e outros elementos podem ser decisivos para esclarecer os fatos.

Na Reis Advocacia, juntamente com os demais profissionais da equipe, atuamos na análise de acusações criminais, provas, inquéritos e processos, buscando individualizar corretamente a responsabilidade de cada acusado. Uma investigação que reúne várias pessoas dentro da mesma narrativa não significa que todas tenham praticado exatamente o mesmo comportamento.

Se você ou alguém da sua família enfrenta uma acusação envolvendo vários agentes, dúvida sobre autoria ou discussão sobre quem produziu determinado resultado, a análise de um advogado criminalista pode ser importante para compreender os riscos e construir uma defesa adequada.

Entre em contato com a Reis Advocacia e converse com um advogado criminalista sobre o seu caso.

jorge EC

Perguntas frequentes sobre o tema

  1. O que caracteriza a Autoria Colateral?

A Autoria Colateral ocorre quando duas ou mais pessoas praticam condutas dirigidas ao mesmo resultado, mas sem acordo ou consciência de atuação conjunta.

  1. Duas pessoas que atiram contra a mesma vítima são sempre coautoras?

Não. É necessário verificar se existia vínculo, combinação ou atuação conjunta entre elas.

  1. Se apenas um disparo causa a morte, quem responde?

Se for possível identificar o autor do disparo fatal e não houver coautoria, ele poderá responder pelo crime consumado. O outro agente poderá responder por tentativa, conforme o caso.

  1. O que é autoria incerta?

É a situação em que os possíveis agentes são conhecidos, mas não é possível identificar qual deles produziu o resultado.

  1. Autoria incerta e autoria desconhecida são iguais?

Não. Na autoria incerta, conhecem-se os possíveis autores. Na autoria desconhecida, não se sabe quem praticou o crime.

  1. A dúvida sobre quem causou o resultado gera absolvição?

Pode gerar, dependendo do conjunto probatório. Em outros casos, pode resultar no reconhecimento de tentativa ou afastamento do resultado consumado.

  1. O princípio do in dubio pro reo pode ser aplicado?

Sim. Quando existe dúvida relevante e não superada pelas provas, ela não deve ser resolvida contra o acusado.

  1. Qual é a importância da perícia?

A perícia pode identificar arma, projétil, trajetória, lesão fatal e outros elementos fundamentais para individualizar a responsabilidade.

  1. Estar no local do crime significa ser coautor?

Não necessariamente. É preciso demonstrar participação consciente ou contribuição juridicamente relevante para o crime.

  1. Quando procurar um advogado criminalista?

Assim que houver investigação, intimação, prisão ou acusação formal. A atuação antecipada pode ajudar a preservar provas e organizar a estratégia defensiva.

 

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Referências:

DR JORGE GUIMARAES NOVO

Sócio e Advogado – OAB/PE 41.203

Advogado criminalista, militar e em processo administrativo disciplinar, especializado em Direito Penal Militar e Disciplinar Militar, com mais de uma década de atuação.

Graduado em Direito pela FDR-UFPE (2015), pós-graduado em Direito Civil e Processual Civil (ESA-OAB/PE) e em Tribunal do Júri e Execução Penal. Professor de Direito Penal Militar no CFOA (2017) e autor do artigo "Crise na Separação dos Três Poderes", publicado na Revista Acadêmica da FDR (2015).

Atuou em mais de 956 processos, sendo 293 processos administrativos disciplinares, com 95% de absolvições. Especialista em sessões do Tribunal do Júri, com mais de 10 sustentações orais e 100% de aproveitamento.

Atualmente, também é autor de artigos jurídicos no Blog da Reis Advocacia, onde compartilha conteúdos jurídicos atualizados na área de Direito Criminal, Militar e Processo Administrativo Disciplinar, com foco em auxiliar militares e servidores públicos na defesa de seus direitos.

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